9 dez

oscarlook

O blog hoje está mundano.

É que ontem fui abalroada pela ilha de Caras e foi hilário.

Momento UNIQUE

Fui a um show do Seu Jorge (não gosto das músicas dele, mas acho a figura intrigante) interpretando músicas de Michael Jackson (a-do-ro). O show era pretexto para um leilão de caridade. Era ver para crer.

Na chegada, fui cercada pelos humoristas do Pânico. Pegaram leve na maldade (fizeram piada com meu sapato vermelho – “pisou no tomate?”, com minha jaqueta de couro “você veio de carona com um motoboy”? -, e até disseram que eu me parecia com a Bia Seidl – vindo deles, vai saber o que isso quer dizer). Eu levei na boa. Mas fiquei com medo da grosseria descambar para a baixaria, confesso. Ainda bem que foi light.

Jesus Luz. Um pirralho magrelo nada especial. Decepcionada fiquei com a Madonna…

Show off: políticos, moços com sobrenome de ouro, louras de metro e oitenta, e outros que adoram posar para fotos.

Infra: sei que a comida estava boa, e a bebida não faltava (e minhas piadinhas de bêbada no twitter começam a fazer efeito. Impressionante a máxima de insistir numa mentira até ela virar uma meia-verdade).

Alfinete: todas as mulheres usavam Leger. 90% estavam estragando o bom nome do estilista.

Música: Michael não é para qualquer um. Seu Jorge – que viveu nas ruas por sete anos e que não fala inglês – bem que tentou.

Pelada dá prejuízo

Pegando carona no mundo de fantasia… Não resisto: colunistas de fofoca publicaram hoje que a Playboy que tem na capa a escritora e apresentadora Fernanda Young encalhou nas bancas.

A moça é conhecida pelo ego e auto-estima enormes.

Pela arrogância.

E adora uma polêmica – vulgo marketing.

Como mulher, tenho que opiniar: pior do que ser achincalhada pelo Pânico é pagar o mico de ficar pelada numa revista masculina.

Topar posar para a revista e a revista encalhar…

Fernanda havia explicado que a motivação para aparecer na revista era vingança. Ela diz que sofre de “síndrome de rejeição”.

Pelo visto, a moça vai gastar o dinheirinho que ganhou com a revista no analista…

X versus Y

Ontem, mais uma vez vi o escovado Roberto Justus e seu fiel companheiro, Marcos Quintela.

Quintela é daqueles caras carismáticos.

Pois hoje, novidade: Justus passou passou o bastão. Quintela assumirá a presidência da Young & Rubicam.

Nos anos 80, o moço era magrinho e tinha cara de mano da perifa. Ex-integrante do grupo Dominó, uma cópia tupiniquim do Menudo, disse que tinha apenas uma certeza ao deixar o grupo: nunca mais iria cantar.

Não se deixou atrair pela fama e foi à luta.

Ficou endinheirado ao tornar-se empresário e sócio da apresentadora Eliana.

Justus namorou a apresentadora Eliana. E ficou surpreso ao constatar que, mesmo com uma estrutura muito pequena, o faturamento e os resultados gerados pelo talento da apresentadora e a gestão de Quintela eram enormes. “Chegamos a mais de 350 produtos licenciados em diversos segmentos, muitos dos quais permaneceram anos”, contou Quintela.

Não deu outra: levou Marcos para trabalhar com ele.

Simpático e ralador (dizem que chega cedo, sai tarde, e toca os projetos com uma energia feroz), virou CEO.

Sorte? Acho que a história desse cara resume-se a algo batido: trabalho duro, trabalho muito duro e humildade.

Coisas do Brasil: um cantor de sucesso que foi morador de rua. Um cantor de banda adolescente que assume a presidência de uma grande agência de publicidade.

Aí quando penso na tão falada, estudada e, algumas vezes, admirada geração Y…

(Penso em Fernanda Young)

Escrito por anapessoa

4 comentários para “Encalhadas em exposição”

  1. Leo disse:

    Post ótimo! (eu te disse que estava ficando viciado…) :-)

    Adorei o lance da Young, com aquela arrogância toda, merecia encalhar, na boa!

    Mulher que se acha é uma merda… bem, homem também.

    Uma mulher como você dizer que o Jesus é um pirralho nada especial, ufa, me faz dormir tranquilo…

    … ainda restam esperanças!

  2. Ana disse:

    Leo, só rindo…

  3. h. disse:

    Se quando nossa reserva moral, Alborghetti, era vivo a FY posou nua, o que não acontecerá com o Brasil agora, quando ele levou seu cassetete pro caixão?

    “ÔÔÔ, RIO DE JANEIRO DO MEU SACO!”

  4. anapessoa disse:

    Apareceu o Margarido!

    Olhe, para quem passou a infância em Curitiba vendo o Alborghetti dando cacetada na mesa… Tudo é possível.

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