meia lua inteira

O ponto de ligação em todas as minhas viagens é a comida.
Talvez por isso eu goste tanto do programa “No Reservations” do americano Anthony Bourdain.
Podemos não falar a língua, podemos estar numa rápida passagem – sem direito a passeio ou museu -, mas não podemos sobreviver sem provar o prato típico.
Não, não podemos.
Descobrir as raízes através de um prato é mais do que antropologia.
Como mineira, adoro queijos e tudo o que leva lácteos na receita.
E, em cada viagem, descubro novos e melhores.
França, Portugal, Estados Unidos (por que não?), São Paulo, nordeste – como eleger um só?
E agora… Como resistir ao café da manhã preparado sem que se peça e com um carinho típico?
Este, de hoje, chegou depois de uma aula de preparação física da pesada, em que saí correndo para não atrasar e com apenas uma banana com uma colher de aveia no estômago…
Cuscuz de milho, tapioca com requeijão, abacaxi comprada na mão de um vendedor de praia.
Tudo isso em um dia de chuva abundante e quente.
Num telefonema, descubro que faz muito frio em São Paulo, que minha casa continua no caos (em escala ascendente) da obra, que os dias são cinza.
Ah…

A comida e os lugares.
Como posso ir tão longe sem sair de um apartamento?

Escrito por anapessoa

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