18 out

 

me acho (às vezes)

Minha santa, da família Pato, solte minhas asas.
Com novas taças finas, tão lindas.

Com meu novo trabalho
(algo de incrível).

Com meus problemas – todos – escondidos debaixo do tapete.

Com meu gás.
Meu álcool.

Meu torso de Sofia.
Nada de lábios ou mandíbula.
Peitos.
Não me queixo.

Ando meio devassa.
E nem chegou a sexta-feira.
Pobre de você.

Coitadinho.

Escrito por anapessoa

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