Tags: Escapada
28 out

“…brevity is the soul of wit,
Though this be madness, yet there is method in ‘t.
There is nothing either good or bad but thinking makes it so.”

dali

Homens versus mulheres.
Na minha longa lista de defeitos, eu tenho um da pesada: sou totalmente pró-mulheres e detesto as mulheres.
Na Guerra dos Sexos, eu sempre torci para o Otávio. Desde a abertura.
Mas a gente não vive sem eles.
Mesmo que eu saia de casa vestida de mocinho – com minha superpreferida e cool jacketa de motoqueiro.
Me achando um ser autosuficiente. Vestindo minha persona nova que estou amando enlouquecidamente. (amo meu sobrenome)

Sobre elas, não adianta: elas vencerão. E as defendo enquanto gênero.
Nesse mundo multiplataformas, quem consegue assoviar, chupar cana, twittar, encher o saco do cara, telefonar e ainda pagar a conta atrasada pela internet – tudo ao mesmo tempo?
Talvez por isso eu queira virar um (a) hermafrodita evoluído (a). Rárárárárá.

Agora “enquanto pessoa a nível de ser humano” (taí o Shakespeare do cerrado, com erro e tudo), as mulheres são umas chatas.
Cerebrais. Faladeiras. Implicantes. Invejosas. Exigentes.
A gente vê pêlo em ovo a toda hora.
A gente faz beicinho para o mané carregar a mala, a caixa pesada, para comprar a bolsinha Hermès de 40 mil USD.
A gente acha que sabe tudo.
Chaaaaaatas.

Mas o motivo desse post é sórdido.
Hoje, fazendo minha esteira, liguei a TV e estava lá minha musa: Oprah.
(Pode detonar: Oprah é a única mulher que me encanta de verdade. Se ela pedir, eu deito no chão e me finjo de morta. Rolo e dou a patinha.)
Oprah entrevistava uma loura típica americana que teve um caso durante 4 anos, dos 20 aos 24.
Um caso com o…

PAI.

A história é complicada e não vou entrar nos detalhes.
Sei que, durante uma eternidade fiquei vidrada na telinha.
O pai pastor que abandonou a filha.
O primeiro beijo.
Sexo na casa da avó.
Fiquei com os olhos marejados.
Tropecei na esteira umas dez vezes.
Quis matar o cara.
Espancar a platéia.
10 km.
O coração disparado.Ácido lático bombando. Tudo doendo.

E o fim do programa? A moça não fala com o pai há dez anos.
Mas escreveu um livro.
E diz que ainda o ama. E odeia ao mesmo tempo.

E surreal é levar o tamanduá bandeira para dar uma voltinha no metrô de Paris.

Outro assunto na mesma vibe
Eu sou sócia-investidora minoritária de uma empresa de marketing digital.
Quatro caras e eu.
Tem duas semanas que a gente se estranha com polidez.sabia
Afinal, a gente não fala a mesma língua. Definitivamente.
Mas vamos ficar ricos e louros – tenho certeza.

Mais uma virada
Se posso fazer uma crítica aos rapazes , permitam-me.
A gente experimenta mais do que vocês.
A gente vai mais longe.
Vocês, com essa síndrome do “macho alfa dominante” são só não-me-toques.
Bobos. Não sabem o que estão perdendo.

Mulheres e homens.
Que bichos estranhos.
Se eu pudesse escolher.
Seria um sabiá.
Gordo e laranja.
Comendo coquinho vermelho na Vila Madalena.

Escrito por anapessoa

Um comentário para “O sabiá e Hamlet”

  1. Erica Hans disse:

    Genial esse seu texto. Genial.

Deixe um comentário