27 set

metro

Acho bem estranho o caso.
Nosso VP tem câncer.
Incurável e agressivo.

Se fosse um brasileiro de classe média – como eu – já teria batido as botas.
Mas se candidatou a um tratamento experimental nos Estados Unidos.
E, no Brasil, faz tratamento no Sírio Libanês, um dos melhores hospitais de São Paulo.
Tem os melhores médicos, equipamentos, medicamentos, a melhor infra-estrutura (faz bate-volta em avião particular seja de Brasília para SP ou para Boston).
Na imprensa, nas rodinhas de café, todos são só elogios.
Como é guerreiro. Como tem disposição. Como não esmorece.

Eu sou jornalista de formação.
E mineira.
Vamos ao que levantei: cada bate-e-volta do VP para os Estados Unidos não sai por menos de 60 mil reais.
Cada exame – esqueça nossas tradicionais tomografias e outras. Ele faz exames modernésimos e tenho um contato que trabalha com o médico responsável pelos exames de José Alencar. Pois bem, cada batelada de exames (que nenhum plano de saúde cobre) sai por cerca de 20 mil reais.
Ele chega a fazer até 2 séries desses exames por mês.

Calma, não me leve em uma conta tão ruim.
Eu não estou aqui fazendo matemática mesquinha.

Mas quero entender a adoração do povo.
Se esse homem tem tanto dinheiro para enfrentar uma doença que – querendo ou não – vai tirá-lo desse mundo, por que ele não faz como os endinheirados europeus e americanos?
Faz uma doação para um centro de estudos e pesquisa do câncer.
Constrói um centro de estudos.
Ajuda os que não podem enfrentar essa doença como ele.
Por que ele não pensa nos outros? Se a profissão dele é para isso…

Será que sou do contra?
Será que não vejo o copo meio cheio?

Mas eu espero sempre mais de líderes públicos – políticos ou não.
E, nesse caso, é o triunfo do egoísmo.
Bacana ele seria se pensasse nos que estão na mesma situação que ele e que não têm os mesmos recursos.

Há brasileiros que pensam de outro modo.
E estão salvando vidas.
Recomendo a leitura de uma matéria que foi publicada hoje:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2709200901.htm

É sobre gente que parou para pensar nos outros.
E salvou vidas.
Mesmo sem possuir recursos.

Abaixo, dois links sobre alguém que pensou de outro modo. E fez a diferença.

http://www.icla.org/default.asp?id=255

http://www.newyorksocialdiary.com/node/44203

E um link para quem quer ser doador.

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=64

Escrito por anapessoa

9 comentários para “Por que o povo elogia José Alencar?”

  1. Mineirinha linda, minha querida amiga…

    Mas você não é solidária nem no câncer???

    Beijo, saudade grande

  2. Querida Ana,

    Agradeco de coracao pelo seu apoio divulgando a historia de Rachell como tambem o nosso traalho aqui na Fundacao Icla da Silva. Este link tem gerado um grande numero de visita e nossa pagina de internet o qual temos recebido lgacoes de familias que estao em desespero com filhos em necessidade de um transplante mas nao teem doadores ou condicoes.

    Muito obrigado e juntos alvarems vidas.

    Abracos,

    Airam da Silva
    President
    Fundacao Icla da Silva

  3. anapessoa disse:

    Airam, eu me cadastrei.
    Eu acredito na solidariedade.

  4. Ana,
    Fui uma das que admirou-se diante da resistência de José de Alencar. Acho que estamos tão acostumados a olhar condescendentemente para mortos e doentes que não nos lembramos de quem eram aquelas pessoas na vida social e pública. Especialmente, sempre fui contra a beatificar os mortos, perdoar os pecados em vida do falecido. Mas agora vc me pegou… eu fui condescendente com o VP. Aprofundando a reflexão, acredito que tenha sido por conta da doença em si, do câncer… Ainda bem que você me despertou desse vício.

    Abs

  5. maria Louzada disse:

    Parabens Ana, pela matéria sobre a divulgação da historia da garota Rachell Nivass que saiu de Caldas Novas Goiás e foi aos Estados Unidos da America com tudo custeado pela The Icla Da Silva Foundation. Esta fundação alem de cadastrar doadores de medula óssea, ajudam pacientes a se tratarem. Materias assim é que valem a pena serem lidas.

  6. Renato Zanotello disse:

    Ana, são materias como a da Rachell Nivass que perdeu um irmaõ quando ele tinha 14 anos e precisava fazer transplante de medula óssea más não tinha doador compatível. Então o Romullo Nivass faleceu em janeiro de 2005. imagine o sofrimento desta familia que alem de terem perdido um filho ainda tinham uma filha que precisava encontrar um doador de medula óssea para fazer o transplante. Graças a Deus a Rachell encontrou o doador Jefferson que mora na america e salvou-lhe a vida.
    Perdi uma irmã que naõ teve doador compativel e por isto sei a dor que a familia passou, sem falar nos gastos que tiveram e ainda devem ter. Parabens pela divulgação.
    Ranato Zanotello.
    Maringá-PR

  7. Nivaldo Pereira de Souza disse:

    Ana Pessoa.

    Como pai da Rachell agradeço pela divulgação da história dela. Foi com muita alegria e graças a The Icla da Silva Foundation, uma intituição americana que possibilitou o encontro entre nossa pequena Rachell e o mineiro de Belo Horizonte que mora em Boston. Divulgações como esta incetivam as pessoas a cadatrarem como doadoras de medula óssea. Nossa familia está muito feliz por tudo e agradecemos a você pela divulgaçao.
    Abraço.
    Nivaldo e Isabel.

  8. Prezada Ana,

    Adorei seu site, nos chama a repensar…
    Parabe’ns! Sucesso!
    Caru.
    Vou segui-la no twitter.

  9. Vitoria Orleans disse:

    Prezada Ana Pessoa.

    Foi com muita alegria que conheci a história da gorotinha Rachell Nivass que saiu de Caldas Novas e foi aos USA conhecer seu doador de medula óssea Jefferson Araújo. Que materia linda Ana você divulgou, isto nos fáz repensar a nossa existência aqui na terra. Parabens pela materia e que a Rachell continue esbanjando saúde.
    Bjs.
    Vitoria.

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