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Caminho de casa

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Foto de Rodrigo Vilela

Depois de três dias em Reims, tento fazer todas as coisas caberem nas malas.
Sobretudo as idéias novas.
As malas vão cheias – não poderia ser diferente.
A cabeça veio cheia e volta com mais coisas – é extraordinário o poder que todos temos de guardar coisas boas e deixar as ruins estocadas em alguma cave fria, escura, bolorenta.

Eu confesso que preferiria ter voltado há uma semana.
E já sabia que isso iria acontecer ao marcar a passagem.
Mas essa “semana extra” acaba sendo uma despedida lenta de um tempo em que passei suspensa no espaço.
Faz a “reentrada” acontecer mais suavemente.

Ah…
Viajar.
Depois de meses correndo como o coelho de Alice, viajar gastando o que tenho e não o que a companhia manda.
Ficar só e ter que descortinar a selva de pedra.
Novas pessoas, novos hábitos, tudo diferente. Até o tempo.
Tudo para sentir que casa é necessária.
Para querer voltar.
E deixar o mundo seguir seu rumo sem corridas ou pulos em lugares estranhos.

Essa violência da modernidade.
Que te atira com força e sem foco.
Você cai.
E ela te puxa de volta antes de você estar pronto.
Arranca.

Prometo fazer tudo igual mas pensar tudo diferente.
Casa.
Prometo ser mais atenta.
E não brincar de que posso fazer tudo ao mesmo tempo sem pagar o devido preço.
Prometo sempre voltar.
(E prometo continuar me rebelando sempre que a oportunidade pedir)

Casa, estou pronta.

Putz grila

sábado, 7 de agosto de 2010

Acordei cedo.
Acordei os cachorros.
Que acordaram a casa inteira.

Fiquei de calça de corrida, sapatilha de ballet e camiseta do pijama.
Escovando dente louca e descabelada pela campagne. E de batom vermelho. Batom que usei uma vez só há 7 anos.
Eu, os cachorros, o trigo e meus pensamentos. E a boca vermelha.

Café da manhã.
Um pouquinho de ovo, um pouco de chá, um pão de grãos.
E todas as cinco garrafas de champagne da noite anterior.

Bora para a cidade.
Carne, batata, vinho rosé, pão, pimentões laranjas, amarelos, vermelhos.
Botar a mesa.
Preparar o assado.
Apenas mais uma tacinha de champagne.
Eu estava estragada, mas não dá para recusar.
O rosé era doce demais.

Chove, faz sol, chove de novo, sol. Deu a louca no tempo.
E nada, nada mais.
Lavar tudo.
Sair pela vila.
Sentir cheiro de mato molhado, de cavalo, de vaca.
Passar na venda.
Levar sidra e suco de maçã. O suco é mais caro!
Abrir uma Laurent Perrier tamanho F-1.

O dia inteiro meio suja, descabelada, nos campos de trigo.
E só o batom de 7 anos.
Eu queria mesmo ser a mulher invisível.

Reveillon

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pivoines: florescem um mês por ano, custam 25 euros e executivo rico não leva

Ei, vocês, chatos que infernizaram minhas escolhas, que empataram minhas decisões e que hoje estão nos seus escritórios.
De um lado, uns arrancam cabelos para resolver as dívidas insolúveis.
De outro, uns não têm cabelos porque a grana sobrou e a família, os amigos, todo mundo se mandou.
Ou você é aquela que apenas encalhou e vive perdida numa série de reuniões.
Viajem muito.
Trabalhem duro.
Como se não houvesse amanhã.
Não há!

Para mim o ano começou hoje.
O ano? Acho que nasci ontem.
Papo de blog?
Papo de mais de 35.

Não dormi.
Passei a madrugada escrevendo.
O começo de uma história.

Não, não quero essa vida chata de corporação.
De gente pequena, gorda, careca, sem graça,
que não bebe de segunda à sexta, que se esconde atrás do cartão (de visita e de crédito).
Que arruma filho para segurar algo que já acabou.
Que acha que ser gente está relacionado a “onde” ou “ter”.

É tarde, é tarde, é tarde

Ei, você aí!
Topa tomar um drink de menina comigo hoje às 19h?
Ei, o que faz bem não engorda.
Só engorda quando é para trocar alho por bugalho.
E se você chegar atrasado amanhã, tudo bem.
Mate os colegas de inveja.
Chegue bem tarde e um pouco descabelado.
(Com cara de quem fez o que não devia, mas que valia)

Hoje saí por aí com uma amiga.
Esbarrei num ator da Globo.
Feliz e anônimo com dois filhinhos.
Fazia um sol do cão.
Depois de andar uma hora com a gringa para trocar dinheiro, ela cansou.
Encheu meu saco.
Tem casa há 20 anos em Paris e confundiu o Louvre com o Quai d’Orsay.
Entramos no metrô.
Esperei a porta abrir e…
Quando o trem já ia partir, pulei!
Deixei a moça falando sozinha e chupando pirulito dentro da estação.
Simplesmente e literalmente pulei fora.
Sai de mim, gente chata.
Gente que adora falar de si, dos seus problemas, de suas conquistas, de si, de si e só.
Eu só quero céu azul, sola gasta, poesia de manhã e de noite.
Dinheiro também, mas sem muito foco.
Quero gastar em flor de 25 Euros.
Em molho de Marseille.
Na Capadócia.

Ei, vem beber comigo hoje?
Acabei de completar minhas primeiras horas.
E não vou perder tempo.

Macunaíma prontíssima!

Ou-la-lá!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Olho ou unha da cara?

É assim, voltando da feira, na frente da obra, em frente ao bar que eles fazerm “fiu-fiu”. Tenho que confessar, é divertidíssimo.
Eu tenho ataques de riso.

Ai, como é caro fazer as unhas aqui. E como é necessário – pobrinha, excentricazinha e arrumadinha.

Dia de sol, muito estudo, caminhadas felizes e às sos por aqui.
Eu tenho descoberto a mim mesma.
O que gosto de fazer, meus limites, o que me dá vergonha… A hora que dá fome.
Você come quando dá fome?
Faz trajetos diferentes para chegar ao mesmo lugar?
Não estressa se atrasar?
Pois há tempos eu não fazia nada disso… E é muito bom.

A parte violenta.
Hoje um garoto me deu uma trombada de propósito na rua.
Imagina: uma calçada enorme e o cara vem para cima de mim.
Baixou o francês estivador de Marselha e xinguei o cara em francês e português. (meu francês ainda é muito fino)
Além de dar um empurrão nele. Ele pedindo: Docemente (com calma) e eu dizendo: com calma aos que merecem, francesinho de quinta.

Camden Town - quem te viu, quem te vê!

Depois ri e tomei um sorvete de limão.
O melhore refrescol
Risos e mais risos.

Amanhã é o grande feriado de 14 de julho, o 7 de setembro deles.
E hoje, adivinha qual é o grande lance?
O bailão! Sim, a francesada se reúne para dançar…

Vamos ver no que vai dar?
Por via das dúvidas, Havaianas na bolsa!
OULALÁ!

Hot hot London

domingo, 11 de julho de 2010

Cidade caolha

Relembrando Londres depois de 20 anos…
A cidade mudou?
Ainda vejo um ou outro punk de boutique – menos do que há vinte anos e muito menos do que deveria haver na década de 70.
Ainda vejo aquela dona de casa com vestido tradicional e o cabelo rosa e azul.
Ou a menina bonitinha com a tatuagem de caveira.
No So-ho, os gays mandam. Muito mais que mandavam no louco fim dos anos 80.
Ontem me senti um ET fora da capsula ao passar perto de Trocadero e ver centenas de gays com seus iPhones cor-de-rosa, sem camisa (para exibir banha ou músculos – fetiche estranho), Ray Bans coloridos…
Convent Garden continua tão “familiar”. Pilhas de turistas, comida, badulaques… Mas algo mudou. Redes ao estilo americano dominam. Le Pain Quotidien (na verdade é de Bruxelas, mas a franquia ficou famosa em Nova York), Pret a Manger (é londrina, acredite), Croops (e seu sorvete ma-ra-vi-lho-so a la Califórnia)…
Camden Town, Hyde Park.
Eu ainda sei andar aqui.
E o sol?
Estou roxa… Não acreditei que pudesse haver sol em Londres e não trouxe meu protetor solar.

Eu quero a boina francesa!

Mas o que me estranha mesmo é sentir que a cidade mudou.
Que aquele ar de “real British” perdeu um pouco sua originalidade.
Ele está escondido na lojinha de Stephen Jones.
Talvez numa ou outra pessoa com suas tatoos misturadas ao estilo campestre.
Mas o mundo está ficando todo uma coisa só.
E isso me estranha.
Porque como escreveu Nelson Rodrigues.
“Toda unanimidade é burra”.

Ela tem

ela tem 5 caveiras tatuadas

Watson

segunda-feira, 5 de julho de 2010

U-la-la!

Um dia em Paris.

Fiquei na turma “elementar” com os brios feridos – abaixo dela, só a de debutante.
Fui para a sala e pow!!!
É difícil para caramba… Haja francês para passar! Eu acho que eu sou debutante com ares elementares, Watson.
Aliás, eu adoraria ser debutante!
Mas, segundo minha Madame Professeur, elementar é aquele que tudo entende e nada fala. É nozes!

Detalhe: dormi e ronquei (!) na apresentação “Culinária francesa – mitos e debate sobre o tema”. Poxa, depois de comer uma saladinha de cenoura no almoço, não dá para ouvir “viagem espacial” sobre como a idéia de que aqui se faz alta gastronomia é blefe.
Peraí, professor.
De onde eu venho, não existem centenas de queijos maravilhosos e a um preço legal, não existem vinhos de cinco euros, champagnes de dez, macarrons e outras maravilhas da confeitaria (pâtisserie, bien sûr!), cremes de mil tipos, geléias… Daí que eu ronquei mesmo. Durou pouco, mas acordei com meu ronquinho.

Saí da aula e pensei: estudo ou pego uma liquidação na Galeries Lafayette? Ah, dúvida cruel…
Ser latinita com cartão de crédito é uma beleza.

(Tentando voltar a escrever)

Hoje fiquei ilhada entre muitos, muitos americanos. Com aquele sotaque ãhn, ãhn terrível em francês.
E chineses: espertos, rápidos, abusados, respeitosos (tudo ao mesmo tempo).
E um ou outro europeu perdido pela Sorbonne. Ingleses, tchecos…
Algumas horas me senti pequena…
Aí fui para casa, coloquei roupa de gente grande (esse negócio de sair por aí com sapatilha de ballet para proteger as bolhas de sangue nao combina comigo.

Em minhas andanças sobre a bolha de sangue, algumas coisas que ouvi:
- um americano filosofando sobre os pobres que moram nos subúrbios (banlieues) em condições degradantes.
Pobres africanos, algerianos, marroquinos – todos a base de baguete e camembert + água potável.
Americano e aculturado são a mesma palavra?
O que ele falaria se visse uma favela?
Ou uma criança que vende balas no sinal?

- De manhã, metrô, 3 portuguesas.
Em 10 estações, falaram mal dos próprios filhos (que se casaram, todos, com vagabundos e vagabundas), dos maridos (gordos) e das sogras.

nozes!

E olha só de onde viemos, brasileirada…

- Ao calçar meu Balenciaga preferido e ele nao passar pelo pé – só com a meia fina -, pergunto para a vendedora taiwanesa:
“O sapato foi feito para usar sem meia, é misto de sandália, bota, uma maluquice genial. E agora?”.
Ela responde:
“Então pode usar meia! Fica mais conceitual.”
Ok, você venceu, batata-frita! Frites!

Hasta mañana.
Au revoir.
Bye.
Fui!

São João

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Arraial

Alice teve o vestido junino vetado na prova de roupas. Eu deveria ter comprado – mas cachorro não é gente e não tem que usar saiote (me disseram).

Enquanto assisto aflita o duelo “colonizador-colonizado”, blogo.
Os portugueses, bigodudos, toscos, tentam acabar com a ginga brasilis. Batem, chutam, socam – como fizeram com nossos índios. Mas nossos índios se misturaram a negros e portugueses e aprenderam as regras.
Não é uma botinada que nos derruba.

Fernando Pessoa, Saramago, Rosa Mota – portugueses de quem gosto. Dos exploradores, navegadores, prefiro os apenas “descobridores”. Que me deixaram sangue quente nas veias.

Hoje eu penso em pé de moleque, em bandeirinhas de Volpi – uuuuuuh, Luiz Fabiano perde um gol.
Ontem foi um dia tenso e de muito trabalho. Por que somos tão competitivos, neuróticos e complicados em ambiente de trabalho? Quem erra, ouve o dia inteiro que errou.
Por que dificultamos tanto?
Será nosso instinto animal que aflora com dentes e baba raivosa?
Como não podemos matar, resmungamos?
Eu sempre desconfio daqueles com vozinha mansa e lindinha – esses em ambiente correto e estimulados pela raiva necessária seriam os maiores sanguinários.

Nem conto que às oito da manhã estava no banco ligando do meu celular para colocar o gerente em contato com minha ex-empresa que não sabe preencher uma guia oficial e, por isso, não recebo o que me é devido. Tudo certo, eu trabalho pelo banco, pela empresa incompetente e por meu interesse. Sem estresse.
Tenho que pegar o carro, passar na empresa, fazer arrumarem o papel e chego faltando dez minutos para a partida. Primeiro tempo da pesada.
Ufa!

Alfredo Volpi nasceu na Itália e veio para o Brasil com um ano de idade, em 1897. Desde pequeno gostava de misturar tintas e criar novas cores. Esse talento o levou a trabalhar como pintor de frisos, florões e painéis nas paredes das mansões paulistanas.
Ele trabalhou também como marceneiro, entalhador e encadernador, decorador de interiores. Aos 16, ele pintou a primeira aquarela. Aos 18 anos de idade, pintou a primeira obra de arte sobre a tampa de uma caixa de charutos.

Assim vejo o Brasil

Em 1925 iniciou sua participação em mostras coletivas. Nos anos 40, tornou-se membro do Grupo Santa Helena que era formado por artistas que se reuniam num palacete para desenvolver pinturas que retratavam cenas da vida e da paisagem dos arredores de São Paulo. A fase das bandeirinhas foi sua maior contribuição para a arte brasileira moderna.
Bandeirinhas de São João.
Pelas ruas ricas e pobres, nas quermesses – que acontecem o ano inteiro.

Pé de moleque. Rapadura, o ouro da cana. Só os povos de terras quentes e úmidas conseguem a perfeição na produção. Amendoim. E pronto. Festa junina.

24 de junho. Dia de São João, o eremita que vivia de comer mel e gafanhotos e que batizou Jesus.
Aniversário de 65 anos do meu velho.
Época de ser naïf. De não ter vergonha de ser mais um em meio à multidão.

Em tempo: na disputa entre colonizados e colônia, só mesmo um zero a zero – como o tom desse post.

Acorde comigo

terça-feira, 22 de junho de 2010

Time eclético em Cuba 2001: destaque para os diretores Luiz Fernando Carvalho e Laís Bodanzky

A sedução da foto, do texto. Todo blog é como uma menina nova, fresca, louca para te conquistar. Certo?
Errado, esse aqui é algo estranho. E contente-se com o que não te ofereço.
Explico: adolescente, eu tinha uma dúvida: psiquiatria ou jornalismo? Mamãe queria Direito, como ela.
Depois de tocar cadáveres cheios de formol, uma chatice, escolhi o jornalismo – a ponte possível para a literatura.
A caminho da prova de vestibular, carro cheio de colegas, meu pai disse que era a ponte mais fácil para a prostituição.

Primeiro ano de faculdade, mundo novo maravilhoso e resolvi fazer letras ao mesmo tempo. Entre festas, bebedeiras, aulas de filosofia, ciência política e muito rock’n roll, o tempo ia passando.
A brincadeira das letras não durou um ano. Desisti depois que uma professora disse “encicloplégica“.

P

1998: primeira sociedade - com Abud e Armandinho

Um ano antes de formar, contratada pelo maior jornal da cidade.
Eu não sabia nada, mas queria escrever. Não havia blogs nem internet. E escrever era entregar um pedaço de papel para ninguém.
Logo vi que bater ponto na redação era terrível.
Escrever deixara de ser algo seu – pautas, reuniões, assuntos do dia, o que “vende”.
Vim para São Paulo, madrugadas insones esperando a maldita aprovação do texto.
Bar do Estadão – whiskies sem fim, cheiro podre do Rio Tietê. Almoço no Frangó – aquela prateleira de cervejas do mundo todo e eu comendo arroz com feijão, vestida de gente grande.
O jornalismo não me convenceu – mas a $ me animava (e olha que era tão pouquinho).
Pule uma década e meia. TV na veia, alguns cursos abandonados pelo caminho: mestrado em Antropologia (completo), relações internacionais (ano e meio), direito (1 ano)… E a mesma insatisfação. Nem mais, nem menos.
Eu não quis ser atriz, continuei escrevendo o texto do dia, a grana aumentou, eu fiquei mais bonita. Sim, eu tenho certeza de que a velhice nos faz mais belos – mais boca-suja, mais loucos, mais kamikaze, muito mais interessantes.

Minutos atrás

Aí a catarse: não dê comida aos bulímicos.
Eu descobri que não era nada disso.
Não descobri ainda o que é. Mas sei o que não é.

E continuo escrevendo.

Não ter público pagante.
Instigante.
Eu gosto.
Pode me demitir por isso.
Eu realmente não estou nem aí.

Boa terça-feira de chuva e frio em Sampa.

Um “time”

domingo, 20 de junho de 2010

Desconstruindo Eiffel

Nicolas Anelka foi dispensado da Copa por insultar o treinador Raymond Domenech.
O zagueiro Willian Gallas fez gestos obscenos para os jornalistas.
O chefe da delegação e da CBF deles (FFF), Jean-Louis Valentin, pediu demissão. “Estou aborrecido. Os jogadores não querem treinar. É uma vergonha. Nestas circunstâncias, decidi voltar a Paris e me demitir“, disse Valentin
O lateral Evra e o preparador Duverne foram contidos antes de trocarem agressões.
Os jogadores fizeram uma reunião neste domingo e decidiram cancelar o treino da tarde.

Para nós brasileiros, que os bleus se ferrem. Certo?
Eu, como socióloga sem função, fico pensando, o que rola? ¿Que pasa?
Quando um jogador parte para cima do técnico, algo anda errado…
Quando o treinador quer se pegar com outro jogador…
Quando a galera decide que não vai trabalhar…

Mundo moderno. Muita estrela para pouca constelação.
Todo mundo sendo criado para ser chefe, ninguém quer ser soldado.
Egos flamejantes.

Eu, sinceramente, quero zuzum de abelha.
Passarinho na grama.
Sol da tarde.
Não quero chefe, soldado, nada.
Eu gosto de trabalhar – não tenho saco para gente que acha que deveria ser chefe. Deveria estar em algum pódio porque acha que é o cara.
Eu entendo que o cara que se autoproclama “o” cara, desculpe a palavra, tem que usar microscópio para se achar.
Quero um canto sem tanto ego e sem tanta chatice.

Adoro futebol. Mas essa Copa está de lascar.
Vá ver o jogo do Brasil que eu tenho mais o que ler.

Minas (pequena) Gerais

segunda-feira, 7 de junho de 2010

João de Barro devoto

Itabirano