somewhere I have never travelled, gladly beyond
by E. E. Cummings

somewhere I have never travelled, gladly beyond
any experience,your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which I cannot touch because they are too near

your slightest look easily will unclose me
though I have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully,mysteriously) her first rose

or if your wish be to close me, I and
my life will shut very beautifully , suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;

nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility: whose texture
compels me with the color of its countries,
rendering death and forever with each breathing

(I do not know what it is about you that closes
and opens;only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody, not even the rain, has such small hands


Quando perdemos o controle – e estou falando de coisas sutis aqui -, quando a história muda e te atropela…
Como deixar de ver poesia nesses ventos fortes?
Porque o que restar, é o que interessa.

E as coisas ganham novas proporções.
Você tem que se adaptar.

Eu estou aproveitando esses dias de “sanatório” na Montanha Mágica para fazer sessões intensivas de autoreflexão.
Olhar para as raízes e entender.
Olhar para frente e imaginar o que pode vir.

Um vendaval do avesso.
Uma redescoberta de pedacinhos de história.
Um gosto pelas coisas pequenas.
Um fiapo de luz na janela.
Um sabiá.

Amigos.
Nem tempo nem vento.
Neste vasto mundo.

Eu também tenho mãos pequenas.
Talvez por isso insista em passos largos.

(Mas desta vez, decidi, vou devagar, vou divagar)

Escrito por anapessoa

5 comentários para “pequeninas coisas bonitas”

  1. FCaldas disse:

    E eu vou sempre com você!

  2. paredro disse:

    Voice from the mountain
    And a voice from the sea
    Voice in my neighbourhood
    And a voice calling me.
    Tell me my friend my friend
    Tell me with love
    Where can it end it end
    Voice from above.

    (nick drake)

    Eu tomo disso tbém, montanha e métrica-sobre-as-coisas.
    Porque a gente raramente consegue alterar os ritmos, no mais das
    vezes o trabalho possível é no ângulo, mesmo.
    Saber olhar.
    gostei demais do texto =)

  3. anapessoa disse:

    Você está numa fase prolífica.
    Seus textos estão ótimos.
    Estou acompanhando lá – pelo visto, a vida de fora ajuda a de dentro.
    😉

  4. anapessoa disse:

    what if?

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