Arquivo de fevereiro de 2011

O Pato pateta

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Estou numa fase de misandria…

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Hoje, uma juíza determinou: o jogador do Milan terá que pagar pensão de 50 mil reais para a ex-mulher por 24 meses.
Tudo muito explicadinho: ciumento, ele negociou esse valor com a moça para que ela fosse uma subalterna dona de casa. E nos nove meses em que estiveram casados, ela ganhou essa mesadinha.
Com a separação, a menina virou motivo de risada e não conseguiu mais trabalhar.
Corajosa (pois já sabia que a mídia iria fazer a festa), entrou com o pedido de pensão.
Como um legítimo representante do hommus patetus, o mocinho queria se safar com uma pensãozinha de 5 mil merrecas.
Dançou…
Essa garotada precoce e endinheirada leva susto com o peso da responsabilidade.
E Pato, o pateta, nem tomou o prejuízo e já anda se esfregando com a filha de Berlusconi, mãe de duas crianças.
A história deve acabar superbem também…
Aliás, ter o capo como sogro… Isso é que é imaturidade!

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Eu penso que os meus colegas que seguiram adiante com a profissão de antropólogos devem estar fazendo mil descobertas sobre o maravilhoso mundo humano moderno.
São casamentos e separações numa velocidade de cruzeiro.
São filhos e filhos com vários pais.
Em época de Chiquinho Scarpa faturar em cima de morte de ex-mulher decadentíssima, quem tem pressa e não pensa está em alta.
E tem muito filho criando pai por aí…
Hoje em dia, navalha na carne é coisa démodé.

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Eu vou colocar meu Valdick Soriano no último volume e não quero papo.

Pegue o bote porque São Paulo virou Atlântida…

Confete eletrônico

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Gravity

Depois de muita briga com a Telefonica, essa companhia que é campeã de reclamações dos consumidores, consegui o telefone de volta.
Já a internet…
Os intelectuais da técnica de PC não conseguiram ligar meu AirPort.
Internet agora só com o cabo arcaico invadindo o meu Mac…
Mas, depois de quatro desligadas na cara, desisti.
Falta agora, além de resolver minha rede wifi, ter de novo TV a cabo.
Santa Incompetência eletrônica.

Enquanto a vizinhança ainda se liga num PC, o carnaval comeu solto na rua.
Eu venho de mau humor porque tive que dar uma volta de 20 quarteirões para chegar em casa e encontro aquele bêbado gaiato elogiando meu charme.
Penso comigo: o último que caiu nessa, gato, reclamou do meu “charme” depois de um tempo.
(Risos escondidos).
Olho para o bebum, bato a porta da garagem e subo batendo o pé.
Pego minha Alice carnavalesca e vou dar uma volta entre os foliões.
Hoje eu não estava para Paulinho da Viola ou Beth Carvalho atravessados e fora do tom.
O bêbado, agora dirigido – santa inconsequência – para para falar do charme.
Levanto minha saia, faço bundalelê de bermuda e saio bem gaiata.

Cada um com o carnaval que merece…
E dá-lhe confete paulistano.

Fora do ar

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Este blog espera que a Telefonica religue minha linha de telefone (destruida na ultima chuva) e, depois, que o Speedy (Slowly maybe?) devolva o acesso a internet.
Para passar o tempo, acredita que a TVA deve resolver os problemas com o cabo e, assim, teremos TV.

Ohmmmmmmmmm…

Ps: esse post foi patrocinado pela Vivo – acredite se quiser.

Se essa rua, se essa rua…

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Alice não mora mais aqui

Eu mandava limpar a neve, mandava clarear a vista e obrigava todo mundo a dizer “eba, eba” todos os dias.
Mas, como ela não é, deixe a neve cair e o povo correr para cima e para baixo sem ter tempo de ver passarinhos que sabem se esconder do frio e cantar.

Estou empacotando as tais compras feitas pela internet. Se eu disser que tive que colocar tudo numa caixa, você acredita?
Pois para quê complicar? Vou pagar a taxa de excesso e tudo vai dar certo.
Mesmo que eu pareça uma feirante de domingo.

Complicar é uma doença moderna.
Queremos tudo o que é enrolado.
O amor impossível.
O trabalho difícil.
A aparência inexistente.
Morar lá quando se é feliz aqui.
Desistir antes de tentar.
Inovar antes de confirmar se o duvidoso é boa pedida.

Ah, ando numa fase de desencapar fios.
Esse foi um.
Eu insisto em querer economizar em algumas coisas que ficam muito mais bacanas quando pagamos o devido.
Lição aprendida.

Sobre o tempo: eu gosto de frio, mas -7,5oC é tão maluco quanto o calor e a chuva brasileiros.
Deixa eu voltar para casa cheia de badulaques e com a cabeça fervilhando de confete.

Ciao, NYC.

E as cebolas?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Domingo para lá e para cá.
Do Harlem ao Upper East Side com sapatinho flat e três meias.
Estou numa fase monja-bonga, sem beber nada que contenha álcool e comendo umas gororobas naturebas deliciosas (todo tipo de berry, orgânicos, integrais e afins) e, para solucionar este “problema”, é só chamar o amigo David Presas.
Em Eataly, duas reservas em restaurantes diferentes, uma parada estratégica no pátio do mercado (alô, Mercado Central de Belo Horizonte, você continua campeão!)… e foi questão de tempo.
Chega David, com sua bolsa fashion, seu jeito de Woody Allen e já flerta com duas albanesas gatas atrás de nós.
Cara dura!
E o maitre se apaixona.
Comemos tudo o que havia de frios italianos.
Eu me amarrei num bebê que dava birra para provar salaminho (as 22h!).
David se amarrou na vida.
Dos frios partimos para sardinhas com pimentões…
E fomos para o restaurante de massas.
Mesmo com a pança cheia de limonada e pão italiano, a noite era apenas uma criança boba ao lado de David.
Na entrada do restaurante, ele já estava íntimo da hostess que nos levou para uma mesa reservadíssima ao lado da Yakuza (!).
E aí a noite desembestou.
Todos os garçons queriam falar com David.
Quando chegou Alba, a última dos moicanos em nossa animada gangue, eu já estava bêbada com água gasosa com limão siciliano e por ouvir as maiores loucuras. Gritava e gesticulava insana.
Mágica no absurdo, lobo bobo.
O garçon russo até posou para a foto… Pena que não tenho uma cópia aqui comigo para vocês.
E, ainda, fechamos o mercado naquela algazarra brasileira, roubando maçãs e pimentões como criança que faz molecagem.
E tomando café com a Monica Belucci do cartaz.
Hoje?
A neve bateu na janela, Trader Joe’s e uma volta para ver a paisagem de cartão postal no Central Park.
Aqui é feriado.
E eu, apesar de não gostar de neve, gosto de bota de borracha abrindo caminho no asfalto.

Bom começo de semana de pré-carnaval para todos.

Pés cansados

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Vento que leva sacola de supermercado cheia de frutas…
Uma infusão de flores e folhas.
Tiro sapato, meia e saco meu creme de pé.
Massagem nos pés, água com gosto de hortelã e hibiscus.
Ninguém se incomoda com meu strip necessário.

Saí com meia fina, macaquinho de ginástica, camisa, vestido, casaco de couro, trench coat, luva, cachecol e chapéu.
Tremi de frio.

Carlos Saura me aqueceu com seu flamenco fora do padrão.

Dispensei o drink pós-espetáculo.
Cama quente e um domingo inteiro para viver…

Xotes e Fricotes

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Cheguei – primeira vez que viajo sem meu computador em anos!
O iPad me força a cometer erros de grafia abomináveis…

Camisa Listada

Cheguei cedo, fui liberada rapidinho na imigração, li “50 anos a Mil” em cem minutos – divertido e louco.
O dia, ao contrário de todas as previsões, foi lindo e até um pouco quente.
De tarde, tive que enrolar o casaco na cintura para sentir o ar do SoHo.

Vim – mais uma vez – para Nova York.
Vim acertar contas.
Vim nadar contra a corrente que me arrastou no último ano.
Depois de 11 anos, tomei um pé na bunda.
É isso – a seco mesmo.

Então, vamos arrumar a casa fazendo o que eu faço bem.
Viajar.

Já de cara encontro com aquele VP amigo na rua – sem marcar.
Union Square, Woolster st, Time Square, Lincoln Center, Park Avenue, Madison.
Vou no “meu” hair stylist que, por acaso, faz a cabeça de Olivia Wilde, Catherine Z. Jones e outras mocinhas que querem aparecer…
Peço para mudar tudo: raspe!
Coloca aplique, pinta de louro, arranca – eu não quero mais esse cabelo e essa cara de quem não deu certo.

Ele ri, lembra do meu louro fatal, faz o chá e fala: não vou mudar nada.
– Esses “barbeiros” brasileiros são mestres.
Seu cabelo está perfeito. Perfeito.
E eu não vou mexer.
Vou cortar mais um pouquinho só para sua loucura passar, vou te dar um ar menos moderno e mais Louise Brooks.

Cortou, cortou – falamos da Bahia, nos abraçamos, ganhei uma foto da última NYFashion Week.
Ficamos de nos ver em abril.
– Tira uma foto para eu levar para o Vidal Sassoon.

Compras e encomendas resgatadas, ando pela cidade.
Metrô. Caminhada.
Vejo as pessoas.
Tomo aquela sopinha de lentilha que tanto me encanta.

Louise Brooks.
Frio delicioso.
O que essa cidade tem ou o que eu tenho que faz a gente se dar tão bem?

Contei do motorista haitiano?
Viemos falando francês, criolo, inglês.
Ele pegou minha mala e nos abraçamos longamente.
– Tenha um dia bonito.
– Tenha uma vida boa.

E fiquei com o Central Park ao fundo pensando que é muito bom ter coragem e uma certa loucura pela vida.

Sob a água

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Uma mania de olhar para trás e sentir conforto.
Um presente que não se encaixou nos planos certos do passado.
Um peso.
Um conto suspenso no ar.

Andando por antigas ruas conhecidas, atravessei o passado.
Leve, solto, partilhado.
E segui sob o resto de chuva a olhar, mais uma vez, para trás.

A urgência de enxergar além do nariz.
A quase-paralisia.
Um caminhar lento.
Articulações estouradas, músculos empedrados, ligamentos rompidos.

Um saber que não há mais hora do recreio.
E que o passado é apenas uma entre tantas interpretações.

Um andar às cegas…
Como um seqüestrado que, depois do pagamento do resgate, é abandonado.

A vontade de ter olhos muito abertos.
O grito abafado.
Enxergar inclusive debaixo d’água.

(Por João)

Macaquitos

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Flores.
A casa cheia de flores coloridas.
Parece que tenho um quintal imaginário de onde tiro pintinhas amarelas, azuis, laranjas e lilazes.
E invento histórias.
Com gentes distantes.
Com coisas pequenas e sutis que mudam todo o enredo.
Apenas com flores.

Borboletas

Malas prontas para mais uma viagem.
Desta vez seguindo as minhas regras:
– sem planejar;
– sem companhia;
– sem compras (tudo feito antecipado e on line);
– com ótimos reencontros marcados.

A viagem marca uma nova fase.
A da Macaca.
A partir de agora, não ouço, não vejo e não falo.
E toco minha nave louca.
É o tal do grau anareta.

Frase do dia?
What is the definition of insanity?
It’s when you do something wrong repeatedly and expect a different result.

Tosca e de blockbuster. Risos.

Vamos falar de poesia?
viver é super difícil
o mais fundo
está sempre na superfície
Leminski

A louca.
A rápida.
A que fala tudo o que pensa (?).
A cheia de expectativas.
A tradutora oficial.
A que cansou da guerra.
A do signo de fogo.
A flecha em direção ao infinito.

Inquietude companheira, vamos mais uma vez.
Em busca do que está além.
Com a fé que, agora, tem algo de João, além de Maria, de Chlóris, de Otto.

A tal da lei da relatividade

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Tenho lido na web “recados” interessantes de amigos e conhecidos.
Uns não acreditam em amor “moderno”, outros anunciam casamento, a foto do filho, mortes e festas.
Fotos sensuais, opinião sobre a presidente do Brasil, viagens a Ibiza, Saint Tropez e muito mais.

Mas, McLuhan, se o meio é a mensagem, a mensagem em si é uma redundância?
Estamos aí para colocar a vida em pratos limpos?
Ou para tecer uma novela particular?
Para falar que o trabalho anda chato, que aquele colega é um imbecil, para mostrar para o ex que, sim, vamos bem, bebendo todas e ainda viajando pacas?
Para mostrar o que comemos, quanto malhamos, a pré-estréia que assistimos?

Eu acho mesmo que estamos muito carentes.
Que queríamos mais festa, mais beijo, mais gente.
Ou estamos doentes?
Essa muleta aqui é cachaça pura.

Aqui, as melhores fotos, as festas mais badaladas, os murmúrios que dão margens a comentários.
Aqui, o lindo, o bacana, o inusitado.
Da tela para fora, uma vidinha mais ou menos, uma pancinha, uma dor de cotovelo.
Uma deprê basiquinha.
Um aperto para pagar a conta.
Uma cafonice, querida, nem te conto.
Uma espinha na ponta do nariz.

Então, façamos um pacto.
Eu continuo escrevendo a dor e a delícia de ser uma anônima na multidão e você toma um chopp comigo qualquer dia desses?

Think outside of the box