Arquivo de maio de 2010

xarope

terça-feira, 18 de maio de 2010

acordar
quebrada
tosse
amuada
correr
muscular
trabalho
tosse
roteiro
dor
dummont
passarinho

Cá entre nós
E os bons e velhos tempos
onde era tudo
sessão da tarde?

“My salad days, when I was green in judgment.” – (Act I, Scene V).
William Shakespeare

Vacinada

terça-feira, 18 de maio de 2010

E derrubada.
Dizem que foi a vacina da influenza.
Amanheci de cara inchada, com dor de garganta, tossindo.

Momento ótimo para ficar em casa…
But…

T’is neither here nor there” – (Act IV, Scene III).

I will wear my heart upon my sleeve for daws to peck at” – (Act I, Scene I).

E tenho lido.

O fim das coisas

sábado, 15 de maio de 2010

Num dia de sol, azul
Num dia cinza, foco
Ter coragem com medo
Ter fé
Fazer o que é certo até por que tudo errado?
Automático

oOoOoOoOo

Quando eu estou lááááá embaixo, tenho vontade de rir.
Já contei do homem morto e eu rindo sem parar?
Pois veja você
Dilma agora é Mandela.
Menina de 16 não pode sem blusa
Ai, Nosa Senhora da Pachorra anti-Ministério Público
Lena Horne era branca
Ava, negra
Na Espanha, juiz vira réu
Franco tem quem o defenda
E tem gente que ainda gosta de Cuba

Onde eu fui parar?

5h40

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Quando o sapato aperta, os amigos estão aí.
E quando não aperta, também.
E tudo é publicado via internet.

Hoje li um post sensacional. Leia no original e divirta-se!
http://gawker.com/5538497/how-to-blog-about-your-messy-divorce?skyline=true&s=i

Uma mulher de bilionário publica em detalhes todos os bastidores do divórcio. O marido é dono da montadora de automóveis elétricos Tesla.
5 filhos, uma amante mais nova, ela + um blog.
Ela conta tudo numa boa, do encontro com a outra na casa do ex até o que ela está pedindo na partilha de bens.

E a Gawker levanta as lições da história: desnudar-se não é auto-destrutivo se for feito de maneira racional, transparente, sendo possível inclusive ganhar simpatia. Ah! Fale mal de você mesmo antes que seus inimigos o façam.
O jeito anti-americano de ser (segundo eles, o jeito francês).

Divertido.

oOoOoOoOo

Efeito colateral: troquei meu querido Blackberry por um odiado iPhone.
Depois de dois meses, consegui passar a minha ex-linha corporativa para meu nome e tive que comprar um aparelho às pressas para devolver o antigo.
E adivinhem: blackberries estão em falta!
Tive que me contentar com um iPhone.
Resultado?
Meus emails não chegam à caixa postal, metade da minha lista de contatos desapareceu…

Pousos e decolagens

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Hoje recebi de presente uma agulhada profunda na tiróide.
Para mim, nada, mas nada mesmo é por acaso.
Eu, você e todos nós estamos aqui por alguma razão. Seja ela bem pequena. Porque essa mania de achar que viemos para brilhar é coisa de baiano (risos).

Talvez minha missão seja tomar agulhada na tiróide.

Melhor que a do menino que é o unico sobrevivente do vôo que matou 103 na Líbia.
Eu não consigo imaginar como ele vai fazer limonada dessa tragédia.
Mas ele tem algo a fazer. Ou já fez.

oOoOoOoOoOo

Mudando do suco para o vinho, depois de muita correria, tempos de “tempo”.
Eu não sei mais o que é isso.
E em vários posts, questiono.
Na segunda-feira, tive um dia atípico.
E isso foi muito forte.
Fico aqui pensando que essas coisas pequenas que insistimos em deixar de lado são o tempero que dá graça.

Agora que aprendi a comer comida saudável de novo, tenho um novo desafio.
Agrandar esses pequenos detalhes que tornam cada dia especial.

Em caso de emergência, quebre o vidro

terça-feira, 11 de maio de 2010
Careta engraçada by Beta Germano

Essa danada dessa internet. Um amigo conta que vai ser pai, convida para o chá de bebê e indica via email um blog de uma empresa que faz fraldas ecofriendly.
Eu faço o pedido por email, faço um doc eletrônico e voilá! Presente a caminho.
Outro amigo manda email contando que descobriu um amigo que esteve morando anos no Japão e está em Sampa, CEO de uma empresa.
Eu ligo para o amigo que deu a notícia para saber tudo – ora, a internet vai até certo ponto.
Você se lembra de como era o mundo antes do email? Eu não…

OoOoOoOoOo

Eu fico pensando se um vidro quebrado em meio a uma tempestade (que não é em copo d`água) não provoca mais confusão…

Enfim, muitas vezes é preciso de todo um cenário.

OoOoOoOoOo

Tenho conversado com vários amigos – todos com mais de 40 – sobre os filhos teens ou conhecidos de vinte e poucos.
A tal da geração Y é motivo de muitas histórias.
E todos que são pais têm uma opinião: educação.
Que a geração semi-nova se ache a última balinha do pacote, que não tenha paciência, que não ouça bem (quase nenhum passa no teste de audimetria para conselhos e ordens)…
Arrogância, fraqueza de caráter e outras acusações feias não podem ser  características geracionais. Abomino pesquisas que apontem para uma generalização tão tosca.
Isso parece desculpa de época de ditadura. É assim porque é assim.
Mas que tem gente que se aproveita da brincadeira…
Isso tem.

Dia de festa

domingo, 9 de maio de 2010


Chuva no Rio.
Eu passo em frente ao Othon Olinda.
Othon Lancaster.
O tempo cinza e eu lembro das compras modernas que fizemos com meu pai.
Rock in Rio II.
Richards.
Roupas coloridas para ele se misturar às tribos.
E ele ficou parecendo um gringo – daqueles com blusa florida.
E vinha gente falar em inglês com ele.
E ele usava todo o vasto vocabulário – yes, no, ok.

“Enfrentou” um dia inteiro.

No dia seguinte, não quis ir. Preferiu perambular pelo Rio.

Eu fui sozinha – com um taxista horrorizado por estar com uma menina “jogada na multidão”.
Foi me buscar na volta e não quis receber a corrida.
Pensou no tipo de gente que me criava.

Meu pai ficava muito bem com roupas coloridas.

L’étranger

sábado, 8 de maio de 2010

Soyez en tous lieux, à être un spectateur.
Les endroits où ils ne veulent pas l’être.
Voir comment ils réagissent dans une situation de haute pression.
Accompagner une dynamique de groupe.
Voyez comment ils changent si elles ont de l’entreprise.

Découvrez tout ce que vous ne voulez pas savoir.

Continuer.
Etre un étranger perpétuelle.
Et n’ayez pas peur.

Des autres.
Qu’ils en disent.
Que pensent-ils.

Les petites choses.

(Sans peur)

Etre un oiseau.
Très petit.

Música

sábado, 8 de maio de 2010

Você também é daquelas pessoas que descobrem em alguns ritmos as suas origens?
Pois eu tenho certeza de houve um pé nas arábias que se “sujou” em algum leste europeu, misturou origens em Portugal e veio para o coração de um antigo Brasil com faca nos dentes e se encontrou no meio do mato.
Do mato vim e, talvez, ao mato voltarei.
E esse caminho torto deixou impressões na pele, no gosto, no jeito.
Da explosão arrogantemente européia na juventude ao jeito forte de um tropeiro com uma alma amansada pelas Minas, eu sou.
Eu tive que sair de lá para entender o espírito que age nas sombras. O que não dá um boi por uma briga, mas dá a boiada quando necessário.
E existe um orgulho de ser: fino com quem tem menos, delicado com quem não é visto.

Detesto a bobagem dos que tudo poderiam, mas preferiram o barulho.
Desprezo os que passam pelas gentes e fingem que nada vêem.
Rio dos que acham que são.

Adoro os que não são, sentem.

Sou árabe.

Gata, o grito foi um hit.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Houve uma época em que o concurso infantil era de grito.
Todo mundo subia no muro e o primeiro da ponta direita gritava e pulava.
Ao final da gritaria, a assembléia abria a votação e o grito mais potente era eleito.
O critério envolvia performance, timbre, eloquência e falta de vergonha na cara.
Ou seja: técnica, zero.

Eu nunca ganhei esse concurso.
Mas fiquei boa no pulo.