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Geografia

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

charmosinha

Eu estou aqui e minha casa, lá.
Mafaldinha, minha gata cinza com uma pintinha no focinho, está partindo.
Doentinha e deprimida pela perda de um companheiro da vida inteira, Bibi, parou de comer.
A vet, uma fofa, está com Mafaldinha na casa dela enquanto viajo.
Segundo me contou, tudo o que a medicina poderia fazer, fez, agora resta apenas esperar que a cabecinha da gata queira melhorar.

Esse mundão sem fronteira tem ônus e bônus.
Bônus – porque conhecemos gentes, coisas novas, paisagens.
Saímos da caixinha com pseudo-segurança e muitas amarras e nos jogamos em mil diferentes realidades.
Ônus porque não podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo.

Como penso que 2010 foi tudo ao mesmo tempo agora, 2011 parece estar começando a organizar a vida depois do vendaval.

Não dá para soltar todos os laços e achar que vai ser bolinho.
E nem dá para sentir o peso do mundo como se a Terra girasse em torno de você. Dá, sim, para ir mudando umas coisinhas aqui e ali.

Sabe aquela baianada que você faz para chegar mais cedo?
Não faça. Use o caminho “oficial”.
E aquela mania de não dar bom dia para quem não conhece?
Dê bom dia para todo mundo.
E quando você vê alguém na rua que precisa de ajuda (para carregar um pacote, que não acha um caminho, etc)?
Ajude.

2011 pede pequenas coisas para te fazer melhor.

Eu?
Juro que tenho fé em Mafisliuda.
Hoje eu queria estar segurando a patinha dela e dizendo: “-Bora, nêga!”
Terça-feira, se ela agüentar, estarei lá.
Se ela não agüentar, eu respeito a vontade dela.

Perdas e ganhos

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

You don't know me

Graças a 2010, eu não choro mais do que o necessário para seguir em frente.
Mas anda doída a perda de meu amigo de 18 anos. Não posso negar.

Graças a 2011, abrem-se novas e boas portas.
E estou revendo algumas das minhas decisões radicais.
Ex-amigos, mudanças que quase-foram, outras que foram, velhos conceitos.
É chegada a hora de voltar atrás, fazer a curva. Quero ser menos “definitiva” com o que um dia não deu certo.
E quero caminhar na paz.

Nesse clima, meu espírito contraditório veio com tudo.
Mais uma vez, esbravejei contra essa onda de transformar José Alencar em herói.
E andei jogando porcaria dos outros no ventilador…
“Paz” com assinatura Ana Pessoa.

Depois de resolver as chatices burocráticas que todo dono de empresa enfrenta no começo de um ano, hoje me dei uma folga.
Deixei o texto do amigo que estava quase pronto para depois, não cobrei a entrega de material do fornecedor atrasado, congelei o grande projeto da enorme empresa.
Deixei tudo para amanhã na cara dura.
E fui para o salão de bairro com minha prima 4 anos mais nova.
Pé, mão, café e fofoca.
Mais uma escova que me deixou com o cabelo todo oleoso de “produtius”.

Ah, Belo Horizonte é uma cidade estranha…
Parece o ensaio de uma série daquelas tipo Mad Men só que feita com baixo orçamento.
Uma coisa do passado com personagens muito marcantes.
E, definitivamente, eu não faço parte do cast.

Agora, hora de ir para a degustação dos novos pratos do bistrô francês com a mamãe.
(Leia-se: As incríveis aventuras da balzaca inconformada com a condição humana e com os dois pés definitivamente na jaca…)

Foi dada a largada

sábado, 1 de janeiro de 2011

Jantarzinho e integração quase total entre cachorros e 14 bangalôs.
Quando o ano começou, ninguém fez contagem regressiva.
Vimos uns fogos do outro lado do mundo e soubemos que 2010 tinha partido.
Nossa garrafa de litro e meio de champagne foi distribuída entre funcionários e novos melhores amigos.
(Não que faltassem garrafas, mas gosto dessa coisa de compartilhar)
Uma cesta de rosas brancas e amarelas, uma vela…
E Alice entrou no mar, recolheu tudo e destruiu as oferendas na areia.
Uma cena engraçada.
Ela incorporou Yemanjá e não deixou nenhuma das 14 cestas escapar.
Foi uma rosa-vela-ficina.
E a bichinha virou um cachorro empanado pegando onda à noite.
Depois de chuva-para-chove-para-chove, o primeiro dia do ano foi puro sol.
Eu passei todas as minhas horas na praia.
Só curtindo o calor e o sal.

Benvindo 2011.
Venha macio e devagar.

Happy

Contos natalinos

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

cartão de boas festas

Nunca antes na história desse país, li tantos textos de gente pedindo para um ano ir logo embora.

Meu avô completa 90 no mês que vem.
Há dez anos recebeu uma proposta milionária para vender a casa.
Coisa de seriado de TV, dinheiro do Tio Patinhas.
E o que você faz com vários milhões depois dos 80?
Viagens, mulheres, carros?
Ou um seriado italiano com filhos brigando pela herança e ansiando pela morte dos pais?

Pois então, 2010, eu acho que você perdeu a hora.
Se tivesse saído na alta, seria inesquecível.
2010 seria como aquele beijo roubado na festa da firma.
Você não queria, se sentiu prejudicada, mas, no fim, pensou: tô podendo.

Bom marketing para 2011 que já chega com a popularidade na casa dos 60%.
O difícil é sustentar os números no período de pós-carnaval…

Eu, aqui, no ano da bruxa, ainda desafiando as convenções.
Não vou passar Natal e Reveillon em festa.
Vai ser inesquecível.
Por que depois de anos de muita rabanada, overdose de família e todo esse pacote natalino, não fazer nada de especial vai ser um estouro.
Convidei 2011 para um pré-party.
Afinal, eu acho que tenho uma certa experiência nessa coisa de ano que dá certo (ou errado).

Cheers!