Posts com a Tag ‘30 anos’

Dando adeus aos mais de 30

domingo, 28 de abril de 2013

O blog perdeu a pegada, a graça besta de dizer o que quer.
Agora ele vem e vai quando dá.
Bom, ruim, que nada.
Neste canto público, eu não canto quando e como quero.
É quando dá e mal dado.

As coisas se aproximam perigosamente dos 40.
Eu, que fui feliz aos 30, agora tenho certeza de que as certezas se vão com 2×20.
Agora, sim, é que vou acelerar a lambreta.
Filho, botox, criolipólise – vale tudo para não deixar o tempo passar por cima.
Faca nenhuma me furará.
Sexo, night, bebida – acho que a coisa precisará de tarja preta a partir de agora.
Foram-se as vergonhas.
Os sonhos.
As loucas idéias.
Ficou a carne.
E uma certeza cinza de que nada restará.
Pois agora, sim, é que a coisa vai esculhambar geral.
Tudo preto no branco.
Mais preto – é fato.
Tudo escancarado.
Tudo cada vez mais errado.
Barranco abaixo.
Nos derradeiros minutos, nem padre, nem video da Jane Fonda me salvarão.
Remédio?
Só negão manipulado.
Porque de orgânico e vegetariano, só mesmo o professor de yoga que tomou na testa e casou com a professora de pilates.
Desbundei para a geral.

Agora malho de segunda a sexta

Banzo brasileiro

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Por que escrevo?
Não sei.
Pois não tenho ganas de ser lida, mas o faço em público.
Não quero livros, não quero apoio, reconhecimento, nada.
Não sei “me” explicar. Contente-se.

Desde minha pausa forçada, os (poucos) leitores minguaram.
Na rede é assim, sem constância, sem ninguém.
O mais interessante é que, sem alegria, mais ninguém.
Desde que o mundo é mundo, ganham os alegres, os belos, perdem os tímidos, os tristes.
Com alguns anos de atraso, talvez ganhem – postumamente – os melancólicos.

E o que fazer?
Ter mais de 30 e quase 40.
Minha empolgação de sair dos 20 se refletiu em tantas questões.
Não ser mais uma metralhadora sem mira.
Ser apenas mais alguém – e satisfeita e em ter apenas isto como meta.
Agora, com quase 40, reviravoltas com atraso.
E uma contagem das perdas.
Do viço, dos parentes, dos trabalhos com sobrenome, da vontade de parecer que tudo está sempre bem.

Não diria “êxtase”.
Mas contentamento.
Saber o que se é.
Esperar mais e contentar-se com muito menos.
Ser o que se é.

E acordar nesta segunda-feira com banzo.
Banzo de quem deu uma volta maluca para descobrir que não queria ter saido do lugar.

Papéis

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Buscando as perguntas certas

Estou dormindo, trabalhando e recebendo um canil/gatil num quarto de hóspedes.
Minha sala é um exemplar de programa Colecionadores Compulsivos.
Meu quarto, o lavabo, um quarto – tudo cenário de guerra com armas brancas.
No fim de semana consegui trabalhar e viver razoavelmente bem.
Mas fugi de casa o quanto pude – fui para o parque, fui dar voltas. Usei parte da sala para não ver nada na TV.
Esta semana farei minha última viagem internacional do ano – pelo menos foi o que me propus.

Ok. E agora, José, Maria e João?

Hora de repensar tudo – pela enésima vez.
São Paulo ou não?
Consegui me organizar para trabalhar onde os clientes estão – portanto São Paulo ou Quixeramobim, tanto faz.
E sempre tive um pé na estrada.
Mas justo agora que eu queria sossegar?

Vai ver que é por aí.
Chegadas e partidas.
Uma não-rotina obrigatória.
Um reinventar constante.
Um andar no limite.

Borderliner?
Uma pessoa com um transtorno de personalidade borderliner muitas vezes experimenta um padrão repetitivo de desorganização e instabilidade de auto-imagem, humor, comportamento e relacionamentos pessoais.
Isto pode causar sofrimento significativo ou prejuízo no amizades e trabalho.
Uma pessoa com este transtorno muitas vezes pode ser brilhante e inteligente, e parece ser calorosa, simpática e competente.
Elas às vezes pode manter essa aparência por anos, até que sua estrutura de defesa desmorona, normalmente em torno de uma situação estressante, como o rompimento de um relacionamento romântico ou a morte de um pai.

Olha, não sou psiquiatra – mas nada me pareceu muito estranho, menos o desmoramento.

Contei que estou fazendo Estudo Biográfico?
De onde viemos, onde estamos, para onde vamos…
Interessante e difícil.
Bom para quem gosta de escrever…
Pesquisando histórias dos antepassados.

Esses 30 chegando aos 40.
Agora não dá pra chutar tudo para o alto (?).
E os chutes são garrinchinianos – até quando displicentes são para a bola bater na rede.

Vou sair arrastando meu sling por aí para ver se me inspiro.

Experiência

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Aquela conversa do tio, do avó, do pai.
Do colega de trabalho que já dobrou a curva.
Você não ouvia quando tinha 20.
Por que, com você, tudo seria diferente.

Na passagem dos 30, fichas começam a cair.
Bem que te avisaram.
Mas você não quis ouvir.

Quanto tempo você teria economizado?
E dinheiro?
E paciência?

Ah, a delícia de sentir a pele ainda macia.
E saber que os cabelos começam a ficar prateados.
Ah, que graça lembrar daquela certeza toda.
E olhar para frente sem saber o que será do amanhã.