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O que me afaga

terça-feira, 5 de julho de 2011

meia lua inteira

O ponto de ligação em todas as minhas viagens é a comida.
Talvez por isso eu goste tanto do programa “No Reservations” do americano Anthony Bourdain.
Podemos não falar a língua, podemos estar numa rápida passagem – sem direito a passeio ou museu -, mas não podemos sobreviver sem provar o prato típico.
Não, não podemos.
Descobrir as raízes através de um prato é mais do que antropologia.
Como mineira, adoro queijos e tudo o que leva lácteos na receita.
E, em cada viagem, descubro novos e melhores.
França, Portugal, Estados Unidos (por que não?), São Paulo, nordeste – como eleger um só?
E agora… Como resistir ao café da manhã preparado sem que se peça e com um carinho típico?
Este, de hoje, chegou depois de uma aula de preparação física da pesada, em que saí correndo para não atrasar e com apenas uma banana com uma colher de aveia no estômago…
Cuscuz de milho, tapioca com requeijão, abacaxi comprada na mão de um vendedor de praia.
Tudo isso em um dia de chuva abundante e quente.
Num telefonema, descubro que faz muito frio em São Paulo, que minha casa continua no caos (em escala ascendente) da obra, que os dias são cinza.
Ah…

A comida e os lugares.
Como posso ir tão longe sem sair de um apartamento?

Na terra do pó e do pano molhado

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eu sei que você é aquela pessoa moderna que não tem auxiliar de faxina e que resolve tudo com muita facilidade.
Eu um dia vivi essa ilusão.
Até que acordei às 7h30 com a notícia de que Lourdes não viria.
Ao fim do dia, saldo mais do que positivo.
Casa limpa, gato cheiroso, jantar quentinho.
Trabalho avacalhado, cabelo molhado, email entupido, pagamento atrasado.
Ah! A vida como ela é.

Lendo a história do criador da cadeia Le Pain Quotidien, senti-me mais humana e possível.
Para chegar ao tal “lá”, o belga Alain Coumont teve literalmente que comer o pão que o diabo amassou.
Largou a escola de culinária tradicional e aventurou-se nos Eua.
Foi chef de ricaços que deixavam latas de 2kg de caviar pela metade e o faziam acordar às 3 da manhã para preparar ovos com bacon.
Ao voltar para a Bélgica, tentou abrir um restaurante, mas foi enrolado pela turma do mercado financeiro.
Tentou de novo, deu certo e tomou um cano dos sócios.
Começou tudo outra vez.
Eventualmente, prosperou.

E eu adoro o mingau de aveia da rede dele.
E, quem sabe, o cereal não seja a solução ou a inspiração para uma vida menos maluca?
Muito se tem estudado sobre a beta-glucana, uma fibra solúvel encontrada na aveia.
Ela ajuda a diminuir o colesterol sanguíneo, a reduzir a pressão arterial e a controlar o diabetes.
A fibra absorve água no intestino e forma uma pasta viscosa que ajuda na captura do colesterol dos alimentos e diminui sua absorção para o corpo.
A parte de fibra insolúvel da aveia é responsável por reduzir a chance de ter diverticulite e ainda ajuda a eliminar substâncias que podem levar ao câncer.
A aveia contém muitos antioxidantes que previnem o envelhecimento e o aparecimento de doenças, contém zinco que auxilia na diminuição de acnes e melhora o sistema imunológico e ainda contém boro, importante para a saúde dos ossos.

Bora tomar mingau de aveia e comemorar o fim de mais uma semana?

Por aqui e já partindo…

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sobe, desce e haja peso!

Sobrevivi e até fiz um passeio de turista. Aproveitei minha condição especial e furei a fila do barco para ir até a Estátua da Liberdade em um dia de sol… De muito sol!

Foram saídas, caminhadas, saudades dessa outra “casa”, encontro com alguns bons amigos… Uma Nova York de verão.

Aí, volto para casa, numa Fiorino alugada para caber muambas (arght), encontro a minha obra, tudo empoeirado… Pernas para o ar.

A boa e velha realidade.

E tenho que seguir em frente.

Vamos comigo de novo?

Dia 2 – Sobre insetos e falsas esperanças

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Tudo o que havia em um (!) armário

Reforma é aquele lugar comum e uma unanimidade: algo chato e caro.
Hoje foi dia de esvaziar armário.
Amanhã, mais esvaziamentos e o surgimento de uma porta.
Sairei do meu quarto para dormir no de hóspedes.
Minha cama poderosa será aprisionada em um gigante plástico-bolha.

E a vida lá fora continua, com manhãs nascendo frias e tardes com sol gostoso.
Na janela do escritório, a visita da sorte.
Joaninha. Um nome tão delicado que surgiu na idade Média quando pragas assolavam as plantações.
Rezaram à Virgem Maria e “Ladybug” apareceu. Logo foram chamadas de “The Beetles of Our Lady”. Lady Beetles, ladybirds, ladybugs.
Há várias lendas em torno do inseto.
Que traz sorte, que leva embora o mau agouro.
Se pousar no lado direito do peito, é casamento.
Se tiver mais de 7 pintinhas, é filho.
No meu caso, pousou na janela é obra que termina rápido.
(acabei de criar).
Quer saber como é em outras línguas/países? (Grifei minhas prediletas)

Aceleradora de reformas

“Glückskäfer” – Austria
“Slunécko” – República Checa
“Mariehøne” – Dinamarca
“LadyBird” – Inglaterra
“Leppäkerttu” – Finlândia
“Coccinelle” – França
“Marienkafer” – Alemanha
“Paskalitsa” – Grécia
“Lieveheersbeestje” -Holanda
“Katicabogár” -Hungria
“Coccinella” – Italia
“Tentou Mushi” – Japão
“Da’asouqah” -Jordânia
“Mudangbule” – Coréia
“Kumbang” – Malasia
“Mariehøne” – Noruega
“Biedronka” – Polônia
“Buburuzã” – Romênia
“Bosya Kopovka” – Rússia
“Pikapolonica” – Eslovênia
“Mariquita” – Espanha
“Nykelpiga” – Suécia
“Ugurböcegi” – Turquia
“Ilsikazana Esincane” -Zulu

 

Case, compre bicicleta, bolo de chocolate e fettuccine

segunda-feira, 13 de junho de 2011

 

Que seja eterno

Santo Antônio.
De pequena, freqüentei a casa dele em Minas.
Pe.Hélio comandava a patotinha que fazia catecismo aos sábados.
A festa, celebrada nesta data, era uma delícia.
Tinha procissão pelas ruas da Savassi ao anoitecer.
Eu tirava o copinho que protegia a vela e ficava queimando as mãos até elas virarem uma pasta endurecida de cera.
Arroz doce.
Coco caramelado.
Pipoca fria.
Pescaria com brindes simplórios.
Lírios brancos.
E pega-pega do lado de fora enquanto a missa não acabava.
As politicagens para levar oferendas. Para ler os salmos.
Minha avó frequentou por décadas (e ainda insiste) a turma “da costura”, que faz roupas e bordados para os mais pobres.
E olha que bordado até para rico hoje é luxo.
Antônio, dizem, atende prontamente pedidos relacionados à prosperidade e riqueza, além de recuperar objetos perdidos.
Para os místicos, é santo guerreiro, senhor da magia, da força e da coragem.
E foi numa sexta-feira, 13, dia dele, que me casei.
Nem Zagallo faria melhor.
No Estadão, a coisa vai longe:

“Isto porque se completam 780 anos de sua morte (ocorrida em 1231) e este é um número muito positivo, ligado às questões do coração”, explica Daniel Atalla, proprietário da Escola Esotérica Luz da Lua e um dos maiores especialistas no assunto. “De acordo com a numerologia, se somarmos 7 + 8 + 0, teremos um 15, e o 15 é justamente o número da paixão. E se formos além, a soma de 1 + 5 resulta em 6, o número da família, que traz a vibração do amor”, complementa.
(…)
Uma outra faceta não tão conhecida de Santo Antônio está relacionada à área de ensino. De acordo com Atalla, uma grande ocupação que Antônio teve em vida – e um de seus maiores dons – foi lecionar, atividade que iniciou por indicação pessoal de São Francisco de Assis. “Esse dom de ensinar rendeu-lhe o título de Doutor da Igreja, honra rara concedida apenas àqueles que contribuíram
notoriamente com a doutrina Cristã”, conta.

(Leia na íntegra: http://www.dgabc.com.br/News/5892560/antonio-um-santo-milagreiro-de-muitas-utilidades.aspx)

Hoje, sem quadrilha nem procissão, comecei pela sobremesa (Jean et Marie, um primor!) e pretendo seguir até um ilegítimo Fettuccine Alfredo
feito em casa.

E você? Pensa em casar ou montar uma quadrilha?

 

Chá com política

domingo, 15 de maio de 2011

 

amarelinho

Dia de jogo de futebol, almoço com amigas e meu bolo foi geral.
Frio e chuva, chá de hibiscus com chumbinho na cama. Gato e cachorro virando a casa do avesso e eu curtindo uma cama como há tempos não fazia.
Relendo livros de Rachel de Queiroz, zapeando sites de internet. Lendo jornais…
O dia inteiro curtindo não fazer nada.

Como pode um Palocci comprar um apartamento de 6,6 milhões de reais?
Como pode um senador maranhense pegar um avião da FAB para vir se sentir “mais confortável” em hospital paulistano?
Pelo menos o churrascão do metrô de Higienópolis foi um sucesso.
Nosso manifesto é por vias tortas, irônicas, não tem panelaço. E faz barulho também.
Eu gostaria muito de requisitar um avião da FAB para relaxar num Ashram na Índia.
Que papelada tenho que preencher para marcar a data?
Ou será que tenho que usurpar o trono?

Chá de hibiscus.
Em Cuba, colhíamos as flores, deixávamos as pétalas secando na janela e fazíamos um belo chá da tarde vendo o sol vermelho e grande como a água do chá.
Na Inglaterra, Lady Grey – tão suave, tão laranja.
Na França, thé du Hammam – com cheiro de sauna, de Egito, de Turquia.
No Brasil? Erva doce natural, camomila… Infusões que deixam a pele e a mente felizes.

Viajar dentro de casa num domingo.
Bom demais.

Mude tudo em 45 minutos

sexta-feira, 4 de março de 2011

Em resposta aos comentários. 😉

Eu acho que o mundo pirou (ou Frida fritou)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Flagrante de minha manhã

Estou dormindo pouco.
Deito tarde, acordo cedo.
Trabalho.
Corro para chegar com tudo pronto até o Natal.
Em paralelo, casa para montar.
Tem coisa mais chata?
Preço de eltrodoméstico, acerto de contrato, empresa de mudança, tomada de preços…
Para relaxar, nem joguinho besta do Facebook ajuda.
Vinho não tentei…
Acabo rodando os sites de notícia e me admiro com o mundo.

Prefeito assassinado. Secretário de habitação preso.
Tentativa de assassinato de genro. Milionário dono de companhia de transportes preso.
Pai que mata dois filhos.
Pai que mata filha.
Wikileaks, estupro e intriga política.
Menino mau do Facebook eleito personalidade do ano.
Chove chuva, chove sem parar.

Eu sei, estou procurando sarna.
Mas dá para fechar os olhos diante dessa ferocidade animal a que somos expostos todos os dias no noticiário?
Fico pensando: o que não nos faz animais?

Destesto dezembro.
Destesto chuva que dura uma semana.

Gosto de sol com brisa.
Passarinho na janela.
Ficar em casa sem fazer nada.
Miado de gato.
Cachorro bobo.
Corrida na praia.
Açaí do Bibi.
Pizza do Braz.
Música nova.
Música velha.
Tênis usado.
Roupa de linho.
Livro novo.
Livro velho repetido.
Poesia concreta.
Champagne com amigos.
Sol no rosto.
Esmalte colorido.

2011, te espero ansiosa.

Spam animado

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Elas acreditam em spam de dieta!

Eu adoro receber spam de dieta milagrosa na segunda-feira.
Hoje foram 5 oferecendo mágicas do David Copperfield: perder 10 kg em cinco dias.
“Não se preocupe com os quilos a mais”
“Dieta rápida e definitiva”.
Eu desconfio que o segredo seja fumar 5 maços por dia.
Ou ficar a base de água e ar. Dizem que a gente agüenta de sete a dez dias…
Risos.

E está aberta a temporada de decoração de Natal.
Socorro: até na rede a coisa está enfeitada.
É neve e pinheiro para todo lado…
Com esse calor e chuva, por que não uma canoa e uma tanga???

Ai, estou atacada.
Quarta-feira, viagem. Sudeste-sudeste.
Quinta: sudeste-nordeste.
Domingo: sudeste.
Segura o tapete mágico!

Hoje foi aquele dia de falar com amigos que não vejo há vinte anos.
Quero saber quando chega o spam da análise com direito a um tarja preta de brinde…
20 ANOS é muita coisa, gente!

Fui!

Alguém expliiiiiiica?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

E ainda ronca!

Cheguei, arrumei as malas e… mágica!
A casa, o cheiro da rua, a quase-chuva que nunca caiu.
Como é que a gente roda o mundo e, quando volta, a vida daqui continua uma delícia?
E por que a gente vai embora?
Talvez para voltar? Ou para confundir tudo e voltar para casa?
E a cerveja da padaria que continua gelada?
E o pão de queijo?
Dois meses sem pizza!
E eu ainda pensando na língua errada, fazendo a maior confusão no cerebelo. Se você não sabe, “sem ele seria impossível desempenhar todas as atividades motoras que requerem habilidade, desde apanhar um objeto qualquer, até realizar uma atividade física que requeira um pouco mais de coordenação motora, como a dança, por exemplo.”
Fica ligado, cerebelo!
Enquanto isso, Dilma continua mentindo, o sigilo bancário continua sendo publicado no jornal do bairro e o Brasil continua uma zona.

Ai, casa!