Arquivo de agosto de 2009

Pimenta e refresco – eu gosto dos dois

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

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Eu li um artigo na semana passada e pensei escrevo ou não escrevo. É o mesmo que falar para criança: quer brócolis ou chocolate?
Como meu blog já foi tema de reuniões da alta diretoria sem eu ser convidada, acho que isso abre um precedente para que o assunto seja colocado em pauta sem grandes estresses.

Afinal qual é o limite de um blog pessoal e do seu trabalho?
Há muitas teorias por aí.
E eu tenho a minha, que explicarei no final desse texto.

Vamos lá. O NYTimes discutiu com fartura de fontes e de informações um caso que diz muito sobre a profissão de PR e os limites tênues desse ofício nos dias de hoje.
A matéria foi publicada no dia 27 passado. E segue o link para quem quer ler no original: http://www.nytimes.com/2009/08/28/business/media/28penn.html?_r=3&partner=rss&emc=rss

O título pode ser traduzido como “O Wall St. Journal dá luz verde ética para coluna de executivo de PR”

Depois de muita polêmica, o jornal decidiu manter o executivo de relações públicas Mark J. Penn como colunista e defendeu que as normas éticas do jornal não foram violadas quando um outro executivo da empresa do colunista usou um de seus textos para tentar fechar negócios.

Em uma coluna publicada no sábado retrasado, o CEO de uma das maiores empresas de PR do mundo exaltou uma espécie de acampamento de luxo (“glamping”) que, segundo ele, era um mercado ainda inexplorado de cadeias de hotéis e resorts. Dois dias depois, o vice-presidente executivo da empresa do tal CEO enviou um e-mail para os colegas/funcionários (com a coluna em anexo) e exortou: “Esta é uma ótima desculpa para convidar empresas de produtos esportivos e outros negócios ainda esta semana, enquanto a coluna está fresca
Ele acrescentou que MJP – aparentemente uma referência às iniciais do CEO – poderia enviar notas pedindo para se encontrar com os principais executivos das empresas.

O problema é que o e-mail do VP foi publicado no site Gawker.com na quarta-feira passada.

Vou encurtar o caso. Segundo o porta-voz do jornal, “a realidade é que freelancers usam suas colunas como formas de fazer marketing (deles ou dos produtos deles).” Quando perguntado se o jornal estava confortável com essa prática, e especificamente com as ações da da empresa de PR, ele se recusou a responder.

Querem minha opinião?
A mulher do rei não tem que ser honesta, ela tem que parecer honesta e ponto.

Não adianta a empresa fazer um discurso bacana, o executivo falar bonito, se o zum-zum-zum de corredor dá conta de histórias feias de bastidor.
E não adianta a nota oficial ser linda, numa correção gramatical de deixar Camões (no caso específico, Shakespeare) chorando de emoção.
E não adianta dizer que não sabia.

Falar a verdade é sempre a melhor solução.

Quem já não enfrentou uma época de crise e ouviu o recado claro: estamos batalhando para que não haja cortes, mas ninguém está com a vaga garantida. Isso é claro. Todos entendem.

Demitir funcionário porque leu no blog dele, no facebook, no twitter tal coisa também é feio.

Ora, num boteco a moçada fala mal mesmo do chefe, do trabalho, da fulana, da carga-horária, do RH, da secretária, do mundo, da baia, da mesa, do não sei quê. Isso é terapia.
Óbvio que tem limite – tudo tem limite.
Publicar material sigiloso é crime.
Botar o santo nome da empresa na sarjeta não é crime, mas não é legal. Nem é ético.
Mas emitir sua opinião, pode. Vc pode falar de uma maneira elegante.
Eu sou adepta da crítica.
Sou mesmo.
Contar o fato e não dar nome aos bois, dependendo do caso.
O mundo do blog é semi-privado.
É um boteco também. E as paredes têm ouvido.
Não dá para escrever: MEU CHEFE É FEIO, INCOMPETENTE E AINDA TRAI A ESPOSA COM A GERENTE FULANA DE TAL.
Mas dá para escrever: é duro ver o feioso que não trabalha pegando a vizinha. Quem precisa entender, entende. O mundo todo não precisa ficar sabendo que o feioso é seu chefe que ainda por cima tem um caso extra-conjugal. E calúnia e difamação são crimes – embora sejam dificílimos de provar.
Enfim, sutilezas da língua. Se você não é versado, melhor não se aventurar.

Mas voltando à profissão de PR, o caso diz muito sobre um velho canadense.
Um jornal falando de outro, um site, um email, práticas antigas.
Herbert Marshall McLuhan.
Aldeia global quer dizer simplesmente que o progresso tecnológico estava reduzindo todo o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia, ou seja, a possibilidade de se intercomunicar diretamente com qualquer pessoa que nela vive.
E mais. O clássico: o meio é a mensagem.
Os próprios meios são a causa e o motivo das estruturas sociais.
E quando o meio não vai bem…

Pega na mentira

segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Eu era assim nos anos 80...

Eu era assim nos anos 80...

Hoje comecei a escrever um post super cabeça sobre uma derrapada feia de um CEO de uma mega-blaster-gigante de PR, mas resolvi voltar a boa e velha forma. Vamos largar a maldade contra as mais de lado e vamos falar mal das celebs!

Gente, pelas fotos fica muito claro: Demi Moore fez lobotomia.

Aos 46 disse que nunca fez uma plástica na vida. Na-na-na-na-ni-na!

Ela fez lobotomia. Por isso se casou e teve filhos com a coisa mais inteligente do mercado: Bruce Willis.
O segundo casamento com o garotão do That 70’s show já é efeito colateral da plástica que ela não fez. Esse a gente aprova!
Não faça plástica e leve o Ashton Kutcher para casa. 15 anos mais novo e com o mesmo efeito da sua lobotomia! Dã…
Que sucesso!!!

Eu sempre tive o seio assim!

Eu sempre tive o seio assim!

E a paternidade dos filhos de Michael?
Tirando os anos-luz de terapia que a garotada vai ter que fazer, já virou novela mexicana com direito a remake pelo Walcyr Carrasco. Que Michael era esquisitíssimo, até os melhores amigos dele admitiam. Liz Taylor, Jane Fonda – todo mundo diz que Michael era fora do normal.
Gostava de se vestir de mulher, não era conectado com a realidade. Então discutir a “paternidade” dos filhos dele não deve estar o incomodando muito (lá na Terra do Nunca). Mas Macaulay Culkin? Michael era mesmo uma caixinha de surpresas… Cada dia uma nova reviravolta!
Se eu não perdi todos os capítulos, os primeiros são filhos do médico dermatologista e da enfermeira. O último é filho do Culkin.
Mas especulava-se que o padrinho dos três filhos de Michael Jackson, Mark Lester, seria pai de Paris, a filha única do cantor.

E o Uri Geller? Basta dizer que o fofo, de origem austro-hungara, nascido em Israel (judeu na veia) e que vive na Inglaterra, era melhor amigo de Michael e já fez um documentário contando sobre sua profunda amizade com o astro. O que não se faz para levar algum do defunto.

Ooops, meu umbigo deu uma subida!

Ooops, meu umbigo deu uma subida!

Só falta colocar um banner da Cyrela nos reclames.

E, se bobear, Michael conseguiu doações até para o dr. Roger Abdelmassih. Porque são muitos pais para poucas crianças. Sobrou doador.
Essa foi infame. Foi péssima. Podem atira pedras.

E não, não vamos falar de Belchior nesse post.
Eu particularmente não acho legal o que fizeram com ele. Em nenhum sentido. E essa é séria.

Fui porque estou mais atacada que o Louro José hoje.

(…)

domingo, 30 de agosto de 2009

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Em todos os sentidos

Depois de 2 semanas sem parar de trabalhar

domingo, 30 de agosto de 2009

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Acho que perdi o foco

Geraldo Mayrink, o amigo que me recebeu em São Paulo

sábado, 29 de agosto de 2009

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Geraldo Flávio Dutra Mayrink. Porque nós, mineiros, temos nomes de reis de Espanha e Portugal. Eu, por exemplo, sou Ana Luiza Pessoa de Mendonça e Alvarenga.

Pois Geraldo, recebeu-me em São Paulo quando eu tinha 21.
Passaram-se 13 anos (!).

Eu não sabia dirigir, mas fiquei com o carro que minha mãe trouxe de Minas e, para fugir das horas de ônibus, várias vezes me aventurei na Marginal Tietê. Para os amantes da estatística, em dias normais, a Marginal registra uma média de 7,7 km de congestionamento.
Pois bem: sem nunca ter dirigido, sem habilitação e sem juízo, eu partia para a editora Abril, um caixote velho e feio, na beira da Marginal.
Quase sempre me esquecia do pedal do freio e parava o carro desligando a chave.

Como era praxe na revista Veja, ninguém dava bom dia para os novatos.
E eu sempre tive o azar (ou a sorte) de subir o elevador com o editor-chefe, o Mario Sergio Conti, um cara super esquisito, como 99% daquela redação.
Imagine o impacto diário: você acaba de estacionar o carro (e esqueceu onde fica o freio), o coração a mil por hora, e dá de cara com o BIG BOSS no elevador. Você, mineira, bem educada, 21 anos, fala bom dia. O cara, não te olha, vira de lado, aperta o botão. Silêncio. Vocês sobem até o penúltimo andar. Caminham pelo mesmo corredor. Você vai para a sua mesa num corredor de baias. E ele para um aquário em frente ao seu corredor de baias.
Quase todos os dias.
Sem dizer bom dia.

E surge Gegê.
Gegê, assim mesmo.
Com toda essa intimidade.
Gegê que escreveu essas palavras sobre o primeiro homem.

O exemplar da espécie original foi chamado de homem e chegou primeiro a um mundo que ainda nem podia ser chamado assim. Isso o traumatizou (como se diria no futuro, pois o ser não tinha vocabulário nem imaginava o que a vida lhe reservava).

(…)

Depois, num enredo confuso, Eva corneou o marido — com quem não era casada e mesmo sem a presença de outros homens assediando-a, para caracterizar um ato de traição. Foi quando ela comeu um fruto proibido. Teria sido uma maçã, mas não há provas, como não há de que Adão, convencido por ela, teria provado do mesmo fruto proibido. Aí Eva foi por Deus expulsa do Paraíso onde vivia com o companheiro, e o desfecho da intrigante trama ainda não aconteceu.

Fica claro o fato de Gegê estar entre o mísero 1% que me faz até hoje ter ótimas lembranças da Veja. Aquelas escadas de fábrica. A sopa de não-sei-quê com cebola servida no bandejão. As inúmeras madrugadas perdidas enquanto seu texto não voltava da entidade chamada editor. Aquele ser que ficava a 3 metros de você e que não te dava bom dia.

Ao ser contratado pela Veja nos anos 90, o foca tinha algumas obrigações. Entre elas, a primeira era de ler, reler e passar adiante o mico histórico da matéria do Boimate (explico: é costume entre os cientistas e jornalistas especializados publicar matérias-piadas no primeiro de abril. Pois a inglesa New Science inventou que cientistas de Hamburgo haviam criado um híbrido de filé com tomate. A Veja, na maior barrigada da história, acreditou e publicou a história como sendo verdade). Detalhe: o texto, de 27 de abril de 1983 foi assinado por ninguém menos do que o atual editor-chefe da revista, Eurípedes Alcântara (outro mineiro, mas esse de uma estirpe menos ilustre, a dos que fazem caca em público).

A outra obrigação era ler um dos maravilhosos textos de Geraldo Mayrink.

Detalhe, quando pisei meu saltinho 37 na redação da Veja, ainda trabalhavam em carne, osso e pescoço Roberto Pompeu de Toledo e Okky de Souza, entre outros incríveis. Eu não entedia – e ainda não entendo – o culto ao editor-chefe e sua entourage (Paulo Moreira Leite, Eurípedes Alcântara – na época, em NY – Mainardi, que ficava na Itália, etc), e um certo desprezo justamente por esses caras que eu amava. E eu não só amava como babava, babava como bezerra nova (que era) por essa velha guarda.
E mais: eles me davam bom dia, boa tarde e boa noite. TODOS OS DIAS.
E vejam a sorte. Não raras as vezes, aos domingos quem eu encontrava no La Villette da Vilaboim? Geraldo Mayrink!

Eu comia batata-frita, sorvete, e pagava para ele um copão de vodka. Era um orgulho para mim pagar a vodka do Geraldo.
E falávamos de Sartre.
De ping-pong.
Da China e de Cuba.
Falávamos de cinema.
De política.
E de como era chato ter que trabalhar na Veja.
Ele me chamava de Narizinho Existencialista torta.

Outro foca mais velho que eu e que já não estava lá quando eu cheguei, o Luis Nassif, também fez seu tributo ao Gegê. Lembrou ele:

Geraldo era o mais admirado. Crítico de cinema, conseguia produzir análises saborosíssimas, recheadas de ironia, no espaço exíguo de uma revista semanal. Suas imagens, como por exemplo do ator “expressivo como um helicóptero”, e outras do gênero, eram motivo de diversão e de admiração geral.
E ele sempre com aquele jeito pacatão, nenhum deslumbramento, sabendo rir de si próprio, quando dizíamos que ele era clone de Dolores Del Rio, atriz de faroeste meio queixuda, que nem ele.

Geraldo Mayrink, que pena que você partiu.
Já sinto falta de você. Um abraço, amigo querido.

Fora de série

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Primeiro senti dores na coluna.
Tomei um remédio.
Tive alucinações.
Seria legal se depois você realmente não passasse mal.
Agora ando cansadaça.
Viaja.
Fecha revista.
Empresa nova.
PR Latam.
Fecha revista.
Pega avião.
Hotel.
Reunião.
Francês.
Palestra.
Espanhol.
Telefone.
Português. Errado.
Inglês. Esquecendo.
Caraca.
Cansei.
Preciso de pé na areia.
Dois dias sem tomar banho.
Chupar picolé.
Eu tenho tendência mesmo.
Comer vinte mil porcarias.
Fazer um milhão de coisas.
Salto alto.
Blazer.
Meu super bracelete da Tiffany.
Átila o rei dos Unos.
Adoro o mundo Latam.
Já preparando as malas para visitar a diva Angel em Miami.
E ver Jim em NYC.
Acordar todo dia antes das 6 para o sagrado pilates.
Sábado,francês.
Amanhã, unha, pé.
Fechar revista.
Minha mãe disse que preciso fazer meditação.
Eu acho que preciso comprar um papagaio.
Ou então um Smart neon.

O tempo urge

terça-feira, 25 de agosto de 2009

e7e1d08c526344a5b80e104f75be921c3cc856ce_m Nessa vida modernex, pulando de hotel em hotel, a gente alterna altos e baixos de humor, de peso, de clima. Chove no Rio. Vou mudar meus planos de correr na praia para de noite. Não dá tempo de tomar chuva e estar pronta para um dia inteiro de palestras que começam 9h.

Dizem que o mundo moderno virou uma fábrica de reuniões.
O mundo corporativo – bien sûr!

Sem fazer crítica, eu sou adepta de uma filosofia: viagem boa é aquela que você faz para curtir. A trabalho sempre fica faltando algo. Os melhores momentos… Você não aproveita. A chuva quente do Rio, por exemplo.

Meu bisavô era tropeiro. Levava bois de uma fazenda a outra. Leias-se Goiás a quase São Paulo. Sinto que algo corre nas veias. Eu trocaria esses ovos mexidos frios e os figos pretensiosos por uma panela com mexido e uma bela noite ao relento. Um mundão de Guimarães. Sem computador. E boi, boi, boi.

Ser bom em alguma coisa não quer dizer ser melhor que ninguém.
Mas ver que existe gente boa é ser muito bom em alguma coisa.
Porque ver gente que não é boa em nada… Ah, deixa para lá.

Vamos fazer reunião e descobrir um jeito de pagar o hotel cinco estrelas.
Porque a nova moda é dividir banheiro com desconhecido.
Como sou do tempo antigo, estou pagando pela habitação.

Bumaiê

domingo, 23 de agosto de 2009

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Atendendo a pedidos

domingo, 23 de agosto de 2009

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Mudei meu papel de parede do Twitter para tirar uma onda comigo mesma. Fazer uma coisa tipo americano marqueteiro vendedor de enciclopédia vencida. E ficou exatamente com essa cara. Desde então, vários twitters me pediram a matéria.
A história é bizarra.
Anos atrás saí numa reportagem da revista Nova. O título era Show de Talentos – e o assunto: os fofos que se deram bem antes dos 30.
A fotógrafa foi no meu trabalho e o maquiador da Globo deu um tapa nesta boneca. As colegas do vídeo – Mariana, Fabiana e Flávia me ajudaram a fazer pose. E aí saí na abertura da matéria. A capa era com Angelina Jolie. E nas fotos menores, a super chef Bel Coelho, entre outras. Vamos combinar uma coisa? Não me dei bem antes dos 30 e ainda não me dei bem antes dos 40. Mas, se dar bem anda tendo uma conotação meio tosca, meio Planalto Central… Sob esse ponto de vista, não me dei bem.
Sob outros, talvez. Mas esse não era o foco da tal reportagem.
Enfim, salve o marketing… E qualquer semelhança com a foto ao lado é mera coincidência.

Bibi, meu rei

sábado, 22 de agosto de 2009

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Trabalho no celular. Trabalho em casa.
Estou me associando. Bumaiê.
Trabalho na editora. Levo Alice para passar o sábado comigo… Trabalhando.
Amanhã, trabalho.
Domingo, trabalho.
Caramba.

Eu gosto, mas está demais.
Um ponto entre o excesso e a falta por favor.

Bibi é meu gato.
Vai fazer 16 anos em 4 de setembro.
Está no meu colo.
Acho que anda senil.
Fisicamente, um garoto. Pula, corre, reclama, está no meu colo.
E resolveu fazer xixi onde quer.
No tapete do banheiro.
Na banheira.
No jornal da Alice, a cachorra.

Deve ser muito bom.
Fazer xixi onde quiser.
Bibi é meu ídolo.