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domingo, 16 de agosto de 2009

Photo 219Somos todos borderliners.
A nova gripe é só uma gripe.
O que ela tem de diferente? A outra mata mais velhinhos, essa anda matando mais jovens.
Nas embaixadas, todo mundo recebeu tamiflu.
O governo mandou suspender a propaganda de anti-gripais na TV.
Para o povo não sair se automedicando.
No trabalho, uma pessoa foi confirmada.
Mas a fofoca – no dentista, na academia – fala em multidões de contaminados.

A gente é assim, um espetáculo.
Para fugir dessa vidinha mais ou menos, uma gripe.

Recebo notícias de um amigo que vai fazer vídeo para o Ciro.
Já fez para o Kassab.
E lembro da baixaria da semana: Globo X Record.
Gente, que santo o meu. Santo danado! Eu não preciso ter crença ou fé, o santo tá lá.
Eu não faria matérias nem de uma e nem de outra.
11 minutos no JN para o Edir Macedo é política sim.
E a resposta, mostrando imagens das fachadas da Globo e dizendo que estão com medo da concorrência…
Um ex-colega, gravando passagem para dizer que a história é velha…
Roubo velho prescreve? Deixa de ser roubo?
Ana Paula Padrão e Celso Freitas lendo as chamadas… Senti vergonha por eles.
O que não se faz por um punhado de grana…
Ontem o site dos moços do dízimo foi atacado.
Engraçado ver os analfabetos em defesa da Globo (!).
Notícias de outra guerra particular.

Nas pesquisas, Marina leva 3%.
Dilma estaciona em 16%.
Melhor foi a Danuza… Como é para assinantes, reproduzo um pedaço da coluna de hoje.

Mas de Dilma não tenho medo; tenho pavor. Antes de ser candidata, nunca se viu a ministra dar um só sorriso, em nenhuma circunstância.
Depois que começou a correr o Brasil com o presidente, apesar do seu grave problema de saúde, Dilma não para de rir, como se a vida tivesse se tornado um paraíso. Mas essa simpatia tardia não convenceu. Ela é dura mesmo.
Dilma personifica, para mim, aquele pai autoritário de quem os filhos morrem de medo, aquela diretora de escola que, quando se era chamada em seu gabinete, se ia quase fazendo pipi nas calças, de tanto medo. Não existe em Dilma um só traço de meiguice, doçura, ternura.

São Paulo, domingo, 16 de agosto de 2009

Dilma, fofa, de você estou fora.

Com sua peruca de Sílvio Santos, seu jeito de guerrilheira mandona, seu currículo falsificado, sua mentira nada disfarçada… Não conte com meu voto. Não conte comigo. Conte com os pobres, os ignorantes, os que precisam de sua esmola.

Ai, como é bom fugir do mundo.
Começar a sexta em casa e só sair na segunda.
Lá fora, feira da Vila. O povo todo querendo pegar a gripe e virar celebridade.

No sábado, turma nova do francês. A bicha gorda, a suburbana exagerada, a patricinha de meia furada. O bicha discreto, a burra que se guia pelo GPS. O universitário de saco cheio. A armena inteligente e feia para cacete. O japonês barbudo. A pobre que subiu na vida. Essa turma promete.

Ai, como é bom simplesmente não fazer nada.
Nada.
Ficar vendo as horas passarem.
E não fazer nada.
Nem respirar.
Lendo Baudelaire e esperando o mundo acabar.