Arquivo de setembro de 2009

Bueno!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

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Frio, um certo ar decadente – mas de cidade que já foi grande.
O táxi que sempre reclama de política, futebol, da vida.
Um jantar no Bengal – como sempre.
Um vinho.
Pena que já tenho que voltar.
Hoje é trabalho e aeroporto.

Buenos Aires, como te estraño!

Por que o povo elogia José Alencar?

domingo, 27 de setembro de 2009

metro

Acho bem estranho o caso.
Nosso VP tem câncer.
Incurável e agressivo.

Se fosse um brasileiro de classe média – como eu – já teria batido as botas.
Mas se candidatou a um tratamento experimental nos Estados Unidos.
E, no Brasil, faz tratamento no Sírio Libanês, um dos melhores hospitais de São Paulo.
Tem os melhores médicos, equipamentos, medicamentos, a melhor infra-estrutura (faz bate-volta em avião particular seja de Brasília para SP ou para Boston).
Na imprensa, nas rodinhas de café, todos são só elogios.
Como é guerreiro. Como tem disposição. Como não esmorece.

Eu sou jornalista de formação.
E mineira.
Vamos ao que levantei: cada bate-e-volta do VP para os Estados Unidos não sai por menos de 60 mil reais.
Cada exame – esqueça nossas tradicionais tomografias e outras. Ele faz exames modernésimos e tenho um contato que trabalha com o médico responsável pelos exames de José Alencar. Pois bem, cada batelada de exames (que nenhum plano de saúde cobre) sai por cerca de 20 mil reais.
Ele chega a fazer até 2 séries desses exames por mês.

Calma, não me leve em uma conta tão ruim.
Eu não estou aqui fazendo matemática mesquinha.

Mas quero entender a adoração do povo.
Se esse homem tem tanto dinheiro para enfrentar uma doença que – querendo ou não – vai tirá-lo desse mundo, por que ele não faz como os endinheirados europeus e americanos?
Faz uma doação para um centro de estudos e pesquisa do câncer.
Constrói um centro de estudos.
Ajuda os que não podem enfrentar essa doença como ele.
Por que ele não pensa nos outros? Se a profissão dele é para isso…

Será que sou do contra?
Será que não vejo o copo meio cheio?

Mas eu espero sempre mais de líderes públicos – políticos ou não.
E, nesse caso, é o triunfo do egoísmo.
Bacana ele seria se pensasse nos que estão na mesma situação que ele e que não têm os mesmos recursos.

Há brasileiros que pensam de outro modo.
E estão salvando vidas.
Recomendo a leitura de uma matéria que foi publicada hoje:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2709200901.htm

É sobre gente que parou para pensar nos outros.
E salvou vidas.
Mesmo sem possuir recursos.

Abaixo, dois links sobre alguém que pensou de outro modo. E fez a diferença.

http://www.icla.org/default.asp?id=255

http://www.newyorksocialdiary.com/node/44203

E um link para quem quer ser doador.

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=64

PAO, jamais!

sábado, 26 de setembro de 2009

Opção delícia

Opção delícia: comer em casa

Realmente, estou numa fase lunar bem louca.
Ontem – e nao tem muito a ver com os astros – saí estressada do trabalho.
Na verdade, nem peguei meu carro, larguei coisas para trás, a chave de casa, um saco.

Tudo porque a responsável por emitir passagens e outros quetais administrativos fez mais uma das dela.
Eu pedi uma passagem em cima da hora. Na quinta de tarde para ir na segunda.
A moça não deu notícia.
Quando chega 18h de sexta-feira, o pandemônio.
Tirou passagem no horário que não atendia, pediu hotel errado.
Aí, eu engrossei.
Essa moça já fez algumas: emitiu passagem para data errada (quando fui para a Colômbia, ela emitiu para um domingo e eu tinha que viajar na segunda – não contente, não me mandou o comprovante, e fiquei com a bomba no aeroporto).
Mês passado, me avisou com 2 horas de antecedência sobre um vôo que eu havia pedido há um mês para o Rio.
E ainda me colocou dividindo quarto de hotel – e eu paguei o hotel. Imagina nessa altura do campeonato você ter que dividir quarto com pessoa que não conhece (não sabia nem quem era) e a trabalho? No final, meu chefe me reembolsou… Mas eu fiquei chocada.
Agora, a moça queria que eu viajasse de manhã – em resumo, que não trabalhasse na segunda e ainda não levasse os brindes para 50 caras. E eu brigando para trabalhar… Mandando email para mostar que havia vôo em outro horário. Um estresse tão chato, uma pessoa tão sem noção. Tudo sem noção.

Enfim, depois dessa zica, vou para a revista porque estamos em fechamento. Dormi só às 2h da manhã. De agitação, de estresse.

Hoje, acordei com aquele humor do cão e, no intervalo do Francês, fui tomar café da manhã na PAO, uma padaria que era fofa.
Dono gente boa, produtos orgânicos, lugar pequeno e charmoso. Comida cara mas deliciosa.
Pois ficamos em pé, não tinha guardanapo, o banquinho que serve de apoio do lado de fora estava sendo trocado (no dia em que a padoca fica mais cheia) e nenhum funcionário moveu uma palha para nos atender direito. Belo jeito de começar o sábado.

Volto para o francês e pego uma troca de emails desaforados no meu blackberry.

Para tudo que eu quero descer.
Me devolve meu sábado de sol.

Quem nasce redondo não morre quadrado?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Photo 240

Eu tenho um signo, mas acho que combino mais com outro… Então leio os dois. E hoje es tava demais!

ÁRIES (21 mar. a 20 abr.)

Ótimo dia para você focalizar em projetos de grupos, participar ativamente de entidades, associações e clubes. Se você acredita numa ideia, defendê-la vai ser fácil. E, de quebra, persuadirá muita gente. Boas relações com estrangeiros. Viagens, publicações e estudos em alta.

PEIXES (20 fev. a 20 mar.)
Mire seu desempenho profissional com carinho hoje. Você ainda tem que terminar algo para se dedicar inteiramente a essa nova fase. Mas tem trunfos escondidos e eles sustentam seu ânimo. No fundo, se você tem fé no que faz, aguentará mais um pouco. Termine o que falta.

————————————–

E tudo correu assim: reuniões ótimas, idéias, idem, dia corrido (como sempre), coisas e novidades pintando. E, agora, chego em casa e veja o email de mama sobre o post em francês. E queria dividir com as mulheres, em especial, e com os homens de bom coração.

Veja só que interessante. Não te parece que este texto responde um pouco ao

questionamento suscitado pelo texto que você me enviou ontem?

A reportagem de ontem me fez pensar muito.

Eu venho dos anos 70, eu vi, eu vivi o tempo que começou lá. Fomos criadas

para sermos donas de casa, no máximo professoras primárias até  ou casamento

ou, esticando muito – mulheres de classe média – até os filhos chegarem.

Cumprimos metade do papel previsto para nós: casamos recém-saídas das

escolas – de segundo grau ou superior, não importa. Pensamos em casamento;

não pensamos em carreira.. E, casadas, ,  vimo-nos batalhando lado a lado

com os homens, no trabalho – aquelas que se aventuraram-, sem perder a

responsabilidade integral pelas tarefas domésticas (imagine como as mães

criaram seus filhos homens dos anos 70 – tudo na mão -; e o machismo

reinante), pagando também as contas.  E, de repente, muitas de nós tivemos

que batalhar sozinhas, sem maridos (ou até contra eles, os famosos ex),

pagando as despesas, cuidando da casa, criando e educando os filhos, e,

malgré tout, conseguimos formar famílias de verdade e nossos filhos viraram

gente! As coisas foram acontecendo e nós fomos respondendo a elas, à medida

que elas aconteciam. Não planejamos nada. Não nos preparamos para o que

viria.

Pense agora na sua geração. Vocês viram as mães lutarem valentemente e

valorizaram isto. Querem fazer carreira. Querem ser independentes. Querem

ser companheiras de seus homens, não femmes d’interieur (ou mères de

famille) (aprendi hoje, chic, não?). Tudo muito certo. Mas a balança, me

parece, anda pendendo muito para um lado só. E aí entra o pote de maionese

da história. Tudo aquilo que o artigo de ontem dizia, é estatística,

acontece. Mas estatística serve para a gente usá-la, não corresponde à

verdade; é fato, puro fato. Ora, o que é mais importante na vida de uma

mulher? Cada uma tem que descobrir por si, e encher o seu pote de acordo com

seu modo de ser, seus anseios, seus sonhos. Mas toda nós, mulheres somos

seres humanos; nossa estrutura, de seres humanos, homem ou mulher, não

importa, é uma só: somos seres de linguagem, seres-com-os outros no mundo,

seres finitos em busca de salvação perante o inexorável da morte, seres

livres e ao mesmo tempo condicionados pelo mundo no qual nascemos . Não

podemos fugir dessa estrutura ao enchermos o nosso pote de maionese.

Sua geração se defronta, então, com a necessidade da reflexão sobre o que

está acontecendo com vocês e da necessidade busca de um equilíbrio entre o

que vocês são, o que vocês querem e o que vocês podem. E não se trata só das

mulheres; trata-se dos homens também. Se homens e mulheres querem realmente

compartilhar suas vidas, eles têm que coordenar suas ações.

Que riqueza poder inaugurar um novo tempo, um novo modo de vida.

Nós abrimos a picada na floresta. Com facão, no escuro…

Vocês irão construir a estrada sob o sol, sem destuir as árvores, as flores

e o mais que se encontrar na linha do caminho a ser feito.

Coragem!

Beijos.

Mamma

Recebido de uma amiga / e não há por que traduzir

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

friends

L’histoire d’un pot de mayonnaise et de café…

Quand 24 heures ne te semblent pas suffisantes… quand tu as trop de choses à faire, pense à cette histoire! Il était une fois un professeur de philosophie, qui, devant sa classe, prit un grand pot de mayonnaise vide, et sans dire un mot, commença à le remplir avec des balles de golf. Ensuite, il demanda à ses élèves si le pot était plein. Unanimement, ils furent d’accord pour dire que OUI. Puis le professeur prit une boîte de billes, et la versa dans le pot de mayonnaise. Les billes comblèrent les espaces vides entre les balles de golf. Le prof redemanda aux étudiants si le pot était plein. A nouveau, ils dirent OUI. Le professeur pris un sachet rempli de sable, et le versa dans le pot de mayonnaise. Le sable remplit tous les espaces vides. Et de nouveau le prof demanda si le pot était plein.

De nouveau les étudiants répondirent OUI. Ensuite le prof ajouta deux tasses de café dans le contenu du pot de mayonnaise. Et le café combla les espaces entre les grains de sable. Et les étudiants se mirent à rire… « Je veux que vous réalisiez que ce pot de mayonnaise représente la vie.” dit le prof. « Les balles de golf sont les choses importantes, comme la famille, les enfants, la santé, tout ce qui passionne. Notre vie serait quand même pleine, même si on perdait tout le reste et qu’il ne nous restait qu’elles. Les billes sont les autres choses qui comptent, comme le travail, la maison, la voiture, etc. …. Le sable représente tout le reste, les petites choses de la vie… Si on avait versé le sable en premier, il n’y aurait plus eu de place pour rien d’autre, ni pour les billes ni pour les balles de golf. C’est la même chose dans la vie. Si on dépense toute notre énergie et tout notre temps pour les petites choses, nous n’aurons jamais de place pour les choses vraiment importantes comme jouer avec ses enfants, aller chez le médecin, dîner avec son conjoint, faire du sport ou pratiquer ses loisirs favoris… Il restera toujours du temps pour faire le ménage, réparer le robinet de la cuisine… Etablissez des priorités, occupez-vous des balles de golf en premier, des choses qui importent vraiment, le reste n’est que du sable. » Un des étudiants leva alors la main et demanda ce que représentait le café.   Le professeur sourit et dit : «C’était juste pour vous démontrer que même si vos vies peuvent paraître bien remplies, il y aura toujours de la place pour une tasse de café avec un ami. »

Em tempo: o livro de que falo no post abaixo é de tradução de um ilustre visitante do site. Hugo Langone. Très chic!

Schadenfreude!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Truth_v__Lies_Cartoon

Felicidade com a desgraça alheia! Só mesmo os alemães para inventarem esta palavra que não tem correspondente em português.

De onde venho, ela poderia facilmente significar “mineiro”. Eu demorei anos para notar que não era natural o gosto e a energia com que meus conterrâneos gastavam horas a falar dos insucessos alheios. Deixando as generalizações de lado, schadenfreude é um traço quase que cultural de vários da minha terra. Isso não é da minha natureza, mas já fui contaminada em alguns momentos. No lugar de comemorar o sucesso dos outros, celebrar o insucesso – contando a história em detalhes, perdendo horas com isso.

Hoje estou “curada”. E confesso ter um bode danado de quando vou à terra Natal e ouço em família ou entre amigos essa espécie de celebração da desgraça dos outros.

Mas descobri a palavra brilhante  ao ler justamente sobre um suíço (pensei que fosse francês) de sucesso. Em matéria ontem na Folha, o destaque era o livro de Alain de Botton: “Os Prazeres e Desprazeres do Trabalho”.

Segundo a reportagem, uma pesada crítica no “The New York Times” levou o autor a escrever no blog do jornalista Caleb Crain uma resposta que terminava com a seguinte frase:

“Odiarei você até minha morte. Observarei você com interesse e schadenfreude” .

Em entrevista o autor riu do episódio. “Não me arrependo das palavras, mas sim de ter respondido pela internet; ficou público. Em outro tempo, o encontraria numa festa e diria “você é um idiota”. Ninguém saberia.”

Pois é. Um blog é isso. Muito do que é escrito antes era só falado ou pensado. Mas agora as palavras ficam gravadas feito tatuagem. E usadas ao bel prazer de quem tem acesso. E os signficados são muitos. Me lembro de uma prova de Direito Civil em que escrevi uma resposta enorme totalmente errada. Mas escrevi tão bem que tirei total na resposta – embora o que quisesse dizer fosse exatamente o contrário do que o que o professor esperava. Jogo de palavras. Eu disse uma coisa, ele entendeu outra. E nota 10.

 Sobre o livro do suíço, ele tira conclusões da pesada:

 – Dinheiro é uma forma de amor. Não adianta alguém dizer “gosto muito de você”. Apenas quando você ouve “ok, vou lhe pagar 1 milhão de libras” você sente que é (um profissional) necessário.

– É impossível passar pela vida profissional sem pelo menos uma série de insatisfações, questionamentos e crises.

 – O capitalismo moderno sugere que os seres humanos são apenas commodities, mercadorias que se pega e pelas quais se paga um preço. (…) Você contrata uma pessoa inteira, não apenas um cérebro ou um braço. Isso precisa ser reconhecido pelos capitalistas.

Pego essa última frase como gancho. O que são as pessoas? Um cérebro que anda? Uma metamorfose? Merecem ser julgadas por tudo o que fizeram no passado. Não há redenção?

Saio do tema emprego e vou para o caso Nelsinho Piquet. Se vc tivesse a idade dele e estivesse vivendo toda essa pressão causada:

1) Por sua inexperiência de vida e trabalho;

2) Por seu chefe que vem a ser também seu empresário.

Aliás, post bom sobre isso que indico, embora não concorde: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3990385-EI8210,00-Piquet+e+o+circo.html

O que você faria?

Ora, raríssimos teriam coragem de enfrentar Briatore ou qualquer outro capo. Afinal, é uma batidinha numa corrida. Você não está matando, mas está roubando, certo? Roubando o pódio de outra pessoa, conseguindo vantagens indevidas.

Mas quantas vezes isso acontece? Quando a companhia aérea esquece de te cobrar aquela taxa absurda, você paga? E o Banco? Se ele erra na taxa para menos, você manda corrigir e paga?

Olha, atire a primeira pedra quem não teve 20 anos, não se viu sob pressão e fez uma burrada. Ainda que seja uma burrada pequena.

Mas o julgamento é que mata.

E o que se faz desse limão é que determina quem você vai ser.

Num dos primeiros acidentes da Tam, pude ver o Comandante Rolim em ação.

Um avião havia caído sobre um bairro residencial em SP logo após decolar.

Imagine isso numa época em aviões não caiam como hoje e em que Administração de Crise era pagar conta atrasada no banco.

Calmo, o Comandante Rolim chamou a imprensa. Nas mãos, uma lista.

Era a lista de passageiros.

Disse que era uma tragédia. Que ele ainda estava em choque. Que a lista – e cópias foram distribuídas para a imprensa – ainda estava sendo conferida. E pedia aos jornalistas que fizessem um pacto: 24h sem divulgar os nomes. Pois a empresa tinha primeiro que comunicar o ocorrido às famílias.

Nós ficamos sem ação. O que fazer?

A culpa era de quem?

Naquele momento, não interessava. Tínhamos os nomes das vítimas, mas não poderíamos passar na frente da dor das famílias.

E ele acabou com nossa sede de sangue.

Não dava para sair acusando a Tam, o piloto, o engenheiro. Tínhamos que esperar, afinal o DONO da empresa estava ali, disponível, mas ainda não tinha respostas.

Enfim, não culpo Nelsinho e acho que ele é filho do Pai. Que eu adoro: louco, ousado, que fala o que vem à cabeça e dane-se o mundo.

E tento com força não julgar os outros pelo passado. Se erramos no passado, é possível que tenhamos aprendido mais do que os que “nunca” erraram.

Mulheres depois do ataque de nervos

segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Adivinha quem vem para o Brasil!?

Adivinha quem vem para o Brasil!?

http://tinyurl.com/ktjvsx

http://www.nytimes.com/2009/09/20/opinion/20dowd.html?_r=1

Mulheres, onde vocês estavam com a cabeça quando largaram tudo para serem mães em tempo integral ou para curtirem um amor?
Certos passos que a humanidade dá não têm volta.
E a dona-de-casa não é mais uma profissão. Não é mais opção.
Até aqui chegamos e daqui partiremos…

O Muro de Berlim caiu em 1989 e você ainda acredita em viver em comunidade? Você cuida da casa, ele sai para trabalhar? Sem $ na conta, veja como é a economia mundial, você tem menos poder e, portanto, menos chances de escolher, menos autonomia, menos tudo. Mas o amor preenche todos os espaços (?). Como viver de amor se temos conta de luz, telefone, condomínio e impostos no fim do mês? Amor paga tudo?

O sonho da vida hippie ainda existe em algumas de nós. Que coisa!
E faço deste blog meu confessionário: em 2006 larguei tudo. Tudo. Eu ganhava bem mais que meu marido. Mas fomos viver a utopia da vida em uma cidade menor, com menos gastos, mais tempo, menos preocupações.
Durante uns 30 dias coloquei tudo o que eu queria de “ócio” em dia: vi todos os episódios de todas as minhas séries preferidas. E.R. e outras. Passeei pela cidade sem destino. Acordei às 8h da manhã, corri (afinal não havia dinheiro para academia) até 11h. Economizei na gasolina. Li dezenas de livros.
Depois de um mês, comecei a me trancar no quarto: imagina se a faxineira me pega vendo TV no meio da tarde? Imagina, se ela vê que sou desempregada?
A grana… Não ter dinheiro para fazer as unhas, não ter dinheiro para um reparo da casa, não ter dinheiro para tomar um capuccino de tarde. “Ótima” experiência. Ainda mais quando seu blaser predileto começa a amarelar no armário e você não tem dinheiro para a lavanderia.
Para não ficar completamente no ócio, fui estudar Direito. Nenhuma faculdade me aceitava (os prazos de transferência já haviam passado) e consegui no gogó entrar numa faculdade particular. O diretor havia feito doutorado no Porto, em Portugal, e passou por uma história parecida. Aceitou minha matrícula.
Com isso, consegui um estágio que pagava menos do que pagávamos para a diarista. O simples fato de receber a grana do estágio e pagar a diarista me fazia um bem. Eu me sentia útil de alguma forma.
E haja persistência para trocar um salário por um estágio “de salário de faxineira”. Nada contra os pagamentos do estágio: mas a decisão de “viver a vida no campo” tinha um preço bem mais alto do que “não ter tempo na cidade”.
E as “amigas” dos tempos de infância deitaram e rolaram: circulava um boato de que eu tinha me dado mal na vida e agora estava morando com minha mãe. (eu +marido+3 gatos)
É que voltei para minha cidade natal: Belo Horizonte, uma cidade fofa, cheia de gente fofa, que adora falar da vida dos outros e alimentar boatos sem fonte confiável. FOFÉRRIMOS!
Confesso que isso nunca me incomodou e não seria naquele momento… Mas vocês vejam o conceito de sucesso e fracasso que os outros fazem da (nossa) vida…
De tempos em tempos, pintavam jobs. Trabalhos que em São Paulo demandariam uma equipe especializada e um budget razoável. E eu muitas vezes fazia sozinha e não cobrava. Melhor não receber do que ganhar um troco…
Depois de quase um ano, mudanças. Agora iríamos para uma cidade mais bacana em vários aspectos – eu também já havia morado lá: Curitiba – e eu ainda na paralela. Cansada de não ganhar nada e ainda pagar faculdade, fiz meu dever de casa. Concorri a uma vaga na melhor faculdade da cidade, a UFPR, e passei. Eram três vagas e por um décimo fiquei em terceiro lugar. Bacana? Não, né? Nessa altura do campeonato, mudar a vida toda para começar do zero não faz nenhum sentido.
Aí fui rever a cidade. E pensar em que confusão estava me metendo.

Juntei minha malinha, fizemos as contas (eu, Fred e os 3 gatos), planejamos e voltamos para SP.
É preciso equilíbrio.
O ano “sabático” teve muito valor. Foquei na carreira, tomei as decisões que julgo acertadas, deixei a carreira “fechada” na Globo e fui para o mercado aplicar meus anos de Globo. E estou feliz com a mudança.
Hoje tenho 3 empregos para ganhar pouco menos do que ganhava antes. Mas as possibilidades aumentaram. Não estou mais dentro de uma casca de ovo.
E chega de brincar de casinha.

Porque casa e trabalho são ótimos. Quando há equilíbrio.
Nem tanto ao céu. Nem tanto à terra.
E ninguém dependendo de ninguém. Todo mundo caminhando junto.

Comentário vira post

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Essa dica veio da Sara Ezequiel ( do blog indicado na lista ao lado – tomatorosato) e vale post.

Perca-do-Nilo, mais conhecido como Cherne

Perca-do-Nilo, mais conhecido como Cherne

 

 

Tão mau como os diamantes sujos de sangue é o peixe “perca do rio nilo”, foi introduzida no lago vitória na Tanzania para uma experiencia, como é carnivoro comeu todos os outros peixes, come-se a ele próprio e reproduz-se rapidamente, neste momento é o causador de uma miséria tremenda porque gerou procura, crianças são compradas a suas mães pelos pescadores para trabalharem e todos os dias aterram junto ao lago enormes aviões de carga sovieticos para carregar os filetes brancos do peixe, na Tazania ficam as cabeças e as espinhas com que as familias se alimentam, ficam também as armas que serviram de moeda de troca para este comercio.
http://www.darwinsnightmare.com
Depois de ver este documentário nunca mais consegui comer este peixe, você conseguirá?

um abraço
sara

http://www.darwinsnightmare.com/darwin/html/startset.htm

Rehab

domingo, 20 de setembro de 2009

1+1=3

Dormi bem e com a ajuda do melhor estimulante-ajudante que há: o cansaço.
Há dias não me sonto assim, relaxada, sem correria, sem ter o que fazer.
Que domingo glorioso. De casa e da cama não saio. Ninguém me tira.
O máximo que pretendo andar é do quarto para a cozinha.

Preciso desse momento de ócio para me preparar para o que vem por aí.

Estamos em fechamento.
E, na Noiva, incluímos um belo editorial com jóias com pedras pouco usadas. Mais raras, mais belas e mais caras que os diamantes, as pedras mais azuis que o céu num dia de verão. A turmalina paraíba.

Um grama da turmalina paraíba pode ultrapassar 100 mil dólares. A pedra está entre as dez gemas mais caras do mundo. Cada quilate chega a valer US$ 50mil. O azul da turmalina retirada da mina da Batalha, no interior da Paraíba, virou moda. A coloração incandescente e única deve-se a uma combinação de traços de cobre e manganês dentro da pedra. Assim, paraíba tornou-se denominação de um tipo de azul, único no mineral encontrado por aqui. Alguns anos atrás, encontraram turmalinas paraíba na Nigéria. Mas elas são mais claras do que as brasileiras.

Turmalina limpinha, acompanhada de diamantes de sangue

Turmalina limpinha, acompanhada de diamantes de sangue

E por que meti a turmalina paraíba nesse post? Para falar mal da Suíça.

Para explicar em poucas palavras: diamantes extraídos aos montes entraram e foram esquentados com farta documentação na Europa. Esses diamantes eram extraídos em Serra Leoa, Angola e Libéria. E o dinheiro obtido com eles financiava movimentos rebeldes.

Para fazer um H com o mundo, países produtores, importadores e exportadores, a indústria e a sociedade civil reuniram-se no “Processo de Kimberley”, a fim de elaborar um sistema de certificação para o comércio internacional de diamantes em bruto. Basicamente, os diamantes teriam que ter uma documentação que comprovasse sua origem limpa.
Puro papel.
Os diamantes continuam entrando pelo Porto da Antuérpia, na Bélgica, com documentos falsos. De lá, partem para a Suíça e são distribuídos para todo o mundo como pedrinhas limpinhas.

Se vc quer saber mais, clique aqui: http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_463332.shtml

Houve um tempo em que eu tinha pavor dos americanos. Eles entraram em crise, comprei minha passagem e fui para NYC comemorar os novos tempos.

Agora, indico pedras azuis no lugar dos diamantes.

E fique sabendo mais sobre a imparcialidade suíça.

http://www.swissinfo.ch/por/capa/Suica_vende_armas_mas_e_contra_a_violencia_armada.html?siteSect=105&sid=9703205&cKey=1221222490000&ty=st

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,1156413,00.html

Sábado fucked up!

sábado, 19 de setembro de 2009

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Conferindo a agenda:

– 6h: acordar, colocar comida para a cachorra Alice. Alimentar os gatos Bibi, Mafalda e Leleco – OK
– 6h15: limpar a caixa de areia dos gatos
– 6h30: trocar a água dos animais
– 6h45: deixar jornal para a Alice
– 6h50: colocar o lixo para fora
– 6h55 – 7h40: fazer os trabalhos de Francês
– 8h08: tomar banho
– 8h30: levar Alice para passear
– 9h/12h: Francês (10h30 – café da manhã)
– 12h15: Pegar Antônia na Estação de metrô
– 13h: levar o carro batido para ser vistoriado pelo seguro
– 13h30: Deixar Antônia no laboratório para fazer exame (Fred acompanha)
– 13h50: ir para a revista fechar 50 páginas da próxima Noiva, corrigir textos
– 20h: comer alguma coisa (junk food baratinha e bem calórica)
– 21h: Ligar para a Antônia para saber se ela está bem
– 23h: Voltar para casa
– Limpar areia, trocar água, alimentar os bichos, passear com Alice…
– Dormir