
Janela aberta e mão gelada
Foi assim que ela chegou… Batendo na minha janela. E eu não resisto. A neve caindo é uma das coisas mais lindas que há. Os floquinhos brancos que derretem na nossa mão… É mágico.
Abri minha janela completamente (embora seja proibido) e deixei a neve entrar.
Tá certo que a cidade fica imunda, que a gente passa um frio do cão… Mas é imperdível.
E é uma bela despedida de Nova York (espero conseguir embarcar – risos).
Vou sentir muita saudade do Jim e da Vicky, do nosso escritório local – chiquérrima localização: 5av com 44th.
Ontem fomos a um restaurante-club no roof do museu para lá de moderno na Columbus Square. Super hip!
Robert é o nome. Os drinks – deliciosos – vinham com orquídeas. A minha está num copinho de plástico no banheiro.
A vista é alucinante. Manhattan e o Central Park. A sobremesa… SOCORRO! Bolinho de abóbora com creme, sorvete de gengibre, caramelo… Isso porque almocei no Daniel Boulud! Aliás, como fundadora de uma classe em ascen”S”ão no Brasil, a dos pobres excêntricos, eu tenho o dever de difundir nossos usos e costumes.
Nada de comer em diner e em café da esquina. É DB Bistrot Moderne, é Roberto… Hotel W. Esse negócio de pobre esforçado, que viaja num aperto e mostra para todo mundo que não está podendo é horrível.

Ficar na janela é para quem pode
O bom é ser pobre e entrar na Tiffany & Co e perguntar pelo departamento de jóias de autor. O correto é entrar na Saks e ir direto para o andar dos “great designers” e pedir para sua personal style consultant (sim, a minha é a russona de metro e noventa, Svitlana Nikolayeva) se as peças da Vionnet são numeradas… RÁRÁRÁ.
Legal mesmo foi ter conhecido a Nadine Johnson. PR das grandes maisons, ex-mulher de Richard Johnson, colunista do Page Six no Post, ela conhece Deus, o Mundo e mais alguma coisa. Passamos uma tarde ótima e ela se mostrou esperta como uma raposa, elegante como uma francesa e chic até não poder mais. O bolsão Chanel, o casaco très chic… Adorei tudo e acho que vamos fazer negócio.
Eu queria seguir escrevendo, mas a neve, a diária que vence em duas horas, e a cidade estão me chamando. E como diz vovó, “muitos proveitos não cabem num saco só”…




Este post me serviu de divã, está aí: ‘pobre excêntrico’ é o que sou.
Embora minhas excentricidades sejam outras…
Valeu, Ana!
Entre para o time.
Também me sinto membro deste clube…não é a grana é o bom-gosto! Sua cara, a cara de NY! … novidades a vista! bjão
:: Eu nunca vi neve.
Ana, conheceu a Nadine Johnson!? Que legal!
E já entrei para o time dos pobres excêntricos também! Exige um certo conhecimento, né? Prometo me esforçar…
Conheceu a Nadine Johnson, Ana!? Que legal!
E já entrei para o time dos pobres excêntricos! Exige um certo conhecimento, né? Prometo que vou me esforçar…
que trip. estou louca para botar o papo em dia! vamos nos ver no findi?
ascensão, please!
“pobres excentricos” não é uma classe social em ascensão só no Brasil, pelo menos eu tambem me identifico com essa “classe”, posso não ser rica mas não vou perder as melhores coisas da vida!!!
beijos de portugal
sara ezequiel