Foco

 

 

No Rio, pó e pedra.
Não quis saber, ver, ouvir.
É como ir ao velório de um desconhecido e levar flores.

 

Por aqui, quedas d’água.
Eu abri o jogo em rede.
Muita gente se solidariza.
Outros apontam o dedo.
Louca.

 

Agora entendo porque, em São Paulo, o calor avisa que a chuva vai fazer a rua virar rio.
Fumo, nervosa, um cigarro imaginário.
Rio.

Escrito por anapessoa

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