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Eita de novo

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Segundona começando quente.
Técnico da Net às 8h em ponto.
Corrida para a hidro geriátrica – meu chinelo arrebentou e fui arrastando a sandália para a piscina.
Piscina gelada e a semana gritando…
Conversa com a empregada. Demissão.
Essa vida de gente grande que não releva, não tem um tão grande coração.
Corrida para a Berrini, templo dos grandes negócios.
Almocei com um novo amigo querido que chegou atrasado na história.
Fuga para ver tudo o que não posso comprar.
Trabalho – não rendeu nada.
A cabeça fervilhando. Trabalhar para pagar tudo o que não posso comprar.
Briguei com o WalMart de novo.
Comprei panelas chinesas, panelas avacalhadas.
Vieram com boca oval e tampa rendonda. Devolvi.
45 dias depois, mais panelas.
Vieram com as bocas cortadas – como se fossem um adereço da Lady Gaga. Pedi socorro, não quero mais WalMart – nunca mais nem de novo.
Marquei reunião.
Cancelei reunião.
A semana nem começou e já quero um domingo de novo.
Comprei um software de demissão.

(Funciona tanto e tão bem que penso em fazer automedicação)

Café com bolo?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Um pedacinho?

Saído diretamente do maravilhoso mundo do bolo de caixinha, um dia e tanto.

Acordei tarde – dormi mais tarde ainda.
O calor escaldante fazia com que o banho gelado fosse obrigatório e repetido três vezes ao dia.
Um momento salão incluído no cardápio.
Flores e uma batida chatinha na minha roda – que bom é não ser homem e só falar: “ooops“.
No estacionamento, 20 minutos de explicação para a turma.
– Não, não estou mais na Berrini, trabalho em casa.
Desconforto básico ao ver que os dois ouviam uma explicação diferente:
– Virei madame, agora só faço bolo de coco e bato a roda liga leve do meu carrão no meio fio da Dr.Arnaldo.
Seu Creisson, não traduz, please!

No almoço, comida de sexta-feira. Macarrão com macarrão.
Nada de saladinha, frutinha, saudezinha e vitamininha.
Flores do campo.
Girassóis.
Minha Mafaldinha chega na latinha.
Roupa de cama florida para dar um ar caipira a São Paulo.
Banho na Alice.

Mais uma rodada de mil conversas com fornecedores.
– Pois é, cara, o cliente ainda não deu retorno e, se você não puder segurar o orçamento, paciência.

Bolo de caixinha.
Coco gelado.
Vai ficar perfeito com meu sorvete que veio por engano.
Crocante da La Basque.
Facebook.
Mais um momento de superexposição narcisística.
Flores, gatos, bolo e outros quitutes.

Calor.
Calor.
Calor.

Banho gelado.

Sexta-feira abre alas e me traz uma chuvinha de verão. Vontade de sair para a rua.

Chá com pão árabe, coalhada seca e azeitona preta.
Penso no bolo e digo: “até amanhã”.
Vejo a série francesa no GNT e falo francês, com biquinho, sozinha em casa.
O roteiro é sempre o mesmo:
– Je ne parle pas très bien le français, mais je comprends ce que vous dites. Si vous ne parlez pas trop vite …
Ah … J’ai étudié deux ans et j’ai passé près de trois mois à Paris. J’écris mal et ma grammaire est mauvaise.

Calor.
Mais um banho.
Bolo na geladeira.
Bolo de coco.
Sexta-feira balzaca.
Sem álcool e sem censura.