O blog não é mais garoto.
Não tem tanta política – embora quisesse reservar algumas para Renans e outros ratos.
Não se liga tanto em trabalho.
Ele é do tempo do onça.
Da assinatura em pedra.

Sou daquelas neuróticas.
Quebrou, se tem conserto, mando logo arrumar.
Garrafa de cafeteira, salto de sapato, vidro, espelho, botão de osso.
E os armários?
Caixas, sacolas identificadas, separação por cores.

Gosto do certo.
Do reto.
Gosto do simples.
E um pouco do louco.

Daí que água mole em pedra dura deu confusão.
Curva.
Retorno.
Rebento.
E tudo de volta ao fim.

Cá estou, estropiada, machucada, ferida.
E de pé.
Trocando tudo o que é possível de arrumar.
E jogando fora o que não tem jeito.

O ano mal começou e já me encontrei.
Seria suave se fosse novela.
Ano novo.
E eu caminhando cheia de pedras presas aos pés.

Caminhando a passos rápidos.

Escrito por anapessoa

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