Então numa madrugada mais uma vez você perde o sono.
Procura poemas que expliquem os buracos.
No peito, no piso.
Que acalmem as dúvidas.
Ou, pelo menos, que diluam tantas certezas.
Dogmas.

Mas sabe que nenhum poeta morto ou vivo um dia conseguiu explicar.
A força de não se deixar deitar.
De rir mesmo quando arrebentado.
Da pieguice de não ser nada.
Da coragem diante do presente.

(In)certo.

De repente, você briga com o destino, com a fé, com o certo e o errado.
De repente, você decide que não dá para dormir tão pouco.
Que é preciso flanar mais, ser menos sério.

E que o repouso, a calma e a fé são benvindos.

De repente um poeta russo sussurra…
“Estamos quites
Inútil o apanhado da mútua dor mútua quota de dano.”

Escrito por anapessoa

Um comentário para “Procurando referências”

  1. ge fujii disse:

    …”Vê como tudo agora emudeceu
    Que tributo de estrelas a noite impôs ao céu
    em horas como esta eu me ergo e converso
    com os séculos a história do universo.”

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