Arquivo de fevereiro de 2011

Carango

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Hoje foi dia de acelerar nas curvas.
Carro limpinho e chuva.
Carro com ABS ajeitadinho.
Corrida maluca o dia todo.
Discurso na sala de espera.
Pelo fim da espera!
Gracinhas por aí.
Meu nariz vermelho saiu da toca.
Compras loucas para evitar a chatice na viagem.
Calor.
Sorvete.
Sono.
Boa noite.

Malu de bicicleta?

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A história do filme é boa.
Relacionamento em tempos modernos.
Abrir a guarda, gostar, conviver, sobreviver às expectativas, falhar, tentar seguir.
Os atores não seguram – mas o filme diverte.

Num sábado de calor, cinema de surpresa é sempre bom.
Mesmo que seja filme assim-assim.

Eu, em fase 2.0, não tenho andado de bicicleta, mas arrisco minhas manobras.

O admirável, para mim, é que este calor tem me dado sono.
E acordo em uma das seguintes versões:
1 – Melada e amassada;
2 – Refrigerada e gripada.

Hoje vou tentar a opção 1.

Café com bolo?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Um pedacinho?

Saído diretamente do maravilhoso mundo do bolo de caixinha, um dia e tanto.

Acordei tarde – dormi mais tarde ainda.
O calor escaldante fazia com que o banho gelado fosse obrigatório e repetido três vezes ao dia.
Um momento salão incluído no cardápio.
Flores e uma batida chatinha na minha roda – que bom é não ser homem e só falar: “ooops“.
No estacionamento, 20 minutos de explicação para a turma.
– Não, não estou mais na Berrini, trabalho em casa.
Desconforto básico ao ver que os dois ouviam uma explicação diferente:
– Virei madame, agora só faço bolo de coco e bato a roda liga leve do meu carrão no meio fio da Dr.Arnaldo.
Seu Creisson, não traduz, please!

No almoço, comida de sexta-feira. Macarrão com macarrão.
Nada de saladinha, frutinha, saudezinha e vitamininha.
Flores do campo.
Girassóis.
Minha Mafaldinha chega na latinha.
Roupa de cama florida para dar um ar caipira a São Paulo.
Banho na Alice.

Mais uma rodada de mil conversas com fornecedores.
– Pois é, cara, o cliente ainda não deu retorno e, se você não puder segurar o orçamento, paciência.

Bolo de caixinha.
Coco gelado.
Vai ficar perfeito com meu sorvete que veio por engano.
Crocante da La Basque.
Facebook.
Mais um momento de superexposição narcisística.
Flores, gatos, bolo e outros quitutes.

Calor.
Calor.
Calor.

Banho gelado.

Sexta-feira abre alas e me traz uma chuvinha de verão. Vontade de sair para a rua.

Chá com pão árabe, coalhada seca e azeitona preta.
Penso no bolo e digo: “até amanhã”.
Vejo a série francesa no GNT e falo francês, com biquinho, sozinha em casa.
O roteiro é sempre o mesmo:
– Je ne parle pas très bien le français, mais je comprends ce que vous dites. Si vous ne parlez pas trop vite …
Ah … J’ai étudié deux ans et j’ai passé près de trois mois à Paris. J’écris mal et ma grammaire est mauvaise.

Calor.
Mais um banho.
Bolo na geladeira.
Bolo de coco.
Sexta-feira balzaca.
Sem álcool e sem censura.

Back to the…

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A história começa em 2011.
Marty McFly (Ana Pessoa) é uma balzaca desobediente que vive longe dos pais (George e Lorraine McFly) em São Paulo Valley, uma megalópole da América Latina.
A profissional liberal e só pensa em novos caminhos (o que não agrada seus pais, principalmente sua mãe, por ser bastante conservadora).
Avessa à caridade, ela não doou dinheiro para salvar a torre do relógio da cidade que tinha sido atingida por um raio anos antes, na noite de 12 de Novembro de 1955.

o0o0o0o

Faz um calor de sauna turca no Egito.
Entediada depois de um dia mala, Mc Fly tem uma idéia.
Vai voltar para outubro de 2010 e arrumar aquela viagem que foi um desastre.
Animada, saca o cartão de crédito e fecha os olhos…
De repente, um raio corta o céu…

o0o0o0o

Não perca o próximo capítulo dessa eletrizante aventura.
Um filme baseado em “A Fuga das Galinhas”.
Dirigido por Robert Zemeckis e com participação especial de Michael J. Fox.

Calor de Bagdá

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Uma boa pedida

Enquanto o mundo dava voltas, fugi da rotina.
Laboratório e parque.
Alice me esperou no carro enquanto me espetavam mais uma vez.
Alice é uma cadela muito fina.
Acho que eu não educaria um filho melhor do que essa vira-lata.

E fomos as duas para nosso habitat natural de quando ela era um bebê-cachorro.
Parque Villa-Lobos.

Sol escaldante.
Coloquei um protetor gosmento francês que ganhei de amostra-grátis na farmácia porque o produto vai vencer em abril e pé no asfalto.
Demos uma volta só.
Parei no buraco da minha amiga corujinha e me preocupei.
Havia muitas penas do lado de fora.
Espero que nenhum gato tenha feito um estrago.

Alice não entendeu o passeio.
Sempre demos duas voltas correndo.
Desta vez, uma só e caminhando.
Ela pediu arrego antes de mim.
E eu achei uma maravilha poder ir ao parque às 10h30 da manhã enquanto o mundo leva uma vida séria dentro dos escritórios.
Que sol.

Levei Murakami para passear.
Almocei salada com hortelã.
Assisti “The Kids are All Right” – recomendo.
E estamos todos aqui no chão da sala, eu, o gato, a cadela, com as janelas escancaradas e sem conseguir dormir.

O ruim de morar em apartamento é não poder tomar uma ducha de cajueiro.
O bom de tirar um dia para si, é não fazer simplesmente nada produtivo e se sentir absolutamente feliz.

E que venha a quinta-feira.

Cadê Thereza?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ontem fui almoçar com as amigas de longa data.
Escolhemos a Mercearia do Conde, que tem aquela cara de circo mágico.

Nos conhecemos há cerca de 9 anos.
Trabalhamos juntas.

Eu, a mais nova, fui a primeira a sair.
Uma, a mãe solteira, casou, mudou de área e anda muito feliz.
A outra, a ex-bailarina e modelo, mudou de “casa”, acaba de casar e anda bem bonitona.

Na hora da saída, encontramos Thereza Collor.
Baixinha, brejeira, linda, simpática.
Impossível não olhar e falar com ela e pensar na história dura que ela viveu com Pedro.

Enquanto todas falavam, fiquei pensando.
Há uma década, nossos planos e certezas eram outros.
Não acertamos um sequer.
Aquele namoro acabou, o trabalho de então não era “o grande lance”, aquela vida certinha revelou-se uma furada e mudamos tudo.
Sobrevivemos.
Demos certo.

Pode parecer loucura, mas sabe o que realmente acho?
Planejamento é uma tentativa infantil dos homens de controlar o incontrolável.
Melhor sentir as marés…

O caminho mais difícil

domingo, 6 de fevereiro de 2011

com mamão picado

– Merda.

Mais um domingo acordando sozinha e muito cedo.
Depois de uma hora preguiçosa na cama lendo nada no jornal, preparar o café.
Dieta nova.
Ovo mexido com presunto de peru.
Suco de laranja espremida na hora.
Nada mal.

Na segunda laranja, a raiva do mundo, daquele papo chato, daquela preguiça, de tanta indecisão, a raiva passou.
Suco de laranja pera.
Sol forte lá fora e nem eram oito horas.

Comida para os bichos.

Preparei o ovo – 2 colheres de leite desnatado, fogo baixo.
Piquei o presunto: olhando assim, era até muita comida.
Comecei a espremer laranjas.
Tríceps – apesar dos maus tratos, o músculo resistia de pé.

Mamão picado no liquidificador.
Laranja com gominhos.
6 cubos de gelo.

Ovos mexidos, torrada, suco.
Domingo de sol.
Raiva do quê mesmo?

Passeio no Ibirapuera.

Sobre o texto de Fernanda

sábado, 5 de fevereiro de 2011

“Ah… minha querida, eu tenho medo é dessa simbiose da gente…
com você quis mais que um casamento… eu quis tocar uma verdade”

Eu sei que vou te amar

Desde que virou colunista da Folha, não perco um texto da Fernanda Torres.
Da atriz, gosto da voluptuosa de “Eu sei que vou te amar” – e já falei com Jabor que ele nos deu o melhor da atriz cedo demais.
Engraçado que, na semana da morte de Maria Schneider, faz pensar como cada uma viveu a vida depois de um sucesso tão grande e tão verdes.
Fernanda tinha 20. Maria, 19.
Fernanda emagreceu, caiu no besteirol, casou e não te convidou.
Maria pirou, caiu mil vezes e nunca mais se levantou.
Morreu.

Bom, hoje li a Folha e pulei a coluna da atriz.
Puro descuido.
E no Facebook, o Marcelo Tas fez o que faz de melhor: puxa o saco de quem interessa.
No caso, da Fernanda.
Fiquei curiosa e li a coluna esquecida.

O texto é negro.
Fernanda caiu.
Fim de ano pesado. Mortes, dores, doenças, problemas na família.
A psquiatra receitou um Rivotril.
Ela não se deu bem.
E consultou o mar de Fernando de Noronha.
Ouviu os outros também:

“Finja! Crie um personagem e finja ser ele”, me disse Domingos Oliveira. “Quem enfrenta a realidade enlouquece, a única saída para a sanidade é uma dose de alienação. A arte é a única saída possível.”

(in Folha de S.Paulo, 05/02/2011, Rivotril – por Fernanda Torres)

Achei tudo muito irônico pois tenho visto o número de gente que acessa meu blog subir e o número de comentários diminuir.Vovó sempre fala: Ri e o mundo rirá contingo. Chore e chorarás sozinha.

Pois meus textos andam numa pretura de betume.
Fazer o quê?
Cansei de ser palhaça.
Quando eu ando feliz da vida, a veia cômica vem forte.
Quando eu estou gente grande, fico preta.
Pode-se dizer que é uma modalidade de racismo literário.
E poucos têm a coragem de se auto-revelar assim.

Há quem me pergunte se os mais próximos lêem meus textos.
Alguns não lêem declaradamente.
Preferem fingir que me conhecem na vida “real”.
Isso, sim, diverte.

Olha, hoje o sábado amanheceu lindo.
Digo com certeza por que vi o sol chegar às 6h15.
Sim, o sol nessa época fica preguiçoso.
Aproveite seu dia.
E se for assinante da Folha, não deixe de ler: Rivotril.

9 by Design

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

1,2,3...conte comigo

Um casal, 7 filhos e uma casa nova a cada filho (ou quase isso: eles têm dois pares de gêmeas e 3 meninos).
Eu estou completamente viciada.
Transformam as casas onde vivem (com muita reciclagem de material, idéias malucas, modernidades e coisas retrô), vendem e partem para outra com a filharada a tiracolo.
Fazem mais do que a própria casa. Hotéis, restaurantes, prédios.

Trocamos umas idéias hoje via twitter.
Fomos com as nossas caras.

Isso sim é ser radical: um casal que trabalha junto, em casa, e que faz filhos como coelhos.
Tem que ter coragem.
E só poderia dar certo.

E em se falando de coelhos, hoje começa o ano novo chinês. O do coelho de metal.
Coelho é meu signo (pode ser gato também).
Segundo li por aí, serão muitos contatos e as oportunidades.
Prazer, conforto e segurança pessoal poderão falar mais alto; e se não houver determinação e comprometimento, pouco será realizado.
Qualidade no lugar de quantidade.

No meu dia mais ou menos, 9ByDesign e coelho foram álcool puro.
Nem a chuva atrapalhou.
Nem o médico que marcou às 8h e me atendeu às 11h.
Nem a longa espera do trabalho.

Deu até fome.
E você?

Sampa na veia

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Cidade.
Correria desatada.
Fornecedores.
Preço.
Tempo curto.

Pausa.
Metrô.
A moça com câncer entrou com dificuldade e a gordinha cedeu a cadeira depois de cara feia.
Ela pegou os pacotes que o marido carregava.
O marido reclamou.
– Teimosa.
Teimosa, careca, fraca, cansada, no mêtro. Teimosa.

Ladeira Porto Geral.
Chuva escorrendo que lava pés e tira o cheiro de feira da rua.
O guarda não fala, mostra o caminho com o pescoço.
Edite.
Assim mesmo: aportuguesado.
Panos, metros, linhos, estampas.
Carlos, seu melhor tapeceiro.

Chuva.
Sombrinha de oncinha azul.
Metrô.
Os garotos ficaram a sacola quase foi.
Sapato, pernas molhadas.
Chuva, sombrinha, máquina abarrotada.

Banho quente.
Sampa.