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Há escuridão no fim do túnel

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

andy Pois é, Andy. Sem querer, eu ando pelos caminhos mais tortos e achando gente para me acompanhar.

Engraçado é que nos últimos tempos tenho recebido umas propostas de trabalho interessantes. Será que os inconsequentes estão na moda? Ontem foi mais um dia de entrevista inesperada. E eu gostei do “boss”. Careta, com um super CV e gente boa. Combinação interessante. Mas, o que me disseram que iria acontecer e não cri anda pintando: estou começando a gostar da vida dazed & massy da internet brasileira. O que virá? Sei lá.

Ontem minha “alma-gêmea-de-gênio-maluco”, David Presas, liga à noite. Eu saindo da entrevista, recém-saída do táxi, no prédio do trabalho, quase dez da noite, esperando o elevador para descer até o quinto subsolo. Sensação de calor de 50ºC.
David colore a night.
Eu desço o elevador e me sento no chão para conversar.
Os poucos que descem me olham como seu eu fosse louca.
Não tiro a razão deles. Louco é sentar no hall do elevador no quinto subsolo.
David estava num bar com mais de 150 tipos de cerveja.
20ºC em NYC.
Lembrou do meu “spiritus” e me ligou.( álcool em latim – segundo Jung se usa a mesma palavra para a experiência religiosa mais elevada assim como para o mais perverso veneno. A fórmula auxiliadora é, pois, spiritus contra spiritum)
Falamos da vida, da alegria de viver o hoje. Eu disse que misturo tudo: trabalho com amizade. Sexo com amor. Dinheiro com prazer. E, óbvio, quero trabalhar com o David. David é um americano com alma de Vila Isabel. Poderia ter sido um primo-irmão de Noel lá pelos becos da Grande Maçã. Casado com uma brasileira tão louca e espontânea como ele, Alba.

Falamos de não esquentar a cuca demais.
Falamos de dois amigos em comum.
Um, de spiritum germânico. Como a vida não se encaixa no esquema tático dele, vive de mau humor.
O outro, de spiritum carioca. Para esquecer do que não deu certo, bebe todas e troca de namorada e de projetos profissionais com uma rapidez de trovão. E o pior é que ganha bem.
Na boa? Nenhum “nenhoutro” (adoro esse neologismo).
Se bem que o carioca em geral é sempre mais interessante. Só não dá para levar à sério esse carioca específico.

Sei que falamos, rimos, desligamos.
Peguei o carro, enfrentei uma Marginal fantasmagórica e quando entrei no meu território perdido, a Vila Madalena, o mundo ficou escuro.

Fez tanto sentido um apagão pós-animação.
Subi sete andares de escada.
Não jantei. Comida, só quentinha.
E dormi o sono dos incautos.

Hoje parece ser sexta-feira.