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7 dez

 lat. genìus,i ‘divindade particular que presidia ao nascimento de cada pessoa e a acompanhava durante a vida, p.ext. a porção espiritual ou divina de cada um; divindade protetora de uma coisa ou lugar; anjo que perdeu a graça; o que faz as honras da casa, anfitrião; os apetites naturais; gulodice, sensualidade, deleite; ornamento, glória, beleza, graça; inspiração, talento’

Passado o frenesi com a morte de Steve Jobs, venho aqui depositar meu texto de devedora.
Devorei a biografia – comprada na loja por ele inventada.
E fiquei muito admirada.
Algumas vezes foi do mal.
Várias vezes, louco desvairado.
E arrogante, ousado, abusado, egoísta.
Apesar de tudo e por isso mesmo, gênio.
Ok, até aqui, nada de novo.

Um obsessivo.
Um pirado que não queria saber do que necessitávamos.
Ele queria inventar a própria necessidade.
Detalhe: Jobs mesmo não criava nada.
Era o maestro que farejava a novidade no ar e comandava a tropa para transformar a idéia em objeto.

O que me pegou foram otras cositas:
– hippie, peregrino na Índia, devedor dos efeitos do LSD, apaixonado por alguns instantes, cruel sempre que dava na telha, desconfiado de que morreria cedo, acelerado e desrespeitador de leis. Desapegado de coisas materiais (justo ele), dividia o mundo entre bons e ruins. A e B.
Um cara sem freios.
E com muito foco.
Um defensor da rebeldia.
Fosse ela ser alguém de muitas contradições.

Agora entendo melhor porque sou dependente química de suas criações.

Escrito por anapessoa

Um comentário para “gênio da maçã”

  1. Fabrizio disse:

    Muito bom Ana!
    Bjs

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