27 abr

A Geek (traduzida no Terra) hoje vem com uma pesquisa ótima: “Americanos ficam 60% do tempo na web móvel em redes sociais.” O que dizem:

O surpreendente é que apenas 14% do tempo é utilizado na visualização de portais, categoria tida como a segunda mais popular, segundo o Mashable. “Isso demonstra como as redes sociais acabam impactando o tráfego na internet móvel”, disse o vice-presidente de marketing da Groud Truth, que realizou a pesquisa. De acordo com os dados levantados pela Groud Truth, em algumas semanas o uso de mídias sociais a partir de dispositivos móveis chega a superar os acessos a partir de computadores pessoais em sites direcionados ao uso móvel em comparação a redes sociais criadas para o uso em computadores, como o Facebook ou MySpace, destaca o site PR-USA.

Para o site TechShout, essa pode ser a estatística que faltava para fazer com que as grandes redes sociais, como o Facebook ou o MySpace, e também empresas de publicidade passem a se interessar pelos usuários que navegam a partir de dispositivos móveis. (TERRA)


Vivendo num pais onde a população não tem dinheiro para comprar um computador (com CPU), tenho certeza que a onda já chegou por aqui. Pois  acompanhem os números:

– em 2001, 15% dos brasileiros tinham celular;

– em 2008, mais da metade dos brasileiros com de dez anos de idade ou mais, ou seja, cerca de 86 milhões de pessoas, tinham telefone celular para uso pessoal

Ser moderno X ter discurso modernoOs dados são da ‘minha’ consultadíssima Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad – IBGE), divulgada em dezembro do ano passado.

A coincidência é que hoje, ouvindo rádio no carro, ouvi o especialista em novas mídias contar que uma TV a cabo (Alô AC, é da sua empresa mesmo que estamos falando) quer investir 15 milhões de dólares para oferecer acesso, mas a nossa legislação não permite. A empresa não está fazendo nada por bondade, mas porque sabe que existe mercado.
Pois temos celular, mas o acesso à rede ainda é caro e com cobertura ruim.
O comentarista alfinetou o presidente, que defende a democratização digital para aumentar o acesso ao conhecimento… Mas nao muda as leis e finge que nao pode fazer nada. A discussão é grande e poderíamos passar horas aqui…

Para resumir, eu acho que a rede é algo que já existe. E tem uma força capaz de derrubar gigantes.
Já discuti aqui a história do Kindle e o direto à propriedade – que é um gigante travestido de Robin Hood.
Sobre esse tema do post, penso que é preciso quebrar preconceitos e entrar logo nessa onda.

Como a história prova, quem ficar de fora, vai pagar caro por isso. E quem entrar por entrar, vai se queimar. Mas para dar essa virada, é preciso coragem – pois como tudo na vida, a diferença entre o discurso e a ação muda a história.

Escrito por anapessoa

4 comentários para “Os dois mundos”

  1. Rodrigo disse:

    Penetración de teléfonos celulares en Chile cada 100 habitantes (Fuente http://www.Subtel.cl):

    2001: 32,57 %
    2003: 45,41 %
    2005: 64,65 %
    2007: 83,66 %
    2009: 96,70 %

    Hoy casi el 100% de la población del país tiene acceso a un teléfono celular, sin embargo, después del terremoto del 27 de febrero pasado el sistema colapsó y el país quedó incomunicado durante varias horas e incluso días en algunas regiones. PLOP! aún falta mucho…

  2. anapessoa disse:

    Rodrigo,

    así somos.
    La falta de red de acceso y de la infraestructura son problemas comunes a todos los latinos – incluso a los países que tienen más dinero, como es el caso de Chile.
    Pero la tecnología móvil es un gran avance.
    Las primeras imágenes del terremoto se realizaron por teléfono.
    El celular és un arma poderosa que transforma “los testigos de la historia”, en co-directores, aún sin autonomía para cambiar el guión,
    Y la “red” es más que eso.
    Transforma la relación, los términos requieren nuevas formas de vivir y amplía nuestros horizontes.
    Sin ella, este contacto directo casi diario no seria possible.
    Y el intercambio de información cambia nuestros conceptos sobre el mundo, sobre Sudamérica, sobre nuestro país y nosotros mismos.
    Es un callejón sin salida.
    Machado de Assis, un escritor brasileño importante, escribió: “al ganador, las patatas”. (Quincas Borba)
    En el campo de batalla después de la guerra, si hubiera ganado, habría el lujo de disfrutar de deliciosas papas.

  3. Jåµë§ disse:

    :: Posso apenas dizer o que eu faço com meu HTC Touch… não vou afirmar se é saudável ou modelo de comportamento …

    Acordo com o alarme dele, conecto no wi-fi da casa – baixo e-mails, previsão do tempo, checo o Twitter e o Facebook antes de sequer sair debaixo do cobertor. Copio algumas séries pra assistir no trem pro trabalho. Ligo o player dele e vou me arrumar ouvindo música.

    No caminho pro trabalho, caso queria mandar alguma coisa pro Twitter, tenho o SMS2Blog. Nele tenho algumas planilhas de orçamento pessoal que vou alterando de acordo com o dia. Meu Flickr é um projeto pessoal só com fotos tiradas dele. Exclusivamente mesmo.

    Brinco no FourSquare, leio meus feeds RSS e outras bobagens sempre que estou entediado. Na volta pra casa, ouço meu curso de alemão. Como algumas pessoas que só conseguem dormir com TV ligada, assim sou eu com o YouTube (nativo no Windows Mobile) que fica tovando algum show do Chris Rock ou George Carlin até eu dormir.

    Às vezes, claro, ligo pra alguém. Mas é BEM raro.
    Antes da invenção do smartphone, celular era uma coisa chata pra mim.

  4. anapessoa disse:

    Taí um cara que é a nossa cara!

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