7 mai

so so

Começou com um espumante barato no hotel – tudo bem, qualquer coisa servia.
Mais tarde, um casal perguntou se os assentos estavam livres.
Meia-idade, sem filhos.
Outro casal se sentou ao lado deles.
Chamaram uma dupla de amigos.
Os copos não ficaram vazios.
As histórias virando tranças.
Ela, no Rio.
Ele, Florianópolis.
Com uma filha de nove anos.
Sem filhos.
Mudar de vida.
Segundo casamento.
Uisque.
A seleção de futebol alta de maconha em plena Jamaica nos anos 80.
Teve aquela da festa na Locanda della Mimosa.
De repente, todos no salão.
New York, New York.
De lá até chegar ao Rap das Armas foram camisas amassadas, alguns cacos de vidro no chão.
Aquele casal de gringos não saiu da pista.
MC Hammer.
Docinhos caseiros.
Café.
Remédio para proteger o estômago.
Meu Louboutin fico preso no pier.
Lá se foram 800 dólares.
Espumante.
Uma lua absurda.
No dia seguinte, todos muito comportados na areia.
Abraços protocolares no aeroporto.
Como se o mundo não existisse fora do salão.
Florianópolis.
Rio.
Nova York.
São Paulo.

Escrito por anapessoa

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