
Trabalho e chuva
Se você é como eu e acorda cedo… Junte-se às sombrinhas e vamos fechar revista.
Adoro chuva.
(Quando não tenho que sair para nada)
Ontem tudo acabou.
Juntei meus poucos papéis, minha garrafa d’água e fui embora… para o show do Ney Matogrosso.
Antes, parada no restaurante que fica em frente à casa de shows para celebrar um novo começo. Taittinger e alguns snacks. Meu espírito se (re)encontrou nos comes e bebes. Há tempos que ele fervia em bebidinhas francesas. Mas eu tinha esquecido desse prazer da conta paga.
A saída foi suave. Deixo no Terra um monte de amigos. Fomos todos felizes nos últimos 15 meses. Recebi muitos abraços, muitos emails. Não chutei os cachorros – como já fiz em algumas ocasiões. Risos.
E Ney? Meu Deus, quem inventou esse cara?
A voz, a postura, a presença de palco. Ele manda calar e a platéia obedece. A platéia grita e ele provoca.
Lara Stone + Jack Nicholson + Kiss = Ney.
Engraçado foi que, só ontem, consegui realizar o que tentei há 15 anos.
Pobrinha e abusada, comprei – no cheque especial – 2 ingressos para um show do Ney no Palácio das Artes. Fui a primeira da fila, escolhi os melhores assentos. Passei um cheque sem fundos. Atenção para a híperinflação…
O show era muito disputado. Ney cantava de terno negro e ficava só com um fio dental no final. Ingressos esgotaram-se em 2 horas.
Mas passei num curso besta de jornalismo de Navarra e, justo no domingo do show, tive que ficar com uns espanhóis autoritários e tarados fechando jornal.
No meu lugar foi vovó, esperta e com 72 anos. Eu só chupei picolé.
Pois ontem foi espetacular. Que repertório. Tango, bolero, flamenco.

Dono do palco
Os músicos se dissolvem no cenário limpo, com tons de azul, rosa, vermelho.
Em apenas uma música tudo vira um carnaval com acréscimo de verde e amarelo.
Ney magrinho num terno Panamá. Mulher que deixa as mulheres loucas.
O dia foi realmente lindo.
Brunch, almoço, fim de trabalho e balanço geral.
Champagne, Ney Matogrosso e brigadeiro de colher a uma da manhã. (Foi meu reveillon)
Agora, chove lá fora.
Eu tenho que ir trabalhar.
Alegria de pobre, diz o ditado, dura pouco.




Fui ao meu primeiro show do Ney há mais de 20 anos em Lisboa, sem saber bem ao que ia, sai de boca aberta e arrepio na espinha, plumas, cor e muito ritmo num show para não esquecer, bastantes anos depois ele voltou e eu voltei a vê-lo também, dessa vez numa versão mais soft, boleros lindos de encantar.
Uma lenda viva, vale sempre a pena.
beijos de portugal
sara ezequiel
Sara, é bem isso. Ele é de arrepiar.
Ele é sensual, ele é elegante, ele domina a platéia.
Impressionante.
Sobre brigadeiro de colher, é fácil encontrar leite condensado aí?
Porque é uma maravilha que fica pronta em dez minutos (e haja malhação depois)…