Domingo de sol, já saí, já voltei (sol assim, de graça, não quero), li 3 jornais que repetiam o script da internet de ontem.
Eu fico aqui pensando sobre as obrigações da vida social.
Por que temos que nos rodear de gente?
E sorrir?
E fingir que não lemos aquele supererro de português em seu último texto?
E achar lindas as viagens e comentários dos mais favorecidos materialmente?
Temos?
Eu não me incluo nesse grupo.
E espero pacientemente pelo dia em que serei uma só na minha caverna.

Será assim a fase imediatamente anterior: nossa, você cada vez mais gorda!
Menino, ainda na barra da saia da mãe?
E como pode um sujeito como você ganhar tanto dinheiro?
Ah, total fracasso… Foi ser imigrante legal e morar num cubículo.
Ah, total fracasso… Ficou no Brasil lambendo as mesmas botas de sempre.

Juntos – ou separados -, vamos esquecer dos sucessos e seremos felizes na vidinha mais ou menos.
Comendo demais ou de menos.
Falando da atriz que se matou.
Da outra, barriguda de um garoto, prestes a ter outro que, crônica anunciada, separou-se.
São nesses momentos em que temos uma certa lucidez.
Momentos mais ou menos.

Escrito por anapessoa

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