Eu queria assim:

Ninita
Fiquei assim: 
Mas tudo bem, eu já estava uns 30 anos atrasada no look… Tá certo que o make ajuda muito a esconder rugas de expressão e até espinhas eventuais. E esse eu posso adotar – principalmente quando for participar das minhas reuniões em Miami. Risos.
Em se falando em Miami, dia de sol e calor na “pequena maçã”. E, no lugar do mar, muuuuita poluição. É tão engraçado: a primeira vez que fui a Santiago, no Chile, fiquei horrorizada com a cidade: um monte de prédios afundados num vale e encobertos por uma grossa camada de poluição. Fiquei horrorizada?! Dizem que vemos os nossos defeitos nos outros… Deve acontecer o mesmo no quesito arquitetura das megalópoles.
E uma coisa puxa a outra, da arquitetura vou para a decoração. Recebi um email hoje com uma foto sensacional. Amei a idéia, a execução, tudo. Que delícia. Quero compartilhar: um pedacinho para cada um… E vamos todos trabalhar mais felizes. Uma dúvida: será que tem que pagar direitos autorais para a Fundação Ludwig Mies van der Rohe?
Eu simplesmente amo a escola Bauhaus. Além de achar tudo lindo, clean, moderno, a idéia por trás (custo reduzido e orientação para a produção em massa, sem deixar que esses objetivos influenciem no investimento em design) é muito bacana. “Dar” ao povo, produtos belos, funcionais, duráveis. Capitaniada por Walter Gropius (que foi casado com a viúva de Mahler!), a Bauhaus procurou enfrentar o problema artes aplicadas x belas artes e, com isso, “criou” o moderno design. Quer saber quem deu aula lá? Paul Klee e Wassily Kandinsky…
A escola “verdadeira” funcionou de 1919 até 1933 – depois foi fechada pelos nazistas, que achavam a idéia coisa de comunista… O que deve ter sido o início do século passado. Quantas novidades, quanta loucura, quanta falta de tudo, guerras. Que época incrível.
E é engraçado como o nosso pensamento voa. Começa com uma foto boba, vai para o Chile, termina em Weimar no século passado. Volta para São Paulo.
Só para terminar, sobre Weimar, é a cidade que acolheu ninguém menos que Goethe e Schiller, mais tarde Nietzsche (já bem louco). Alguma semelhança com o coração da pequena maçã?




O engraçado, Ana, é que os comunistas achavam a Bauhaus coisa de burguês! rs No final das contas, foram todos para os Estados Unidos, ganhar dinheiro, que ninguém é de ferro…
Outra coisa: procure nas boas lojas as peças do Mies. Acho que esqueceram de avisá-las de que se tratam de produtos para as “massas”…rs
Olha, brincadeiras à parte, também gosto de muita coisa da Bauhaus, de certa estética purista. Não gosto é da linha de discurso que atribui ao design e à arquitetura modernos uma responsabilidade afetada, como se deles fosse possível forjar um novo homem, um ser racionalista, socialista, objetivo, pragmático. Aí, estou fora…
Abs.,
Gonçalves
Pois é… Essas unanimidades… Essas verdades absolutas…