Arquivo de dezembro de 2009

Viciada em mundo digital

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Depois de meio dia de estrada, um dia em Brasília (indico a patisserie do Daniel Briand – fotos de tarte tatin e de mil folhas para matar qualquer um) e algumas horas de estrada e muita chuva, estou em algum lugar depois de Alto Paraíso. Quilômetros depois.

Chove, para, chove, para. Eu durmo muito. Acordo e me atiro em pão de queijo com nata, pão de milho, mamão com açúcar e outras comidas proibidas. Afinal, é fim de ano…

No acostamento, coleção de bichos sem vida. Até jaguatirica e tamanduá bandeira. Sem dúvida, ficar longe do bicho-homem é bom. Ainda que seja por alguns dias.

Na fazenda onde estou hospedada tem cavalo, pavão, galinha d’Angola, ganso, 8 fox paulistinhas e Alice – que dá canseira em todos eles de tanto que corre, molha, pula. No meu forro, uma família de cotias. Fazem festa a noite e eu não  me importo… Gosto do barulho de unha na madeira.

Vou sumir por uns dias – aqui não tem internet… Mas, óbvio, peguei a estrada, vim para a cidade e encontrei um restaurante (o único com internet wi-fi)… Ô vício que não me deixa desligar. On-off.

Vejo vocês no ano que vem.

Do fundo do coração, boas entradas.

Abaixo, uma galeria de fotos. Alice descobriu Brasília e não deu pelota para Lulas e Arrudas. Se jogou na grama, pensou em se alistar, tentou comer carpas e nem ligou para o quintal brega da dona Marisa. Que inveja eu tenho da Alice.

Cartão de Boas Festas

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O médico monstro saiu da jaula.

O menino perdeu a mãe, ganhou um pai e virou um escândalo.

O cartão de crédito não funciona.

Que venha 2010, queridos!

monkeyfunky

Casa de mãe

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
cansaço se cura com comida

cansaço se cura com comida

Calor de 30 graus em São Paulo.
Trânsito caótico numa hora imprópria.
Saí correndo, perdi a mortadela, o peru, o salsichão. Pensei em montar uma banca de camelô na 25 de março.
“A mortadela perdida – frios”

Casa. Mochila. Bolsa. Um isopor. Computador.
Na mochila, cabo de celular, cabo de computador. Uma camiseta. Uma camisola.
Nem escova de dente levei.
2 ameixas.
No isopor, 120 bruxinhas da Pati Piva.
Não conto para quem não conhece. É conversa de especialista.
Imagine um bis tamanho GG com doce de leite, brigadeiro, bicho de pé.
Comida de criança com visual de doce fino paulista. Reconforta.
Vovó vai achar muito chique e vai contar para as amigas.

No aeroporto, um abraço e um cheque para Moacir, meu taxista há 7 anos.
No lugar do sindicalista brasileiro, um trabalhador paulista, corintiano (!).
Morou com a mãe + esposa + 2 filhos e neta até completar 52 anos.
Agora paga um 2 quartos na região de Guarulhos.
Foi caminhoneiro.
Trabalhou em fábrica de motor.
Não aposentou porque o ex-patrão disse que pagou, mas não pagou 11 anos de FGTS e INSS.
Guerreiro.
Brigador.
Mas mudei o foco.

No aeroporto, meu isopor causou desconfiança.
Subi, desci, andei, voltei.
O que tem aí?
Chocolate.
Posso abrir?
Pode.
Não abriu. A fila era grande demais. Muito o que fazer para ainda averiguar isopor.
Carimbou meu bilhete.
Calor.
Começo a suar na nuca.
Portão 11.

Não lembro da minha senha da internet.
9,90 – duas horas.
Marina Silva vem caminhando.
Eu votaria nela. Pensei comigo: se fosse a Dilma, acho que eu gritava, falava alguma besteira.

Chamam os passageiros do Portão 12. Meu ouvido biônico me salva.
Era o meu vôo e ninguém avisou que havia mudado de portão.
No avião, 20 minutos esperando por passageiros que não têm ouvido biônico.

Uma moça, mineira, pergunta o que levo no isopor.
Eu nem penso e respondo:

“- As cinzas do vovô.

Ela, a tripulação, todos em volta, mudos.
Um sujeito faz cara de preocupação. Cinza paga? Cinza pode? Que lei que diz o quê?

E eu completo:

“- Em São Paulo é mais barato.”
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Correndo sem sair do lugar

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

culpa

 

FIM de ano com “F” maiúsculo.
Queria ter mais tempo de, nessa escapada, dizer mais aqui.
Mas hoje não dá.
Tenho vôo às 18h30.
Tenho mala que não fiz.
Tenho hora ao meio dia.
Tenho uma lista.
Tenho trabalho.
Tenho… não tenho.
Não.

Muitas vezes a vida é tosca mesmo.
Não tem glam, não tem twist, não tem nada.
Não tem make, não tem escova que resolvam.
Viagem exótica.
Computador novo.

Eu (?) tenho que dar tanta satisfação.
Do que eu escrevo – e é público.
Do que eu assumo – e não é público?
E eu sou só isso aí.
Um blog, um blip, um twitter, um cartão, uma foto, uma frase, um veneno.
Uma conta de luz, uma de celular.
Condomínio.

Uma em meio a 190 milhões.

Não estou na telinha.
Não fiz filme.
Não usei vestidinho curto causando na faculdade.
Nasci com uma carinha de boneca. E estraguei tudo.
Espírito endemoniado.

Deus me livre desse povo que acha lindo a vida de star.

amiguinhos

copos

domingo, 20 de dezembro de 2009

O domingo começa conforme combinado.
Fui dormir e acordei quando quis.
No café, a preguiça reinou. Chá com biscoitos amanteigados (que vieram numa cesta de Natal).
Banho e penhoir (!).
Cabelos não viram um pente.
Faz sol lá fora. Quase três horas da tarde e nem abri o jornal. Pulei o almoço.

Foto criada em 2009-12-19 às 16.28Foto criada em 2009-12-19 às 16.28 #2

La Promenade

Domingo. Um dia de ócio e meditação. Comprei a Biografia de Marc Chagall. Um homem que nasceu num assentamento. Viveu clandestino em São Petersburgo. Fugiu para Paris. Anos depois, fugiu para Nova York. Teve três amores: Thea, Bella e Vava.

Pintou quadros tão lindos.

Eu quando vi La Promenade fiquei com raiva.
Era muito cedo para ver algo tão definitivo.
Imaginem Chagall, que estava com trinta anos…
promenade

Alma que é pequena embora a família seja do poeta

Na minha janela, primeiro foram as cambacicas. Quíííííííííí.
Agora, sanhaços que imagino azuis disputam água cor-de-rosa. Ouço as patinhas, a briga pelo melhor lugar – mas não me mexo para que eles não voem e me deixem sozinha aqui.
Na internet, banalidades.
Penso no filho do ladrão do cinema lutando pela vida e confirmo que tenho uma alma bem pequena.
E velha.
Com vinte anos, o moço, ousado, perguntou se eu tinha 30. Eu tinha a mesma idade que ele.
Com vinte, não são rugas que te fazem parecer mais velho.
Mas quando se é cigano, a casa vai nas costas.
E preciso armar a tenda onde seja possível.
Fazer café. Conta de água.
Carro novo. Jardim com flores.
Depois de um tempo, a idade só aumenta.
Não tem creme, injeção ou terapia.
E o jeito é ser assim mesmo.

A culpa é da palavra

Hoje as coisas são esquisitas.
As exposições continuam públicas.
Mas a gente faz confissões para gente que não conhece.
Quer dizer, até conhece, mas nunca viu.
Um texto de Guimarães, uma conversa sobre Paris, Berlim, Rio, São Paulo e filosofia.
Eu continuo achando que o melhor lugar do mundo é a Serra de São José, em Tiradentes.
E ela fica muito melhor quando eu não estou lá.

Falando de Minas, uma coisa levou a outra e encontrei a solução:

Quanto você faz 20 anos está de manhã olhando o sol do meio dia. Aos 60, são seis e meia da tarde e você olha a boca da noite. Mas a noite também tem seus direitos. Esses 60 anos valeram a pena. Investi na amizade, no capital erótico, e não me arrependo. A salvação está em você se dar, se aplicar aos outros. A única coisa não perdoável é não fazer. É preciso vencer esse encaramujamento narcísico, essa tendência à uteração, ao suicídio. Ser curioso. Você só se conhece conhecendo o mundo. Somos um fio nesse imenso tapete cósmico. Mas haja saco!

(Carta de Hélio Pellegrino a Fernando Sabino, revista pelo autor ao fazer 60 anos).

:-P

sábado, 19 de dezembro de 2009

Hoje fiz (quase) tudo o que quis.                                                                                                  Nada.
fim
De manhã, casa arrumada.perfeito
Amanhã prometo passar o dia de penhoir. Descabelada. Comendo caixas de Gaufrette carámelisé.

handle

Simples assim.

Natal e pit-stop

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
flores

Flores de Navidad

Um dos novos leitores do blog me sugeriu por email repensar os conceitos do Natal.
E como esse blog é fora da lei, e mesmo o leitor tendo mandado o comentário privado para “não parecer proselitismo”, a mão coça para publicar e o circo tem mais é que pegar fogo. E aqui não tenho seguidores. Com esse blog, o saldo foi: uma ex-amiga portuguesa, a mãe dela (existe ex-escancaradamente admirada mãe da ex-amiga?), uma ex-sociedade que ia até ter sede em Nova York, e uma família com muito assunto para fofoca virulenta no domingo, depois do almoço.

Segue o email do comentarista secreto:

Percebi que o Natal – não importa se você é católico ou não – representa um ideal. E um bom ideal, acho eu: a salvação do homem – dê cada um a conotação que lhe parecer mais adequada a essa expressão. Que ele ainda exista, não é prova da hipocrisia humana; bem ao contrário: é prova de que a esperança não está perdida. O ideal continua ali, vivo, sob quilos de presentes e panetones, é verdade, mas vivo. Gosto de quando Chesterton usa como metáfora a figura do desenhista que emprega um modelo para fazer seus rascunhos, em busca da perfeição. A rigor, não importa se dois, dez ou cem desenhos tenham ficado ruins; mas importa que a referência tenha permanecido a mesma; do contrário, para quê aquele esforço todo? Bem, se há gente fingindo se esforçar ou que nem mesmo finge mais, isso diz menos da beleza do modelo do que da incapacidade do desenhista.”

As tais bolinhas que comprei no queimão (sem ter árvore) viraram todo um tema.
Surgiram jaboticabas elétricas na janela.
Flores – as minhas flores que são poesias em cores. Essas eu ganhei da Plantation, de Doca Mellão e Keiko Kamimura. E falam por si.

E o meu toque pessoal “PEDRA NA GENI” ficou por conta da guirlanda debochada. Os bichinhos de pelúcia em homenagem a George Orwell  e que parodiam a copa na África do Sul, custaram o olho da cara, mas têm fundamento: são produção da Ong ORIENTAVIDA.

A causa do Big Bang

A causa do Big Bang

Pois toda essa loucura natalina me tirou daquele clima chato de “ano que morreu”. 2009 continua supimpa.

Ora, comecei violenta para mudar tudo e chutar cada balde que encontrasse pela frente. Selecionei os baldes mais sonoros, continuei onde estava, e estou feliz feito zebra na savana.

E o leitor secreto tem razão: pode ser uma espécie de salvação. Mas o meu clima interno tem sido de reflexão. Dizer não é muito mais difícil quando você tem certeza de que esse “não” vai significar ter que deixar muita coisa para trás. Deixar gentes, deixar histórias que ainda não aconteceram. E escolher que erros cometer.

Amanhã vou curtir um dia de solidão. Alice, a cachorra vira-lata, vai dar um rolé pelo Rio de Janeiro.  Ela é realmente muito popular.
E eu vou fazer o que mais gosto: ficar na cama, lendo, ouvindo a vida passar lá fora.

Hoje tive reunião, trabalho, “visita” a uma nova possível proposta de trabalho (meu canto de sereia anda irritantemente corporativo), almoço com moço inteligente e a surpresa de flores, bombons e vinhos no trabalho-hobby. De onde menos se espera… Menos se espera. Risos.

Sei que esse tal de Natal tem algo de muito louco: dar descaradamente esperando receber.
O vinho, as flores, os chocolates (e falei que veio cocada também?), todo mundo dá porque espera algo. O dar descompromissado é outro departamento e você tem que chegar no nivel 70 de Farmville, além de ter uma gangue MafiaWars com 500 integrantes e ser o campeão do bolão da Copa. Não é impossível!

Mas seja lá o que esperam receber, eu não prometi nada. E é muito bom ganhar. E também me dou.

Esse blog é isso. Seja lá o que dê, é para quem quiser receber. É para você que perde o seu tempo aqui com uma balzaca que nasceu com um defeito para lá de maravilhoso. Inconsistência comportamental e intemperança verbal. Doa a quem doer. (não resisti)

Guirlanda do bem

Guirlanda do bem

Quando eu era bem pequena, descobri Cecília Meireles. Eu achava que era poesia para criança. Mas não é não.

…Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

(…)
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

(…)
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Cecília Meireles

Já um outro poeta que achei que fosse para gente grande, começou com poemas sujos, tem um nome fantasia forte, mas, depois do gatinho, logo percebi: é um poeta-criança.

Ferreira Gullar.

A vida bate

Não se trata do poema e sim do homem
e sua vida
– a mentida, a ferida, a consentida
vida já ganha e já perdida e ganha
outra vez.
Não se trata do poema e sim da fome
de vida,
o sôfrego pulsar entre constelações
e embrulhos, entre engulhos.
Alguns viajam, vão
a Nova York, a Santiago
do Chile. Outros ficam
mesmo na Rua da Alfândega, detrás
de balcões e de guichês.

Todos te buscam, facho
de vida, escuro e claro,
que é mais que a água na grama
que o banho no mar, que o beijo
na boca, mais
que a paixão na cama.

Todos te buscam e só alguns te acham. Alguns
te acham e te perdem.
Outros te acham e não te reconhecem
e há os que se perdem por te achar,
ó desatino
ó verdade, ó fome
de vida!

O amor é difícil
mas pode luzir em qualquer ponto da cidade.
E estamos na cidade
sob as nuvens e entre as águas azuis.
A cidade. Vista do alto
ela é fabril e imaginária, se entrega inteira
como se estivesse pronta.
Vista do alto,
com seus bairros e ruas e avenidas, a cidade
é o refúgio do homem, pertence a todos e a ninguém.
Mas vista
de perto,
revela o seu túrbido presente, sua
carnadura de pânico: as
pessoas que vão e vêm
que entram e saem, que passam
sem rir, sem falar, entre apitos e gases. Ah, o escuro
sangue urbano
movido a juros.
São pessoas que passam sem falar
e estão cheias de vozes
e ruínas . És Antônio?
És Francisco? És Mariana?
Onde escondeste o verde
clarão dos dias? Onde
escondeste a vida
que em teu olhar se apaga mal se acende?
E passamos
carregados de flores sufocadas.
Mas, dentro, no coração,
eu sei,
a vida bate. Subterraneamente,
a vida bate.

Em Caracas, no Harlem, em Nova Delhi,
sob as penas da lei,
em teu pulso,
a vida bate.
E é essa clandestina esperança
misturada ao sal do mar
que me sustenta
esta tarde
debruçado à janela de meu quarto em Ipanema
na América Latina.

(FG)

Sem perdão pela falta de inspiração

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Você também acorda num espírito matador?
Eu me sinto como um aparelho eletrônico.
Uma vez que a bateria está carregada, eu salto da cama.
Já contei aqui que trabalhei durante alguns anos na madrugada.
Levantava sem despertador às três e meia da manhã.
Eu sou super do dia. Sempre fui.
Vez ou outra viro a noite. Mas é raro.

Hoje, por um assunto de trabalho, resolvi ouvir a lista de músicas de uma cantora pop (estamos com uma campanha no ar e você tem que votar na lista de músicas ou na personalidade preferida).
E ouvi uma música que decifrou meu estado de espírito.
Esqueça a letra (estúpida).
Engraçado que já tinha ouvido, mas como é tema de série de vampiros da HBO, não dei pelota.

Falta de assunto, não?

Depois de ler que uma mãe twittou enquanto esperava a ambulância chegar para salvar o filho que acabara de ser afogar na piscina…
E que a moça twittou para avisar que o menino morrera.
E que a moça iria fazer um especial na internet para arrecadar fundos para cremar a criança…

O refrão da música começa a ficar interessante.
Dúbio e perigoso.

Triângulo do pão de queijo

Com sua vida de playboy bem alimentado…
E muita história mal contada.
Aecinho não vai mais correr a maratona presidencial.

Quanta água rolou e a gente nem ficou sabendo.
Vocês viram que o Arruda Panetone era chantageado desde a campanha.
Aecinho, moço descuidado…

Bom para nós por alguns segundos…
Agora vai ser o vampiro contra o rolo-compressor de peruca.

Estamos fritos.

Dica nerd: use a câmera como espelho e tire o make enquanto bloga

Dica nerd: use a câmera como espelho e tire o make enquanto bloga

Compulsividade

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

jason

Compulsão é uma pressão interna pela qual o sujeito é compelido a realizar certos atos ou a ter determinada conduta.
Compulsividade…

Compulsividade é uma palavra que ouvi ontem ao descer 36 andares de elevador.
Descer 10, 12 andares é uma coisa. Descer 36… Dá para ouvir estas e outras barbaridades.
Em segundos que não passavam, a moça falou quatro vezes de uma outra pessoa.
Disse que o que a atrapalhava era a “compulsividade”.
O interlocutor: “É a compulsividade que mata“.
Mata o português do coração, isso sim.

MERETRÍSSIMA é o novo tratamento dado a moças de vida fácil?

Hoje, subindo 36 andares, um entra e chama o outro de “excelentíssimo” – tratamento usado para altas autoridades.
Não chega a ser errado, mas como tem advogado de chama juiz de merEtíssimo
Vai saber o que o excelentíssimo do elevador quis dizer!

Mais um capítulo de MALHAÇÃO

Se a conversa de elevador vale um post, a conversa de vestiário de academia, no mínimo, uma pequena história.
Hoje, arrebentada com meus dois quilos recuperados a contragosto, peguei pesado na malhação.
Puro efeito moral.
Com as costas doloridas, ousei.
Estreei a sauna a vapor do vestiário.
Eu nunca havia entrado lá – pois é território de loucas e desocupadas.
Hoje estava vazia e gastei dez minutos de silêncio ali.
Saí feliz, revigorada, tomei um banho e fui para a trincheira do apocalipse.
Na área dos lockers, a conversa é de hospício.
Duas agradáveis senhoras de mais de 100 kg trocavam inconfidências sobre a vida amorosa.
A mais pesada contava que, agora, estava casada com um senhor 40 anos mais velho.
Ele era ótimo, perfeito, ideal, dava dinheiro e não pedia os recibos.
(!)
Antes a moça contava que viveu com outro homem por sete anos, mas o coitado não tinha dinheiro e o casamento desandou.
A amiga, compreensiva, participa ativamente: ganhou 12 quilos no último casamento.
Mas agora tudo era diferente: primeiro ela, depois o resto.
E iam desfiando a vida de gastança afinal, marido é para pagar

Traveca do Ronaldo

Eu não sei, mas tenho um desvio de gênero.
Como pode haver gente assim no mundo?
Eu não posso fazer parte dessa patota.
Ser mulher – para uma expressiva quantidade de anelídeos da classe dos hirudíneos marinhos, terrestres e da água doce – é ser sanguessuga?

hohoho

Em se falando em compulsão…
Hoje fui a um queimão de Natal. E comprei umas bolinhas decorativas.
Detalhe: nem árvore tenho.
Nunca decorei a casa, não sou católica e nem curto a comemoração.
A família, que quebrou o pau o ano inteiro por conta de grana dos velhinhos, fica linda reunida diante de uma mesa cheia de comes e bebes.
Todo mundo faz cara de paisagem.
Depois o ano começa…

Come away with me…

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Slow Motion total. Dia 15 e todo mundo concentrado no 24, no 31.
Segunda-feira.
Terça-feira.
Começa tudo de novo.

Minha vida rodando – like always.
Mais um “não” para um trabalho bacana. Mais um head hunter me ligando na sequência.
Dizem que, quando a gente procura, o emprego não aparece…
Eu não acredito em superstição, mas acredito em bruxas… Vai saber se me enfeitiçaram.
Aliás, um feitiço bom seria não ter aquele marido bobão, mas ter a grana da Gisele Bündchen.
O corpo… Ah! A gente compra – junto com a roupa invisível do rei.

Tavinho

tavinhpPara os amantes dos bichos, minha dica: a UIPA.
O último caso publicado pelo grupo foi o de Tavinho, um gato bebê que foi cruelmente torturado e, depois, jogado numa lata de lixo.
O gatinho, com olhos azuis, muito meigo e com estimados 45 dias de vida, estava esfolado e quebrado.
Tratado por uma equipe de veterinários, já está caminhando (embora os ferimentos sejam profundos) e tem apetite de leão.

Hoje, conheci Pitchula.
A poodle de dez anos ficou paraplégica e, por três anos, viveu presa numa caixa de papelão deixada ao relento – sob vento, chuva, sol.
Resgatada, está (re)conhecendo o mundo e vai ganhar um carrinho adaptado para que possa voltar a se locomover.
A UIPA está recebendo doações em dinheiro e também recebe brinquedos, bifinhos e guloseimas (que ajudam a desestressar a cadelinha).
Eu vou lá levar uns brinquedinhos para Pitchula.
http://uipasp.fotoblog.uol.com.br/photo20091215122914.html

O gago

Sobre nosso amigo italiano que mandou a catedral no nariz do Berlusconi…
Enquanto os médicos particulares do capo falam que o cara está com dores de cabeça e teve a saúde agravada de ontem para hoje (a cara de pau manteve-se intacta),  Massimo Tartaglia, nosso herói, está preso e pode ser transferido para um hospício.
Pois vejam só: Tartaglia (gago em italiano) é pseudônimo de Niccolò Fontana, o matemático italiano responsável pela solução da equação do terceiro grau.
Nada é por acaso. Nada.

E a Itália, que chique, não tem “doido de jogar pedra”, tem “doido de jogar estátua”.

Três assuntos inacreditáveis do dia:

1) Uma loja japonesa está liquidando robôs humanóides. Por R$395 mil, você leva para casa o robô (que pode ser personalizado) capaz de movimentar a parte superior do corpo e de pronunciar um número limitado de palavras. Tem gente que vai perder o emprego… Nosso Ministro do Trabalho, disseram, está preocupadíssimo (com o próprio pescoço). Alguns senadores também levaram o caso para apreciação.

2) Por falar em Japão, a Toyota aprontou.
A montadora teve que tirar do ar um anúncio. No filme, um jovem chega para buscar a namorada e, numa conversa com o pai dela, faz várias referências sexuais. Quando o jovem mostra o carro, o pai, antes raivoso, vira uma simpatia e também fala frases com referências sexuais. No fim do anúncio, a menina se despede dizendo “I’m ready to blow”.
O anúncio foi uma tentativa da Toyota de usar mídias sociais para promover um carro que é vendido principalmente para jovens mulheres na Austrália.
O filme foi produzido depois que a Toyota abriu uma competição no Facebook em parceria com a agência publicitária Saatchi & Saatchi. A competição rolou em novembro e teve votação de internautas.
A propaganda “Clean Getaway” (“Escapada limpa”), foi a vencedora.
Sem comentários.

3) O volante Richarlyson, do São Paulo, adotou um visual que é bem engraçado. Ele colocou um aplique nos cabelos e virou uma mistura de Chitão com Ronaldinho Gaúcho. Pois a novidade gerou ameaças de morte por parte de torcedores. Dizem que o jogador é tipo Renato Russo.
Ser ele pode, não pode parecer…

O mundo gira e nada muda…

Sustentável

Mudando de assunto, mas não fugindo da confusão, fiquei sabendo que nossa futura presidenta arrasou em Copenhage. A fofa falou que o meio ambiente atrapalha o desenvolvimento sustentável.
Não acreditou: veja com os próprios olhos:

DILMÃO E SUA BOCARRA

Alô, Playboy, está aí a próxima capa que vocês tanto procuraravam. Famosa e estúpida – porque boazuda… Bem Fernanda, a Young, explica que beleza não é tudo. Importante é ler Proust.
A Dilma leva jeito, afinal, ela já teve um CV com mestrado e doutorado falsos…
Verãomen

Ah, que beleza é o verão.

Ele chega e tenho que me atualizar. Tenho que ficar por dentro das 10 dicas para usar biquínis, preciso perder 5 quilos em uma semana e ainda estou sem saber os segredos para proteger os cabelos do sal e do sol.

E nos Estados Unidos o povo faz escândalo porque repetiram uma capa e as chamadas de capa da Men´s Health…
Santa honestidade!

Uma dúvida que não quer calar: por que me seguem no twitter? Por que?