19 jul

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Domingo de surpresas. Zappeio a TV e caio na série de programas do Discovery sobre a Nasa e os 11 passos que levaram o homem a Lua.

Amanhã faz 40 anos que Neil Armstrong botou as patinhas na Lua. Ele chegou lá a bordo da Apolo 11.

No dia 20 de julho de 1969, Armstrong abriu a porta da cápsula espacial que pousou na Lua, desceu a escada e pisou em solo lunar. 1 bilhão de pessoas assistiram pela TV. O lugar onde Armstrong desembarcou é – numa fina ironia – chamado de Mar da Tranqüilidade.

Três astronautas norte-americanos participaram da aventura histórica, todos com 38 anos de idade.

Para mim, faltam 4 anos para os 38. Bacana – tenho 4 anos para planejar minha pisada na Lua. De pois de muita pisada na jaca e na casca de banana, a Lua pode ser a redenção. Porque para Marte a jornada demora muito  – e não ia dar para levar 3 gatos, cachorro e um blackberry para twittar. Até lá, blue ray e twitter já serão pó…
E os smartphones serão dos tolos.

Sobre o que rolou, acho que mudou os homens não só pelo feito científico, mas pelo modo de olhar o mundo. Nos bastidores, Guerra Fria.
Kennedy, pimpão e gastão, soltou o desafio. Os americanos teriam que viajar a Lua.
Sem propósito científico de fato – o negócio era chegar primeiro.
Kennedy virou paçoca e quem faturou – e mesmo assim não levou – foi Nixon.

Assim que Armstrong pisou no satélite, ele sacou uma hasselblad e tirou a foto ao lado.as11-40-5850Tudo milimetricamente marketizado. Assim que voltaram para o Eagle (o módulo lunar), os astronautas falaram por telefone com o presidente Nixon.
Ao chegar, fotos e mais fotos. Feitas por eles, pela Nasa, pela imprensa.

Depois dessa experiência, eles lutaram para juntar os cacos de quem fez história.

NEIL A. ARMSTRONG
Comandante. Nascido em 5 de agosto de 1930, em Wapakoneta, Ohio.
Armstrong deixou a Nasa em 1971 para se tornar professor de engenharia aeronáutica na Universidade de Cincinnati. Depois, serviu à diretoria de várias empresas privadas. Também trabalhou na Comissão Nacional do Espaço, de 1985 e 1986, e na Comissão Presidencial do Acidente da Challenger, em 1986.
Hoje vive recluso e só deu duas entrevistas para a TV sobre sua experiência.

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Momento "limpinhos" para receber Mr.President

EDWIN E. ALDRIN JR.
Piloto de módulo lunar. Nascido em 20 de janeiro de 1930, em Montclair, Nova Jersey.
Aldrin, conhecido como Buzz, deixou a Nasa em julho de 1971 e Força Aérea em 1972. Ele fundou a Starcraft Boosters, empresa de projetos de foguetes, e a Fundação ShareSpace, uma organização sem fins lucrativos dedicada a promover a educação e a exploração espacial e voos espaciais acessíveis. Aldrin lutou anos contra o alcoolismo e hoje é garoto-propaganda da Louis Vuiton. Dizem que adora uma coluna social.

MICHAEL COLLINS
Piloto do módulo de comando. Nascido em 31 de outubro de 1930, em Roma.
Collins deixou a Nasa em 1970 e se tornou diretor do Museu Nacional do Ar e do Espaço, do Instituto Smithsonian, em Washington. Depois, abriu sua própria empresa de consultoria.

Eu acho que os astronautas são como aqueles soldados que iam (hoje a guerra é igual a video game – você mata e nem sabe quem matou) para o front para dar a cara a tiro. Matar ou morrer.
Cérebro mesmo é do cara que fica aqui embaixo, comandando, planejando, controlando. E esse cara é Gene Kranz, diretor de vôo da Nasa que comando a operação APOLO.
Quem segurou a pressão, comandou centenas de cientistas e engenheiros e respondeu para o governo foi ele.
Para quem não sabe, quando os 3 astronautas chegaram em terra (no caso, no oceano) um ficou enjoado e vomitou nos outros dois. Coisa linda de se ver…

Para fechar esa história com chave de ouro, vem algo que vi – ao vivo: o acidente da Challenger.
Eu tinha 10 anos e devo confessar sem muito pudor: eu achei super bacana a explosão.
Pode jogar pedra.

A corrida pela construção de um grande arsenal de armas nucleares foi central durante a primeira metade da Guerra Fria, estabilizando-se nos anos 1960 para 1970 e sendo reativada nos anos 1980 com o projeto de Ronald Reagan, “Guerra nas Estrelas”.

Challenger foi o segundo ônibus espacial a ser fabricado pela Nasa. Foi a primeira vez ao espaço em 4 de abril de 1983.
Em 28 de Janeiro de 1986, na STS-51-L (sua décima missão), um defeito nos tanques de combustível causou a explosão da Challenger, matando todos seus ocupantes, inclusive a professora Christa McAuliffe, a primeira civil a participar de um vôo espacial. Ela participou por 73 segundos.
E o plano de marketing de Reagan de tornar a jornada nas estrelas ainda mais popular dançou.

Reagan fez um discurso bonito, tomou uma chulapada da imprensa americana e a Nasa suspendeu o programa espacial por anos.

Enfim, esse negócio de ônibus, meu rei, é para Classe C. Eu sei que ela é a grande mola propulsora da nossa economia, mas estou fora.

E os Estados Unidos não são mais aqueles… A Challenger já anunciava que essa gastança marketizada não iria tão longe.

E eu… Tenho que pegar carona numa dessas caudas de cometa da internet e novas mídias para ganhar uma bolada e garantir meu vôo de primeira classe para a Lua até 2013. Deixa comigo. Richard Branson, segura a Virgin que eu vou te pegar!

Qualquer coisa, faço uma festa e monto uma mesa branca para baixar o Sinatra.

http://www.youtube.com/watch?v=znjEVqSmUSE

Sala de comando da Nasa

Sala de comando da Nasa

Farofada para ver o lançamento

Farofada para ver o lançamento

Escrito por anapessoa

Um comentário para “Fly me to the moon”

  1. Maria Di Lascio disse:

    Querida Aninha, eu que vi o homem pisar na lua pela TV não sabia nada disto que vc escreveu. Vc pesquisa em livros, no google? Como vc escreve bem! E de graça.

    Um abraço saudoso,

    Cacá

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