24 jun

Foto de Divulgação

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Alice é uma menina levada que “nasceu” em 1862. Entrou em uma toca atrás de um coelho falante e caiu em um mundo fantástico. Muitos enigmas contidos no livreo de Lewis Caroll são quase que imperceptíveis para os leitores de hoje, pois continham referências da época, piadas e trocadilhos que só fazem sentido na língua inglesa.

Minha cachorra se chama Alice. Encontrada por uma ONG que recolhe bichos das ruas, foi colocada para adoção num supermercado e levada para um apartamento na Vila Madalena. Hoje come comida orgânica, passeia todos os dias, toma banho uma vez por semana e já conhece Rio, Belo Horizonte, Salvador e Campinho – um paraíso tropical.  Adora lagosta e camarão. Mas não dispensa um resto de comida encontrado no chão. Risos.

Alice é mítica. Win Wenders já a retratou em um filme incrível. Alice foi o nome que deram para minha sogra quando no Brasil chegou, vinda do Japão. O nome dela é Yuki, mas Alice seria mais fácil para ela ser “recebida” pelos paulistas. As histórias de Caroll  foram inspiração para a música  I AM THE WALRUS, dos Beatles. Alice no País das Maravilhas é uma das obras escritas da literatura inglesa que tiveram mais adaptações na história do cinema, TV e teatro.

Carol, se vivo estivesse, e se morasse num país onde a lei é respeitada, com certeza estaria preso ou na capa de uma revista tipo imprensa marrom. Ele gostava de desenhar e fotografar meninas nuas, tudo com a permissão das mães. “Se eu tivesse a criança mais linda do mundo para desenhar e fotografar”, escreveu, “e descobrisse nela um ligeiro acanhamento (por mais ligeiro e facilmente superável que fosse) de ser retratada nua, eu sentia ser um dever solene para com Deus abandonar por completo a solicitação”. Por temor que estas imagens criassem embaraços para as meninas mais tarde, pediu que, após a sua morte, fossem destruídas ou devolvidas às crianças. Quatro ou cinco fotos ainda sobrevivem.

E no estranho mundo de Tim Burton, Alice ganha novas cores. Mais sinistras – embora berrantes.

Fotos de Divulgação

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Todo esse posto para repetir uma frase que, para mim, faz todo sentido:

“Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e, então, pare”. Lewis Carroll (Alice no País das Maravilhas)

Escrito por anapessoa

2 comentários para “Alice, minha cachorra, o livro, a imagem”

  1. Juliana disse:

    Tb adoro Alice.
    E estou curiosa pelo filme de Burton… acho que ele tem uma genialidade peculiar.
    Sem contar o Depp que é um dos meus atores favoritos. :)

    beijos.

  2. mariana disse:

    Adoro Alice… Tenho o livro do Lewis Carrol com os desenhos originais e uma inetrpretação do texto e comentários …muito bacana. Adorei essa foto que vc botou no site, linda. Mas…odeio Tim Burton. Detestei o que ele fez com ” A Fantática Fábrica de Chocolate” .

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