Posts com a Tag ‘Abu Dhabi’

Dia escuro

sábado, 27 de março de 2010

Nesse caso todo dos Nardoni so tem uma coisa que eu não entendo.
Agora que foram julgados e condenados, a imprensa quer mais sangue.
A manchete é que o casal pode pegar regime semiaberto em 2018.
O problema aqui é que nao basta cumprir a pena, tem que transformar a vida num inferno.
Fico pensando nos dois filhos sobreviventes. Filhos de assassinos. Filhos de párias.
Não fizeram nada e vão carregar a cruz.

O cara mais simpatico!

Peter, o terceiro lugar mais comemorado

Por aqui, fim de corrida. O terceiro lugar foi o mais comemorado. O quarto nem voou na final.
Agora rolou um jogo de futebol – convite do técnico Abel Braga.
Eu confesso que preferia ter uma boa noite de sono. Mas valeu pela diversão. A única mulher gritando palavrão no meio de um tanto de homem de camisolão. Risos e mais risos.

Amanhã, um dia em Dubai.

Mosaico árabe ou paraíso artificial

quinta-feira, 25 de março de 2010

A metamorfose

terça-feira, 23 de março de 2010

Dias intensos no trabalho, na vida – confesso que rápidos demais até para mim. Ontem, algo indédito: cheguei às 22h30 do francês e caí na cama. Nem comi, nem nada. Dormi de soluçar (se é que você me entende).
(Hugo, recebi os livros, danke! Acho que um vai comigo para as arábias)
Hoje acordei totalmente quebrada, estavam faltando pedaços mesmo. Precisei dar uma autossacudida para me encontrar. A conexão não pegou ainda.
Viagem para a Áustria adiada para julho. Pintou Austrália no meio do caminho. Sidney, Perth, Pinnacles Desert…Prometo tirar uma 3×4 dos aborígenes tomando RedBull.
Sandra, obrigada pelas dicas de Salzburg – vou parar uns minutos nos Emirados para me divertir aos poucos com elas. Acho que vou poder parar nessa viagem. Tudo com minha bolsinha de cupcakes.
Das arábias, vou trazer caneca de milk “sheik” para o Clerc.
Sobre o anel, Elsa Peretti. Sempre – a musa.

Pois é, minha gente, isso é Brasil – antes, para ir para a Disney, o cidadão tinha que nascer rico de pai e mãe.
Hoje ele roda o globo com aquela carinha blasé.No cantinho da gerente
Hoje mesmo, vejam só: liguei para o estúdio de fotos no Rio, pedi cópias das minhas fotos do passaporte, paguei via bankline, fizeram e despacharam pelo correio.
Nada como viver num país subdesenvolvido.

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Por aqui, no país tropical, o assunto é crime.
Pai e madrasta vão a julgamento por assassinato de filha.
Jovem desocupado mata pai e filho e a culpa é do Santo Daime.

Eu fico sempre me perguntando de onde sai a brilhante idéia de matar alguém… Será que não deixamos as cavernas?

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Cavernas…
Eu fico elucubrando por que rodamos tanto, corremos, fizemos guerras – tudo para voltar para as catacumbas… Para puxar as fêmeas pelos cabelos, grunhir, comer carne crua.
É a involução humana.

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o gênioO que me anima é o matemático russo Grigory Perelman. Ontem ele declarou que não tem interesse em receber o prêmio de US$ 1 milhão a que tem direito por ter resolvido a chamada Conjectura de Poincaré.
Tá certo. Se fosse pelo dinheiro, ele deveria fazer outra coisa da vida…

Segundo a Folha:

A vizinha Vera Petrovna afirmou que já esteve no flat do matemático. “Ele tem apenas uma mesa, um banquinho e uma cama com um lençol sujo que foi deixado ali pelos antigos donos – uns bêbados que venderam o apartamento para ele”.

“Estamos tentando acabar com as baratas nesse quarteirão, mas elas se escondem na casa dele”, acrescentou.

Esse não é o primeiro prêmio esnobado por Perelman. Há quatro anos, ele não apareceu para receber a medalha Fields da União Internacional de Matemática.

Dizem por aí que, se uma bomba atômica atingisse todo do mundo, só as baratas sobreviveriam… Esse matemático é mesmo esperto. Fazendo contato com as únicas sobreviventes do caos…

200km por hora

quinta-feira, 11 de março de 2010
2001, uma odisséia no espaço

2001, uma odisséia no espaço

E foi assim que tudo começou. De saco cheio da vida de jornalista que rala, mas não leva crédito, parti rumo à ilha.

E abri minha caixa de surpresas.

Agora, 9 anos depois, fico relembrando as viagens da viagem. Em pleno Caribe, fugindo do carpete e das redações, curtindo andar com um pano na cabeça. Os óculos eu perdi num Skoll Beats, os brincos fiquei com um só na Ilha do Mel e mandei para o mar, o pano foi blusa, saia e vestido e, hoje, está guardado com toda pompa no meu gavetão de panos. No dia dessa foto, uma cubana me achou patrícia e perguntou se eu estava faturando o “gringo” que me acompanhava. Risos e mais risos. Fiquei me achando “a” cubanita de pano na cabeça.

Pois é…

Amanhã, Rio; dia 27, Abu Dhabi, dia 12 de abril, Salzburgo. Eu que estava pulando em comemorações ao meu momento ex-Latam pago a língua com estilo. Mas não posso reclamar – essa vida de communications é literalmente uma viagem. Só não pode ter amarras, filhos e se levar muito a sério.

Como diz a canção do Lô, “sou do mundo, sou Minas Gerais”.

E estou devendo, mas não nego. Vou contando em pílulas.

Sobre minha história no mundo da construção civil… Começou animada, no meio tinha um caixa dois, depois um processo e, hoje, acertei minhas contas. Tudo porque peitei a gigante e sem colete à prova de balas. Não foi fácil, tem que ter coragem, tem que ser meio doido. Em vários momentos, a vontade era de ir até a Receita Federal e vomitar as porcarias que testemunhei em números. Mas tive que adotar um meio termo. Porque ferro com bandido acaba em fogo.

Mas digo apenas uma coisa: no Brasil, as construtoras limpam a grana através de agências de publicidade e todo mundo sabe. Eu não sabia e fiquei horrorizada. Mancha negra total no meu CV. É chato se descobrir honesto num meio em que o modus operandi é comprar fiscal de prefeitura, prefeito, vereador, é limpar dinheiro achacando fornecedor ou transformando fornecedor em cúmplice. Cruzes, traficar deve ser mais limpo.

Fui.