Arquivo de novembro de 2009

Turbulência

terça-feira, 17 de novembro de 2009

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Tenho que confessar: raramente começo minhas férias de humor ácido.
Mas armei uma croniqueta visual para não jogarem pedra na Geni.
Acordei cinco e meia da matina. Check in super confuso. No avião, assento errado (30B não existia), e fui colocada no calabouço. Um lugar sem janela e apertado. A comida vale post a parte…

Apresentação é tudo

Apresentação é tudo

Courage!

Courage!

Até chegar no hotel no maior calor e descobrir que teria que esperar 2 horas para entrar no quarto.

E descobrir que o quarto modernete tinha uma janela sem cortina que dava de frente… Para um vizinho voyeur… E trocar de quarto – óbvio.

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O jeito foi ir para o Jóquei de Palermo prestar homenagem a Bukowski, tomar cerveja até ficar tonta, arriscar um filme da terra (ruim até dizer chega) e voltar para o hotel exausta.
Mas com a sensação de dever cumprido.
Banana egípcia para esse começo de viagem.
Só mesmo fazendo coisas sem nexo para exorcizar!
SARAVÁ!

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Ninguém escapa

domingo, 15 de novembro de 2009

bowie

Eu estou numa fase retrô.
Bowie, Baudelaire, Iggy, óculos de abelha (se bem que esses são de 2005 – já estão ficando retrô de fato).
No visual, algo no meio do caminho.
Não gosto dessa onda calça skinny+allstar da turma que tem menos de 30.
Eu acho que roupa tem que ser confortável. E não dá para ficar confortável embalado à vácuo.
Daí cair de amores por Leger.
A redescoberta do mago em pleno século XXI resvalou um pouco na cafonice.
Dá para ser menos perigosa perua e mais elegante com HL.

Mudando de moda para leituras, ando muuuuuuuito retrô.
Baudelaire está na minha cabeceira.
Vou lendo sem pressa.
Mas tenho voltado aos gregos.
E amando Shakespeare cada vez mais.
Não dá para segurar a onda de “Os 50 pirulitos que você tem que provar antes de morrer” ou “O código de não sei o quê”.
O último de Saramago… Confesso… Gosto da figura, mas não gosto da literatura.
E antes que você me chame de retrô(grada), eu gosto sim dos programetes de Anthony Bourdain.
O do Laos foi sensacional. Eu editaria a parte boba da visita à caverna.
E acho que o gringo foi mal assessorado quando esteve no Brasil.
Ir em escola de samba paulista (!).
Fora de senso.
É como pegar onda em Belo Horizonte e passar o dia no shopping no Rio.

Tudo isso para dizer que férias é tempo de comprar livros novos.
E como eles são baratos fora do Brasil.
Quero ler o famoso “Kitchen Confidential: Adventures in the Culinary Underbelly”
Quero comprar mais alguns de Cortázar. (Tenho e li feliz 2 comprados por um punhadinho de pesos em Buenos Aires).
Não quero ler o “novo” de Nabokov.
Quero dicas. Do Líbano a Niterói.

E, claro, tudo quando der vontade.
Entre uma vodka e um café forte.
Porque para onde vou, meu passado me condena (e muito)!
Eu tenho certeza de que vim ao mundo mineira para não cair de vez na boemia.
Mineiro é assim: 8 ou 80 – com forte tendência para o 8 e uma renitência nos “80”.

E dá-lhe 80!
Com ruga, malandragem e um certo voyeurismo.
Porque o álcool e o escracho são permitidos.

Foto criada em 2009-11-15 às 18.09

Vous avez oublié que j’ai perdu le dernier fil qui me liait?

sábado, 14 de novembro de 2009

lost

Fin de l’histoire!
A prova de francês foi um sucesso! 10 na chatice do passé composé, 10 em interpretação de texto, 10 em generalidades (pronome, adjetivo, etc), dez em compreensão oral. E ZÉRO no tempo de verbo que mais combina com meu nariz arrebitado: l’Impératif!
(Risos e mais risos)
Fiz uma redação caprichada: ensinei a um sujeito perdido em Paris o caminho da estação de trem ao alojamento para estudantes. Lindo! Só que conjuguei o verbo e não tirei o “s” da segunda pessoa. Zéro! Zéro!

Na redação em que chutei o balde, um email para contar a uma amiga francesa a semana que passei no Rio, eu fui desavergonhada. Eu tinha que contar da viagem e explicar um problema que tive.
Ora, logo abri o verbo: o problema que tive foi conhecer um carioca. HAHAHAHAHA!

O jeito é me jogar nas férias e usar mais o imperativo: BEBA ISSO, DURMA POUCO, ENTRE DE CABEÇA!

Eu mando e eu mesma obedeço.

Maldito Passé Composé

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

home

Agora sim, férias.
E eu aqui esperando o fim do horário do rodízio para voltar para casa e estudar francês.
Estou cansada.
Típico de último dia de trabalho.
Aquela vontade de sair correndo.
E voltar para a rua que é de onde não deveria ter saído.

Sempre me lembro de uma cena em particular.
Último dia de aula. Primário.
Chuva.
Fui para debaixo da calha e tomei um banho de água morna.
No começo, medo da mãe. Chegar em casa molhada e suja.
Depois, foi uma corrente: fila para tomar banho de chuva na calha.

Em guerra com a conjugação dos verbos em francês.
Tenho pensando sobre os poderes da semântica.
Penso que entendemos e não entedemos o que bem nos apraz.
A flor do Lácio.
Tão rica e tão complexa.

Se tomamos uma garrafa de vinho.
Usamos a desculpa da falta de memória.
Mas desconfio que tentamos em vão.
Esquecer o que nos persegue.
Mas o álcool evapora.

Sei que ando toda flores.
Um raio de felicidade.

(e em guerra com ter que decorar o que vai com avoir e o que vai être)

Por você

quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Alice num momento "deixa que eu digito"

Alice num momento "deixa que eu digito"

Fim de ano.
Vou tirar férias (20 dias agora, dez, quando der).
Não adianta: novembro chega, as festas também, e a gente vai se despedindo de 2009.
Com apagão, com falta d’água, com falta do que (não) veio.
E esse espírito de fim de mundo grudou em mim.

Eu adoro apagão.
Porque a sensação de “deixa para o ano que vem” é festiva, mas me impede de fazer o que eu mais gosto: curtir o hoje.
E tem tanta coisa acontecendo.
Projetos com amigos.
Trabalhos novos rondando.
Definições na nova empresa.
Surpresas na antiga.
(não é todo dia que você vai para uma reunião e encontra o ex-presidente de um ex-web site gigante pronto para aconselhar o cliente)
Pólvora.
(pura)

Aí, fico sentindo aquela adrenalina de motoboy.
(pode rir do meu momento pop-Wando)
Mas aquela sensação de que estou correndo demais e de que só paro no poste…

Eu corro demais.
Sempre.
E tento, juro que tento puxar meu freio.
Mas acho que é culpa do meu ouvido absoluto.
Se eu ouço demais…
Fico sendo provocada o tempo inteiro.
E reajo.

No carro, não corro.
Ouço músicas variadas.
Como eu gosto daquela do Barão.

Por Você
Eu aceitaria
A vida como ela é
Viajaria a prazo
Pro inferno

Acho que eu já viajo a prazo.

Há escuridão no fim do túnel

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

andy Pois é, Andy. Sem querer, eu ando pelos caminhos mais tortos e achando gente para me acompanhar.

Engraçado é que nos últimos tempos tenho recebido umas propostas de trabalho interessantes. Será que os inconsequentes estão na moda? Ontem foi mais um dia de entrevista inesperada. E eu gostei do “boss”. Careta, com um super CV e gente boa. Combinação interessante. Mas, o que me disseram que iria acontecer e não cri anda pintando: estou começando a gostar da vida dazed & massy da internet brasileira. O que virá? Sei lá.

Ontem minha “alma-gêmea-de-gênio-maluco”, David Presas, liga à noite. Eu saindo da entrevista, recém-saída do táxi, no prédio do trabalho, quase dez da noite, esperando o elevador para descer até o quinto subsolo. Sensação de calor de 50ºC.
David colore a night.
Eu desço o elevador e me sento no chão para conversar.
Os poucos que descem me olham como seu eu fosse louca.
Não tiro a razão deles. Louco é sentar no hall do elevador no quinto subsolo.
David estava num bar com mais de 150 tipos de cerveja.
20ºC em NYC.
Lembrou do meu “spiritus” e me ligou.( álcool em latim – segundo Jung se usa a mesma palavra para a experiência religiosa mais elevada assim como para o mais perverso veneno. A fórmula auxiliadora é, pois, spiritus contra spiritum)
Falamos da vida, da alegria de viver o hoje. Eu disse que misturo tudo: trabalho com amizade. Sexo com amor. Dinheiro com prazer. E, óbvio, quero trabalhar com o David. David é um americano com alma de Vila Isabel. Poderia ter sido um primo-irmão de Noel lá pelos becos da Grande Maçã. Casado com uma brasileira tão louca e espontânea como ele, Alba.

Falamos de não esquentar a cuca demais.
Falamos de dois amigos em comum.
Um, de spiritum germânico. Como a vida não se encaixa no esquema tático dele, vive de mau humor.
O outro, de spiritum carioca. Para esquecer do que não deu certo, bebe todas e troca de namorada e de projetos profissionais com uma rapidez de trovão. E o pior é que ganha bem.
Na boa? Nenhum “nenhoutro” (adoro esse neologismo).
Se bem que o carioca em geral é sempre mais interessante. Só não dá para levar à sério esse carioca específico.

Sei que falamos, rimos, desligamos.
Peguei o carro, enfrentei uma Marginal fantasmagórica e quando entrei no meu território perdido, a Vila Madalena, o mundo ficou escuro.

Fez tanto sentido um apagão pós-animação.
Subi sete andares de escada.
Não jantei. Comida, só quentinha.
E dormi o sono dos incautos.

Hoje parece ser sexta-feira.

24h de sono e sem dormir + prediletas

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Foto criada em 2009-11-09 às 23.12 #3
comecoefim

Walk Away … Dot King was whittled from the bone of Cain With a little drop of poison in the red red blood She need a way to turn around the bend She said I want to walk away and start over again There are things I’ve done I can’t erase I want to look in the mirror see another face I said, “never”, but I’m doing it again I wanna walk away, start over again No more rain, no more roses On my way, shake my thirst in a cool cool pond There’s a winner in every place There’s a heart that’s beating in every page The beginning of it starts at the end When it’s time to walk away and start over again Weather’s murder at a hundred and three William Ray shot Corabell Lee A yellow dog knows when he has sinned You wanna walk away and start over again No more rain, no more roses On my way, shaking my thirst in a cool cool pond Cooper told Maui the whole block’s gone They’re dying for jewelry, money, and clothes I always get out of the trouble I’m in I want to walk away, start over again I left my bible by the side of the road Carve my initials in an old dead tree I’m going away but I’m going to be back when It’s time to walk away and start over again Ho ho yeah, hmm, yeah Gotta walk away, gotta walk away, gotta walk away Just wanna walk away yeah, wanna walk away and start over again Wanna walk away, wanna walk away, wanna walk away (Tom Waits)

um pouco de Tom Waits é algo sempre subversivo.

(!)

Paisagem

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

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Poema de beco

Que importa a paisagem, a Glória, a baía
a linha do horizonte?
-O que vejo é o beco.

Manuel Bandeira

(…)

Saldo geral

domingo, 8 de novembro de 2009
ANTES

ANTES

Depois

DEPOIS

Quatro seguidores no twitter desistiram de mim. Só?
Vários “retwittaram” as loucuras que andei falando e fazendo.

Detalhe Iggy: ele dança feito uma odalisca e sabe usar o corpo como ninguém.
Tem algo de sensual, engraçado, escrachado e sexy. Tudo em altas doses.

Os jornalistas gringos amaram tudo o que viram. E se jogaram.

Um fotógrafo brasileiro foi agredido no meio da confusão do show do Iggy (que, aos 62 anos, continua um radical – eu quero ficar velha e doida assim).

Um outro fotógrafo que estava com um amigo arruaceiro aproveitou a história para ver se troca a lente defeituosa (que não foi quebrada no show – e isso eu vi!).

Sao 9 da manhã e estou há 27 horas sem dormir.
Comi um pedaço de pizza que encontrei na geladeira – café da manhã com cebola fria.

E, apesar de ter ganhado um cabelo seco e detonado, estou me sentindo mais Ana Pessoa do que nunca.
Esqueça as fotos bonitinhas que eu vendo aqui. Eu sou ‘aquela’ do lado direito. Com olheira, olho castanho, cabelo cacheado e boca suja (na Vogue sempre me dizem que é proibido falar mais de 2 palavrões por frase – risos)

Alguém sabe onde encontro uma pasta de dente e fio dental? Dá para ir de camisola?
Lavo o pé, talvez?

Quem me conhece às seis da manhã sabe que é a hora em que estou ligada. Preciso ler, preciso falar, preciso correr 10km para torrar a energia extra que veio no meu pacote. Se a Apple descobrir minha fonte, ninguém mais vai precisar de tomada.

Como diria Iggy, “I’ve got a cock in my pocket” .
Se vc não entendeu a graça, fique mais por aqui, nesse blog.
Mas tem que ter culhões.
Afinal, eu não vim ao mundo para agradar. E uso meu “rostinho” como a serpente usou a maçã.

Quer maçã?

http://terratv.terra.com.br/Diversao/Musica/Planeta-Terra/Planeta-Terra-2009/Sonora-Main-Stage/4684-254289/Passenger-por-Iggy-e-The-Stooges.htm

PS: Sobre o caso da Uniban, só uma reflexão: isso é mesmo uma Universidade?

DANCE, DANCE, DANCE

sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Diane Von Furstenberg, thank u for the wrap dress

Diane Von Furstenberg, thank u for the wrap dress

Eu não aguento passar um dia em branco no blog!
Então achei algo que exprime muito como anda o meu espírito.
Espero que o de vocês ande por essas bandas.

dancelovesinglive