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Joana

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Take 1

Queriam-me casado, fútil quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?

(…)

Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havermos de ir juntos?”

Lisboa revisitada, Álvaro? Ou seria Jåµë§?
Les oeuvres poétiques d’Arthur Rimbaud? Ou de M. Langone?
Quem tem medo do incentivo aos loucos?

Em tempos de México batendo galinhos de briguinha franceses… Onde está a virilidade?
Onde?
As mulheres perderam a ternura. Os homens, a bravura.

Por isso avanço sem medo (e com pavor) para onde quer eu vá.
Perdi a ternura, acho El Che de uma patetice total.
Se eu fosse ditador, mataria a todos de fome. E comeria pipocas cobertas de chocolate. Mas guardaria um eunuco para trocar a lâmpada. Há que ser previdente.

Foto da foto - take 1

Amigos, estou em processo de rasgar a carne na análise.
Avó, mãe, igreja, família, sexo, pai, trabalho, homens, viagens, mundo, bicicleta, poesia – abriram a terra e mergulhei como se fosse uma piscina.
O que eu gosto mais é de ver o velhinho resolver décadas com um lápis e papel.
Todo mundo faz tudo errado na infância e você gasta seus cobres no analista para confirmar isso.
Ai que maravilha seria se eu fosse rica.
Estudaria, comeria pipoca coberta de chocolate e faria análise.
E seria Fidel, Chavez, Kim Jong-il, e tudo o de pior que há. Eliana, Xuxa, Valeria Mazza e Susana Gimenez.
Iria de negro ao jantar branco do Louvre – como fui a tantos reveillons.

Iria branca e nua aos enterros.
O lugar onde você descobre que daqui não escapará.

Colocaria toda a culpa no técnico.
Preciso urgentemente ganhar na loteria.
Ou voltar a minha posição de zagueiro.

Les hommes veulent tout.
Une femme silencieuse.
Et un écran de télévision.

Le mâle a perdu.