Maya

De uns tempos para cá me encantei com uma deusa de hindus e budistas.
Maya, o “Universo Material”, a “Mãe da Criação”, “A que costura a Teia da Vida”.
Seus atributos especiais são inteligência, criatividade, água e magia.
Ela é sempre representada erguendo os véus da forma terrena para revelar a verdadeira natureza do Universo.

De acordo com os Vedas, Shakti vem a ser Maya ou uma ilusão que lança um véu sobre Brahman, a última realidade.
O mundo em que vivemos é feito de maya (ilusão), e embora possamos ter a impressão de que o mundo é real, a única verdade é Brahma, a divindade suprema.

Gosto de Maya porque ela mostra que nada é o que pensamos ser.
Não existe corpo, não existe mundo, não existe matéria.
Tudo é uma grande ilusão para aquietar nossas mentes pequenas.

Não, Maya não é Brasília e suas promessas vãs de crescimento e civilidade.
Maya não é o menino rico que mata o ciclista ao trafegar pelo acostamento.
Maya não é nem vale dinheiro.
Maya é mais ou menos como se, um dia, distraídos, tirássemos a calça e, junto com ela, as pernas. A camisa e os braços.
Aos poucos, tiraríamos tudo – corpo e membros.
Por último, a cabeça.
Ao tirá-la, não existiria mais um eu.
Maya desconstrói tudo e deixa nada no lugar.

Não é fascinante ao mesmo tempo que traz uma angústia danada?
Maya era a mãe de Buddha.

Escrito por anapessoa

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