Esse resgate voluntário feito pela memória; a recordação de algo importante pode também ser  uma tentativa de atração de (espíritos, seres, almas etc.) em rituais ou cerimônias específicas ou não.

Todo dia recebo spams.
Compram consórcio, oferecem uma cafeteira, prometem emprego, devolvem o ser amado ou dão descontos que você não encontra por aí.
O tempo que perdo separando o joio do trigo.
Quando eu era menina, eu tinha certeza de que hoje já haveria um teletransportador.
Te leva a todos os lugares num flash e como brinde, uma volta ao passado por ano.
Eu queria ver as mulheres queimando soutiens.
Ou passar uma tarde no festival de Woodstock.
Nunca, jamais quis voltar à Idade Média, para ver gente morrendo de peste bubônica ou porque pensou além da conta.
Nunca quis ser homem.
E, hoje, penso na falta que me faz um soutien.

Não sei se chuto os cachorros e beijo as crianças.
Ou se beijo os cachorros e chuto as crianças (eu sempre me despedi com esta frase).

Mais claro que isso só petróleo.

Batter my heart, three-personed God; for you
As yet but knock, breathe, shine, and seek to mend;
That I may rise and stand, o'erthrow me, and bend
Your force to break, blow, burn, and make me new.
I, like an usurped town, to another due,
Labor to admit you, but O, to no end;
Reason, your viceroy in me, me should defend,
but is captived, and proves weak or untrue.
yet dearly I love you, and would be loved fain,
But am betrothed unto your enemy.
Divorce me, untie or break that knot again;
Take me to you, imprison me, for I,
Except you enthrall me, never shall be free,
Nor even chaste, except you ravish me.

Holy Sonnet XIV: Batter My Heart, Three-Personed God (John Donne)

Escrito por anapessoa

Um comentário para “Sobre a evocação”

  1. Totônio disse:

    Touché.

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