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Marrocos?

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Tubaína

Paris é um mix de africanos, árabes de todas as religiões e um pouco de franceses.
E um lixão com arquitetura de luxo a céu aberto.
Ontem sai com uma trinca de francesas sensacionais e típicas:
uma é francesa de pai e mãe, a outra afegã e a outra, brasileira.
Risos!

Andy Wahloo, 69 rue des Gravilliers – anote e não deixe de ir.
Aparentemente Andy Wahloo é um artista plástico e as palavras querem dizer, “não tenho grana” ou algo assim, mas eu desconfio que seja uma grande piada.

O club tem tudo o que você imaginar do Marrocos: tubaínas, chás, molhos, comidas, música. (Com um mix francês bem apimentado)
Conheci o cronista do Le Liberation,
a nova pintora do momento,
a afegã cineasta, a produtora de moda,
a estilista alternativa,
a anoréxica festeira,
a alemã com complexo de chinesa…
Muita gente bacana, muita bizarrice e muito gagagagagaga em francês – puts, eu estou entendendo tudo, mas ainda gaguejo para falar.
Maldita conjugação de verbo. Maldito álcool.

Paris em um shot!

Antes, explico como começa a noite aqui…
Cinco da tarde, parada para uns drinks no Charlot Bistrot (esquece a cafonice do Charlot em Sampa).
Eu provei o “limousine” e devo dizer: os melhores drinks são os de Paris!
(E os mais caros também).
Depois de ficar 3 horas no bar e não consumir mais do que 10 euros per capta, club!

Antes, um adendo: bom foi ver o pai gringo coroa e o filho babão.
O pai se achando o selvagem da motocicleta tomando litros de cerveja.
O filho, fazendo uma novela particular.
Briga e volta com a namorada, corrida pela rua, volta… uma loucura.
E eu aplaudindo do camarote.

Por falar em briga de namorado, é engraçado como aqui reclama-se muito de solidão.
Não aquela solidão de telejornal, de velhinho morrendo sozinho no apartamento porque a família não quer saber…
Solidão de uma turma que, como eu, tem mais de 30.

me sentindo em casa

Todo mundo cai na night, todo mundo trabalha, todo mundo viaja… Mas ninguém quer saber de história com ninguém. E quem quer, não consegue achar alguém disposto. Personne, aucun… Palavras, de mots.
Crise de sociedade de consumo… A gente sempre quer o impossível…
Ou o que não existe.
Ou que não está disponível.
Eu, sinceramente, não fujo do estereótipo.
O que estaria Ana fazendo em Paris?

Enfim, vamos falar dos outros porque é muito mais fácil.
Os que não acham a cara-metade.
Será que rola um medo? Ou um complexo de Peter Pan?
Acho que ninguém quer dureza nessa vida. E tem muita gente idealizando a relação.
É fácil acreditar na novela… No cara rico (e que não trabalha – em novela, ninguém tem tempo para trabalhar) e na moça linda e incrível.
Mas de perto, ninguém é normal… Eu, pelo menos, contento-me com a minha loucura. E você?

Sabe o quê?
Ontem fiquei pensando…
Eu vou abrir uma agência de “encontre sua francesa”.
Porque elas são – até o que vi – muito mais interessantes e incríveis do que eles.

Eles?
Pfffff!