Arquivo de julho de 2009

Existe bela insone?

sexta-feira, 31 de julho de 2009

sleepingbeauty01

Ai a sexta-feira.

Ontem fiquei agitada. Não conseguia dormir. Aí, 1h da manhã, fechei os olhos e mentalizei. Dorme, criatura.

Hoje foi um dia agitado. Abri cancelando uma reunião. Fiz o pé e a mão depois de duas semanas. Chovia. Tava frio e eu com um wrap dress de meia manga. Fornecedor com problema de documentação. Texto para divulgar parceria com Facebook. Texto para a revista. Amigo precisando de força. Nova empresa ainda sem acerto. Almoço completamente freak: Mariana e minha meia-família. Só ela para captar a minha mensagem. Batata-fria e milk-shake para aliviar a minha tensão.
É estranho ver a família do pai. Outra vida. Outros irmãos. As mesmas idéias quer não deram muito certo.
Mas esse assunto me cansou.

Banco, pagamento de imposto, negociação de pagamento não recebido, colega abusado. Sem cheque depositado, sem grana para pagar a empregada.
Ai, sai sexta-feira. Sai de mim. Me deixa respirar.

Logo mais, paella em casa de amigo. Vinho.
Eu queria dormir e acordar linda e loura na segunda-feira.

Mas quem nasceu para Maleficent tem que segurar o carma.

Salagadula mexegabula bibidi-bobidi-bu
Junte isso tudo e teremos então
Bibidi-Bobidi-Bu

E cá entre nós: sai de mim fada-madrinha que canta uma coisa ridícula dessa…

Rosário

quinta-feira, 30 de julho de 2009

soufleDias de trovão…
Ontem os meninos inundaram o banheiro. E comeram duas pizzas em poucos minutos!
Crianças! Mas estou me divertindo.
O roteiro de hoje inclui Museu do Ipiranga e Liberdade. E eu no escritório – ufa!

Na academia, malhação para desestressar.
E espetáculo de horrores no vestiário – como sempre.
Algumas moças fazem depilações esdrúxulas. E quem como eu vê aquilo, precisa de pelo menos 3 anos de terapia para superar a visão do inferno…
E a famosa espiada de rabo de olho? Se soutien e roupa nova fossem que nem pimenteira, iriam estar murchinhas, murchinhas…

E o tema nos jornais hoje é alimentos.
Uma pesquisa diz que alimentos orgânicos não são “melhores”, não contém mais nutrientes do que os cultivados com agrotóxicos. Gente, precisa fazer pesquisa? Os alimentos orgânicos não contém agrotóxicos. Você quer um “intoxicado” ou um mais natural?
E médicos dizem que o estresse tem sido considerado um dos principais fatores de predisponentes (chique essa palavra) ao acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal. Gente, mas isso eu aprendi na escola: estresse = aumento na liberação de cortisol = acúmulo de células de gordura.

É muita velharia reciclada para explicar que não há remédio para velhice e gordura. A gente vai acabar “acabado” e ponto final.
Na próxima vez que eu for para a praia e alguém olhar com cara de desaprovação para minha pança, não perdei meu rebolado: colocarei minha melhor cara de cachorro sem dono e direi: “É puro estresse!”

E vamos almoçar souflé no Marcel e terminar com um café na Brigadeiro! Eba! Afinal, o que engorda é o estresse!

Mudando de assunto, vamos questionar a Folha. Num sábado chuvoso, almoçamos no saudoso Spot (comida ótima, atendimento fashion, zero) e demos um pulo no Conjunto Nacional. Na Livraria Cultura, resolvemos ver o que rolava no teatro. E compramos ingressos para ver o show-teatro de Olívia Byiton – coroa e ainda linda, com voz de veludo. Achei quase pornográfica a maneira como ela escancara a vida privada (olha só que cara dura – o que é um blog como esse?). Mas o resultado final é bom. O teatro não estava lotado (embora a Folha fale em cadeiras extras) e algumas pessoas foram embora no meio… Diversão bacana para quem não estava com muita expectativa.

Em tempo, a melhor coluna do dia tem tema polêmico e é incrível: EM DEFESA DE BERLUSCONI.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq3007200927.htm

Facebook, hello!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Na semana que vem teremos Facebook (mr.CEO here & live).
E hoje, uma surpresa ainda maior. Olhe quem chegou de mala e cuia – e sem avisar.

Meu pai e meus 3 meio-irmãos. Que coisa mais engraçada!

pappy

Agora estou quebrando a cabeça para trabalhar, alimentar as crianças e ainda inventar programas educativos na chuva.

Balança mais não cai

terça-feira, 28 de julho de 2009
Humor, pelo menos na legenda!

Humor, pelo menos na legenda!

Esse ano estou sentindo o peso da velheira.

Engordei +/- 5 kg (em um ano) que não consigo perder.
Esqueço as palavras (como o título genial que tinha bolado para esse post).
Tenho dor nas costas com frequência. (E olha que – até o ano passado – eu corria no parque 5 dias por semana, média de 7k / este ano, baixei para dois dias de corrida na esteira + 4 aulas de pilates e 2 de meia hora de abdominal).
Estou ficando mais paciente.
Estou ficando menos ambiciosa – embora ainda tenha o nariz arrebitado que me traz tantos problemas.

Então, uma idéia fixa me pegou.
Tentar melhorar em pequenas coisas do meu cotidiano.
Tenho que confessar que essa é uma (talvez a única) seqüela do sequestro-relâmpago.

Desque fiz as contas com o bandido (e provei para ele que fazer sequestros era péssimo negócio), comecei a olhar os pobres nos olhos.
Não é clichê não.
A violência, a pobreza, a desigualdade são tamanhas (no Brasil e no mundo) que a gente vai ficando cego para isso. A gente simplesmente não vê.
E desde o sequestro insisto em ver. Afinal, acho que foi o que me salvou. Ficar calma. Falar com os caras.

Olho o mendigo, o pedinte, o menino pobre, o catador de latinhas nos olhos.
Para alguns – contrariando todas as teorias – dou dinheiro.
Para outros, digo que não tenho – e abro a janela do carro para falar. Também contrariando a tudo e todos.
E, claro, procuro os meus sequestradores nesse povo.
Se eu achar, denuncio. Paradoxal, não?

E tenho feito – mentalmente – algumas listinhas.
Tenho que parar de comer porcarias. Se já estou assim agora, imagina em 10 anos.
Tenho que aumentar o salário da Antônia (fazer uma poupança para ela + pagar um plano de saúde).
Tenho que poupar para mim.
Tenho que fazer um plano-velheira (um depósito asilo na Argentina com direito a dois potes de doce de leite por semana).
Tenho que dar bom dia para todos que encontro, todos os dias.
Tenho que dar uma força para os porteiros. O que trabalha domingo já está ganhando almoço bacana. Mas não prometi nada – pois não se pode prometer o que não se pode cumprir (e não fiz as contas para saber se posso bancar o almoço de domingo).
Tenho que saber cobrar mais caro pelo meu trabalho.
Tenho que ajudar mais quem me pede ajuda. Muita gente pede emprego – eu sempre atendo, dou retorno. Mas confesso que ainda apago os emails que chegam com Currículos. Acho que o approach tem que ser outro.
Tenho que pensar a sério no porquê de não querer ter filho.
Tenho que ter coragem de deixar para trás as coisas que não quero mais.
Tenho que aprender a me concentrar nas coisas que interessam. Ontem vi um documentário sobre o Ayrton Senna (peguei um pedaço no GNT, fiz beicinho e acabei vendo até o fim).

Nuno e Senna em treinamento

Nuno e Senna em treinamento

Nuno Cobra, o famoso preparador físico do piloto contou que Senna era pura concentração. Que, num dia de corrida, ele só ouvia o barulho do ronco do motor do carro dele. Não ouvia os cartolas, os engenheiros, os colegas de equipe. E só via o carro e o circuito. Passava o cuircuito mentalmente na cabeça. Várias vezes.

Sobre Senna, um capítulo a parte. Lembram quando ele contou que “sentiu” Deus ao vencer o primeiro campeonato? Que teria sentido algo maior e teria saído do corpo durante a corrida?
Pois eu achava isso tudo muito ridículo, e não me comovi com a morte do Senna. Achei um saco. Imagina, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, tivemos uma semana de debate… Que perda de tempo, pensava.
Mas ontem o documentário me tocou.
O menino rico e vitorioso. Que batalhou para estar no pódio. Que abdicou de muitas benesses advindas do dinheiro para estar ali.
Quando morreu, a surpresa: Senna tinha um super projeto social, mas nunca falou disso, nunca colocou a boca na mídia.
Foi um moço bom.
O Senna foi um de nossos maiores heróis.

Enfim, o que admirei foi a concentração, o foco.
Nem as brigas com os colegas – e a pressão enorme – o dominaram.

Enfim, preciso de mais foco.
Chega do tudo ao mesmo tempo agora.
Engraçado é que o Senna morreu com a minha idade.

Tentativa e erro

segunda-feira, 27 de julho de 2009

new yorker 6-25-07Nos últimos dias, tenho pensando em textos inteiros para o blog. Vou escrevendo na cabeça e não encontro tempo para escrever de fato.

É que nos aeroportos não quero pagar para ter internet.

E acabo dormindo nas cadeiras sem o menor pudor.

Fico pensando nas fases pré-balzquianas.

Aquela em que você sabe que tudo pode, mas ninguém te dá bola.

Aquela em que você começa a mostrar que pode tudo. E não dá em nada.

Aquela em que você não quer mostrar mais nada. E conseque quase tudo.

E aquela em que você não é mais tudo ao mesmo tempo agora.

Você é uma coisa de cada vez. E devagar.

Até agora, andei tentando. E não encontrando.

Agora, não quero mais tudo. Quero menos. E aos poucos.

Mas continuo tentando.

Momento narciso sem noção

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Photo 205

Calor infernal, eu passando mal com esse tempo seco e esse tanto de pimenta + abacate + tomate… Então baixou a pantera do agreste. Botei meu vestidão de onça, meus óculos Gucci GIGANTES e vou fugir para o ar condicionado do shopping. Estou me sentindo a atriz de filme B em dia de quermesse.

Tô cafona, mas tô na moda!

Sósia

sexta-feira, 24 de julho de 2009

IMG00003Num evento do IAB, e encontrei o sósia do meu irmão – o narigudo aí do lado… Olha que o nariz do meu irmão é grande, mas esse se superou… Que engraçado.

Sobre evento, americano se acha. Dois coroas fizeram uma apresentação no mínimo estranha. Randall Rothenberg, presidente do IAB americano, e  Jeffrey Cole, diretor do World Internet Project, sentaram-se em duas poltronas no palco e ficaram discutindo pitangas. O futuro vai ser dos smartphones, por que os países Latam ainda gastam tanto em TV e por aí foi… Foi o maior fiasco.

E consegui dar uma volta pelo centro histórico da cidade e fui a um restaurante (Bellinis) daqueles dos anos 80: redondo, giratório, no 45 andar, que tem uma vista fenomenal da cidade.

De tarde (leia-se 15h), almoço-reunião com muita pimenta e suco de abacaxi. Chega a ser divertido – vc passa tanta fome e trabalha tanto que quase levita. Como é que pode almoçar às 15h e num calor infernal…Coisa de louco.

Ah! De tarde, chuva, trânsito, chuva.

Abaixo, o belo teatro municipal da cidade.

IMG00016

Correndo e comendo no México

quinta-feira, 23 de julho de 2009

labuenaonda

Depois de um vôo tranquilo e pouco sono, cheguei a DF. Fila para carimbar mil papéis, incluindo um que garantia eu não estava sentindo nenhum sintoma da gripe A. Enquanto isso, a cachorrada cheirando minha bagagem. Espero que eles gostem de Mac e Clinic.

O trânsito aqui é uma coisa SP. E o bairro onde estou, uma cara Berrini misturada com Interlagos. O evento do dia foi no coração da cidade. Numa vila ao estilo espanhol feita para receber múltiplas festas – o que significa velhas super plastificadas, habitantes típicas com vários quilos a mais e muito, muito decote + engravatados e gringos. Jardins super lindos =  ponto a favor. Comida farta, farta… Gente, eu acho que como muito – mas perto dos mexicanos sou uma francesinha. E comem muito e com muito pão e muita manteiga e, claro, muita pimenta, muita pimenta… Fartura total.

Como aqui são duas horas menos, e se almoça às 3 da tarde, fui prevenida. Fiz uma boquinha no hotel e não almocei com a galera…

Engraçado foi o taxista que me pegou no aeroporto. Adora música brasileira, saca tudo de futebol – dos 70 até hoje. Resultado: fui falando de Rivelino, Tostão, Zico e Kaká e conhecendo a cidade ao som de Águas de Março, de Madalena e outras músicas. Divertidíssimo. Uma viagem e tanto.

O evento esteve bacana, deu tempo de fazer um pit stop para comprar um regalito para o Fred (afinal os próximos dias são agitados) e, depois de muito trânsito e calor intenso (e o povo achando a brisa fresca) caiu uma chuva de granizo fenomenal – algo que nunca vi da vida. Fui me arrastando até o hotel, tomei uma mini-sopa de  não sei o quê e desmaiei…

Hoje o evento é às 8h30 da manhã! Socorro!!!

Abaixo, duas fotos para ilustrar minha visita: Santa Fé, a Berrini mexicana. E o local típico onde foi o evento: Hacienda de los  Morales…

Santa_fe1mxcima_comedor

Bordado, babado e algo mais

terça-feira, 21 de julho de 2009

EMAIL

Que tal a obra do artista Ginger Anyhow? Ele (a) encontrou uma forma inovadora (?) de traduzir as mensagens nada perenes de SMS em lembranças artesanais. Em sua série “Bordados”, mensagens de texto recebidas entre 02/06-04/07 são recriadas em bordado, não só para arquivá-las no tempo, mas para preservar esse modo de falar (em diversas línguas) para as gerações futuras. Nesses tempos modernos, dinâmicas como as telecomunicações e tecnologias da internet mudam com freqüência e pouca coisa é arquivada fisicamente. Dizem que essas mudanças irão deixar sociedade com um “buraco negro cultural”. Será?

apps Eu descobri os famosos “apps”, os aplicativos engraçadinhos para celular e outros gadgets quando ganhei meu iPhone no começo do ano passado. E o que dizem os sites que apontam tendências? Segundo a PSFK, esse mercado vai bombar. Num painel na VentureBeat da conferência MobileBeat sugeriram que o número de apps vai crescer em 100.000 por ano e que, em dez anos, poderemos ter 10 BILHÕES de apps. Segundo a BBC,

“O mercado de apps será tão grande se não for maior do que a Internet”, de acordo com Ilja Laurs, executivo-chefe da GetJar, uma loja líder em vendas de apps independentes. Eles sugerem um pico de lançamentos em torno de 100 mil até o final do ano. Depois haverá uma redução gradual da taxa de desenvolvimento. O sucesso de fato virá em dez anos e aplicativos móveis vão se tornar tão populares quanto são hoje os websites”, disse Laurs à BBC News.

Muita informação para a sua cabecinha…

Então viva com essa: sabe a boazuda da academia? Deixou cair a toalha e, ao abaixar, eu vi e quase tive um colapso! Você que, como eu, não botou silicone no corpanzil deve – assim como eu – ficar choque. O fato é que o peito de silicone fica parecendo um saco de plástico com peixinho dourado quando em posições não-ortodoxas. É uma coisa muito esquisita. Que aflição… Mas se você for adepta/o disso, experimente Botox no Platisma (músculo que vai da mandíbula à saboneteira)… Deu na Veja: é aplicar e dar adeus ao pescoço de peru.

SOCORRO!

Inspirações da segunda…

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Peterbelo
No sábado, tive uma reunião às 11h, voltei para casa às 13h e só saí de lá… HOJE!
Faz dez graus em Sampa.
Nada melhor do que passar o fim de semana de meia e pijama, descabelada, comendo pizza, tomando banho quente e demorado… O problema é enfrentar a segunda depois de dia e meio de reclusão…
De reclusão com bons filmes. Além dos quarentinha da pisada na Lua, fui surpreendida ao assistir Peter O´Toole parecendo o Visconde de Sabugosa no excelente The Ruling Class. Para os moradores de São Paulo, corram na 2001 e aluguem o DVD que foi remasterizado e acaba de chegar.

Depois de arrasar com os corações do mundo ao interpretar o belíssimo Lawrence da Arábia, Peter se desconstrói como um nobre inglês completamente pirado que herda fortuna e títulos.
Ele começa se achando Jesus Cristo e termina vestindo a carapuça de Jack, o estripador. Cheio de fina ironia inglesa e com uma interpretação corajosa, o filme é um clássico do melhor do teatro inglês. E uma crítica às instituições. Afinal, quem fez todos os clássicos nos primeiros anos de carreira tem o que dizer.
Olhe a lista de peças que O´Toole fez dos 23 aos 26 anos:peter feio< – King Lear (1956) (Cornwall) – The Recruiting Officer (1956) (Bullock) – Major Barbara (1956) (Peter Shirley) – Othello (1956) (Lodovico) – Pygmalion (1957) (Henry Higgins) – A Midsummer Night’s Dream (1957) (Lysander) – Look Back in Anger (1957) (Jimmy Porter) – Man and Superman (1958) (Tanner) – Hamlet (1958) (Hamlet) – Amphitryon ’38 (1958) (Jupiter) – Waiting For Godot (1957) (Vladimir) (De Sheakespeare a Becket, apenas tudo!) Detalhe: The Ruling Class foi feito dez anos depois do blockbuster Lawrence da Arábia. E hoje, de volta à vaca fria, tenho aquele choque de realidade ao acordar às 5h e tal da matina para ir para a academia. Na chegada, levo um jato de desodorante em spray no vestiário. Sério! As fofas jogam desodorante no sovaco e nas passantes. Detalhe: há duas semanas a academia está em obras – e parece que passou por um terremoto. No vestiário, além da cabeleira pelo chão, poeira, lockers empilhados… Guardo correndo minhas coisas e tropeço numa senhora japonesa – ensopada, de maiô, comendo um sanduíche natural. Se eu não bebi, deveria ter bebido. Na esteira, assisto ao Renato Machado que hoje fez sua volta triunfal ao telejornalismo diário depois de enfrentar a faca (7 safenas). Ele termina o jornal e tem que dar entrevista para Ana Maria Braga. Pobre Renato. E assim começa a semana! Força, companheiros.