Tenho lido na web “recados” interessantes de amigos e conhecidos.
Uns não acreditam em amor “moderno”, outros anunciam casamento, a foto do filho, mortes e festas.
Fotos sensuais, opinião sobre a presidente do Brasil, viagens a Ibiza, Saint Tropez e muito mais.

Mas, McLuhan, se o meio é a mensagem, a mensagem em si é uma redundância?
Estamos aí para colocar a vida em pratos limpos?
Ou para tecer uma novela particular?
Para falar que o trabalho anda chato, que aquele colega é um imbecil, para mostrar para o ex que, sim, vamos bem, bebendo todas e ainda viajando pacas?
Para mostrar o que comemos, quanto malhamos, a pré-estréia que assistimos?

Eu acho mesmo que estamos muito carentes.
Que queríamos mais festa, mais beijo, mais gente.
Ou estamos doentes?
Essa muleta aqui é cachaça pura.

Aqui, as melhores fotos, as festas mais badaladas, os murmúrios que dão margens a comentários.
Aqui, o lindo, o bacana, o inusitado.
Da tela para fora, uma vidinha mais ou menos, uma pancinha, uma dor de cotovelo.
Uma deprê basiquinha.
Um aperto para pagar a conta.
Uma cafonice, querida, nem te conto.
Uma espinha na ponta do nariz.

Então, façamos um pacto.
Eu continuo escrevendo a dor e a delícia de ser uma anônima na multidão e você toma um chopp comigo qualquer dia desses?

Think outside of the box

Escrito por anapessoa

4 comentários para “A tal da lei da relatividade”

  1. ariel lopes disse:

    love blind dates

  2. T. Rodrigues disse:

    vida em pratos limpos x novela particular é uma ótima definição

  3. dinah verleun disse:

    tomo! mim liga! bjs (e eu nunca mais acredito em amor moderno MESMO..rs)

  4. anapessoa disse:

    Dinahzíssima, tó seguindo vc. A vida é uma só e para quê complicar com egocentrismo dos outros? kkkkkkkkk…

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