Arquivo de setembro de 2011

Post bem banal

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Eu sou

Segunda-feira típica.
Nem a acentuação do teclado me obedece.
E comecei com uma baixa na equipe.
Sexta dei a notícia.
Hoje, todos trabalhando mais.

É, companheiro, duas semanas para tudo mudar…

E aquela reunião das 14h foi cancelada.
Esqueci que havia marcado um almoço.
Muito mais importante rever amigos do que resolver problema dos outros.
Reunião remarcada para amanhã.
Almoço demorado na Rodeio do Iguatemi.
Sair com mulheres de verdade.
Saber dos bafos do mercado.
Contar as últimas do casamento.
Experimentar a nova droga emagrecedora.

Mulherzinhas e um almoço.
Depois, voltar ao planeta.
E levar a semana lembrando que tudo pode ser bem leve quando a segunda-feira já passou.

Les paradis

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

coisas mínimas e essenciais

A desgraçada da tecnologia.
Ao voltar de Paris, meu micro morreu.
Meu celular caiu e se quebrou.
E perdi tudo o que registrei discretamente dessa vida em suspenso e suspense.
Agora, exatamente 364 dias depois…
Arrumei a tela do celular (o mais moderninho foi roubado) avariado.
E, escondidas num arquivo que só pode ser transferido por email (cinco em cinco fotos), toda a viagem.
E venho, toda noite, enviando para mim mesma essas fotos.

Hoje entardeci em Paris. Vendo os telhados.
Comendo frios.
E fui para a cozinha, sentir cheiros d’além mar.
Como é bom poder viajar.

simples e certo

La chute, la peste et l’homme révolté

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

l’héroïsme est peu de chose, le bonheur plus difficile.
Camus

Eu sou uma menina má e fico boazinha de vez em quando.
E hoje fez sol e um pinguim quando caminha pela cidade é por alguma razão muito séria.
Transformar a serviçal em uma mocinha arrumadinha.
Trabalhar pensando que RH nunca é um departamento respeitado pelo CEO.
Traduzir do inglês para o francês e vice-versa (terrivelmente tabajara).
Ler Camus escondido entre uma reunião e outra – travessura corporativa de quinta.

rugas e tinta ruim

Na praça, a terra cheira a molhado.
No escritório, o carpete novo já tem cara de anos 70. Cafona.
No shopping, além de mim e dos executivos almoçando, prostitutas bonitas – todas amigas do rei.

Eu uso muita roupa preta – inclusive em missas e reveillons.
Perguntaram se tem razão.
Respondi que não conheço pessoa alguma que seja razoável.

Sair por aí chutando pedras e latas com gosto.
Andar para lá e para cá – devagar, com uma postura bem ridícula.
Vagar obrigatoriamente.

Fez sol hoje.
E eu quero frio.
Dia de inverno completo.