Eu tenho um signo, mas acho que combino mais com outro… Então leio os dois. E hoje es tava demais!
Ótimo dia para você focalizar em projetos de grupos, participar ativamente de entidades, associações e clubes. Se você acredita numa ideia, defendê-la vai ser fácil. E, de quebra, persuadirá muita gente. Boas relações com estrangeiros. Viagens, publicações e estudos em alta.
E tudo correu assim: reuniões ótimas, idéias, idem, dia corrido (como sempre), coisas e novidades pintando. E, agora, chego em casa e veja o email de mama sobre o post em francês. E queria dividir com as mulheres, em especial, e com os homens de bom coração.
Veja só que interessante. Não te parece que este texto responde um pouco ao
questionamento suscitado pelo texto que você me enviou ontem?
A reportagem de ontem me fez pensar muito.
Eu venho dos anos 70, eu vi, eu vivi o tempo que começou lá. Fomos criadas
para sermos donas de casa, no máximo professoras primárias até ou casamento
ou, esticando muito – mulheres de classe média – até os filhos chegarem.
Cumprimos metade do papel previsto para nós: casamos recém-saídas das
escolas – de segundo grau ou superior, não importa. Pensamos em casamento;
não pensamos em carreira.. E, casadas, , vimo-nos batalhando lado a lado
com os homens, no trabalho – aquelas que se aventuraram-, sem perder a
responsabilidade integral pelas tarefas domésticas (imagine como as mães
criaram seus filhos homens dos anos 70 – tudo na mão -; e o machismo
reinante), pagando também as contas. E, de repente, muitas de nós tivemos
que batalhar sozinhas, sem maridos (ou até contra eles, os famosos ex),
pagando as despesas, cuidando da casa, criando e educando os filhos, e,
malgré tout, conseguimos formar famílias de verdade e nossos filhos viraram
gente! As coisas foram acontecendo e nós fomos respondendo a elas, à medida
que elas aconteciam. Não planejamos nada. Não nos preparamos para o que
viria.
Pense agora na sua geração. Vocês viram as mães lutarem valentemente e
valorizaram isto. Querem fazer carreira. Querem ser independentes. Querem
ser companheiras de seus homens, não femmes d’interieur (ou mères de
famille) (aprendi hoje, chic, não?). Tudo muito certo. Mas a balança, me
parece, anda pendendo muito para um lado só. E aí entra o pote de maionese
da história. Tudo aquilo que o artigo de ontem dizia, é estatística,
acontece. Mas estatística serve para a gente usá-la, não corresponde à
verdade; é fato, puro fato. Ora, o que é mais importante na vida de uma
mulher? Cada uma tem que descobrir por si, e encher o seu pote de acordo com
seu modo de ser, seus anseios, seus sonhos. Mas toda nós, mulheres somos
seres humanos; nossa estrutura, de seres humanos, homem ou mulher, não
importa, é uma só: somos seres de linguagem, seres-com-os outros no mundo,
seres finitos em busca de salvação perante o inexorável da morte, seres
livres e ao mesmo tempo condicionados pelo mundo no qual nascemos . Não
podemos fugir dessa estrutura ao enchermos o nosso pote de maionese.
Sua geração se defronta, então, com a necessidade da reflexão sobre o que
está acontecendo com vocês e da necessidade busca de um equilíbrio entre o
que vocês são, o que vocês querem e o que vocês podem. E não se trata só das
mulheres; trata-se dos homens também. Se homens e mulheres querem realmente
compartilhar suas vidas, eles têm que coordenar suas ações.
Que riqueza poder inaugurar um novo tempo, um novo modo de vida.
Nós abrimos a picada na floresta. Com facão, no escuro…
Vocês irão construir a estrada sob o sol, sem destuir as árvores, as flores
e o mais que se encontrar na linha do caminho a ser feito.
Coragem!
Beijos.
Mamma