Arquivo de outubro de 2013

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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Então hoje, em meio ao caos, percebi.
Além da sua partida, o que mais me fere.
Me corta todo dia e o dia todo.
É ver seus pêlos, seus cabelos
espalhados pela casa.
É ouvir seus passos ausentes.
Seu chiado.
Seu coração acelerado.

O fantasma da sua presença
ainda me assombra.

Procurando referências

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Então numa madrugada mais uma vez você perde o sono.
Procura poemas que expliquem os buracos.
No peito, no piso.
Que acalmem as dúvidas.
Ou, pelo menos, que diluam tantas certezas.
Dogmas.

Mas sabe que nenhum poeta morto ou vivo um dia conseguiu explicar.
A força de não se deixar deitar.
De rir mesmo quando arrebentado.
Da pieguice de não ser nada.
Da coragem diante do presente.

(In)certo.

De repente, você briga com o destino, com a fé, com o certo e o errado.
De repente, você decide que não dá para dormir tão pouco.
Que é preciso flanar mais, ser menos sério.

E que o repouso, a calma e a fé são benvindos.

De repente um poeta russo sussurra…
“Estamos quites
Inútil o apanhado da mútua dor mútua quota de dano.”