3 jun

Made direct amends to such people wherever possible, except when to do so would injure them or others.
(Fazer reparações diretas a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo signifique prejudicá-las ou a outrem.)

Eu acho esse passo realmente um ato de coragem. Voltar atrás e mudar o que é possível mudar.
Talvez o lado de lá não responda ao seu contato, ao seu ato.
Seria melhor ficar quieto?

Eu tenho pavor da covardia. O número um dos meus pesadelos é a mentira, o número dois é a covardia.
Aquele chefe que tem medo do que você fala com o superior dele.
Aquele colega que procura os “errados” dentro da equipe para se posicionar como “de fora”.
Aquele que tem vida dupla.
Aquele que empurra os outros para resolver toda e qualquer coisa para ele.

Mas esses são os típicos.

E aquele que não faz? Aquele que finge que não vê?

Atire a primeira pedra que não precisar voltar atrás.
Quem não pisou na bola, quem não errou. Quem não precisa melhorar nessa vida.

Eu preciso – e por isso estou mudando de rumo, agarrei no leme e não solto – , eu preciso fazer aquela reflexão dos que tem menos de 40.
Mesmo que isso signifique dar vários passos para trás.
Que eu perca grana, amigos, que eu feche portas.

Hoje foi punk para mim e faz parte dessa idéia.
Cancelar uma viagem e não poder estar com os que eu adoro.
E foi apenas um passo atrás para arrumar o hall, a entrada da casa.
Depois eu caminho de novo.

Tenho que admitir: esse programa dos doze passos começa a fazer um sentido.
Só não consigo misturar isso com “Deus”. Não dá para jogar para cima (ou para baixo) a sua responsabilidade.
Ter fé sim, nisso eu creio (!)

E uma frase que sim, vale um google translate:
Il n’y a pas de pas perdu.
(André Breton)

Escrito por anapessoa

Um comentário para “nove”

  1. Rodrigo disse:

    “Le plus beau présent de la vie est la liberté qu’elle vous laisse d’en sortir à votre heure.” A.B.

    Bon voyage!

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