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Ando (sempre) virada

sábado, 29 de dezembro de 2012

Durmo pouco, escrevo nada – penso em mil textos e deixo o vento levá-los sem publicar.
Vejo o agito do Rio.
O calor das Minas.
As chuvas em São Paulo.
Ando vermelha nas costas.
Muito banho de mar.
Com gritinhos para espantar o gelo desta água imunda que tanto me inunda.

Ontem entornei um Vouvray.
Eu consigo.
Penso em besteira.
Ainda.

Comprei sapatinhos de cristal para o ano que chega.
Vestidinho cor de champagne.
Vou, babe, perambular pelo Leblon perdida.
Vou de salto e bicicleta me desencontrar em Copacabana.

Desejo o fim das coisas.
Despejo o preto mais escuro.
Copacabada.
Copassambada.

Babe, ando imaginando coisas impossíveis com você.
Quero tudo transfigurado.
Posso tomar mais um gole…
Aí já viu.

Ano que chega, prepare-se.
Eu não te prometo nada.
2012, tranquilinho.
Você ainda dá um caldo.

De salto e bike.
Não duvide.

Mordo, corto, corro e grito

Pernas firmes

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Depois de um biênio sem carnaval, fui à forra.
Nada de excesso destrutivo.
Marchinhas, sol, cerveja, confete, ladeira.
Fantasias – uma para cada dia (e pense logo no que está subentendido).
E uma fome sem fim.
Minha festa pagã para expiar anos difíceis, viradas forçadas, experiências que, uma vez findas, não trarão saudades, mas obrigatoriamente, fortalecerão esta sobrevivente.
Lugar comum (como sempre).
Carnaval de gregos, pré-romano.
Culto em agradecimento aos deuses pela fertilidade.
Fertilidade de idéias, de andanças, de trocas, por fazer com que haja escolha.
Agora é seguir com fé.
2012 é para valer.
😉

mensagem subliminar

Agora

sábado, 31 de dezembro de 2011

“For last year’s words belong to last year’s language And next year’s words await another voice. And to make an end is to make a beginning.”
T.S. Eliot

Por que esperar 2012?

Seja pequeno.
Veja o que ninguém percebe justamente porque se está perto do chão.
Ria de si.
Ria dos outros.
Não pense muito no depois.

Seja lugar comum porque tudo o que é diferente – em algum momento – cansa.
Não se dê ao trabalho de lutar contra a essência.

Seja.
Não mude de planos apenas porque o ano é novo.

Seja apenas um pouquinho feliz.
Seja triste também.
Um dia de cada vez.
Intensamente.
E tudo será sempre muito interessante.

Aproveite o hoje.
Porque o amanhã não existe.

Pé na porta

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Eu não fujo de nada.
E tendo a ver de cima para baixo todos aqueles que se escondem.
Os omissos, os covardes, os tristes, os baixo-astral.
A vida, nego, é curta.
Seja 16, 30 ou 80 anos que lhe caibam – é curta e passa rápido.
Daí para que ter medo?
Não, não sou panfletária nem adepta de gritos e de escândalos.
Só acho que ficar calado pode ser perda deste precioso tempo.
Portanto, coloco meu pé na porta e entro. Falo.
Seja um adeus ao emprego com sobrenome, seja um tempo na nossa bela história para ver o que acontece do outro lado do mundo, seja uma opinião que não é compartilhada pelos demais.
Com delicadeza, sem perder a firmeza, com educação, sem deixar para trás o recado a ser dado.
Eu falo.
Eu chuto.
Eu piso.

Eu já entrei em 2012.

A fé tem a ver com coisas que não são vistas e a esperança nas coisas que não estão à mão.
São Tomás de Aquino

Cheers!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Action is eloquence.
William Shakespeare

 

soneca esperta

Nada de jet set este ano.
Pela primeira vez desde 1996 estou em São Paulo para o reveillon
Sem trânsito, sem estresse, e, ainda, com tudo o que me faz gostar (muito) da Pequena Maçã.
Bibliotecas, música, lojinhas, bicicleta, tempo nublado, passarinho cantando logo cedo.

Bom ter tudo isso em casa, não?

Aos poucos, meus poderes de balzaca em fim de feira voltam.
Não durmo de noite, durmo pouco durante o dia.
Tomo umas e outras só para curtir um pilequinho de leve.
Subo na balança e nem levo susto.

Fim de ano?
Começo de era!

Você pode fechar a conta?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Não sei se para você já chegou, para mim, a tal da conta do ano novo veio num envelope.
O que mudar?
Por que mudar?
Qual personagem vestir?
2012, depois do caminhão que passou por cima de 2010-2011, chegue de mansinho.
Eu não quero decidir nada.
Mas assumo a responsa.
Se quiser briga, eu desço do bonde.
Se for para chacoalhar, colo.
Se for para correr, paro para uma branquinha no boteco.
Não aceito café com leite.
Média desnatada.
Vou tropeçar na calçada e sentar no meio da rua.
Nem venha me empurrar que daqui não saio.
O meu 2012 vai ser como confete e serpentina em baile de gala no domingo de carnaval.
Banana-split, ok?