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Mau humorzinho delinqüente

quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Mandando em Jacqueline Bisset no maior charme

Mandando em Jacqueline Bisset no maior charme

(Parêntese)

Ontem na revista, todo mundo unido na crítica ao alheio. Na crítica às malas sem rodinha que temos que “carregar”. Óbvio que cheguei em casa pilhada, com adrenalina no limite. Eu fiquei com insônia (ontem) e só o pilates me salvou (hoje). Não costumo ter olheiras, mas hoje estou a Wandinha da família Adams. Vou botar uma foto no twitter. Trash.
Meu blackberry morreu. Depois de várias tentativas, chutei o pau da barraca. Deixei meu melhor amigo na UTI (conectado na veia em meu MacBook Pro novinho). E hoje não é que ele deu uma ressuscitada?
Faz sol lá fora.
Passou.

Hoje faz 25 anos que o cineasta dos que mais gosto morreu.
Rechaçado tanto pelo pai adotivo quanto pela mãe, o espírito rebelde transformou Truffaut em um mau aluno. Quem viu (e amou como eu) Os Incompreendidos/Os 400 golpes agora sabe de onde veio a inspiração.
O jovem François Truffaut costumava matar aula para assistir a filmes e, aos 14 anos, abandonou a escola e passou a viver de pequenos trabalhos (e alguns furtos). A paixão pelo cinema o fez fundar, em 1947, um cine-clube, chamado “Cercle cinémane”. Aquela era uma época de enorme efervencência cultural na França pós-II Guerra Mundial, e os cineclubes, lotados, eram o local para se assistir às projeções e discuti-las depois (alguém viu o fraquinho Inglorious Basterds?). Mas o “Cercle” não teria vida longa, já que concorria com o”Travail et culture”, cine-clube do escritor e crítico de cinema André Bazin. Bazin soube que o “Cercle” estava à beira da falência e foi conhecer Truffaut. Sensibilizado com o menino cinéfilo, o crítico virou uma espécie de “pai” para François.
A influência de Bazin na vida de François Truffaut foi decisiva. O jovem tornou-se autodidata, esforçando-se para ver três filmes por dia e ler três livros por semana. Ele até chegou a fazer um acordo com o pai adotivo, que lhe custearia despesas derivadas de sua vida cinéfila. Em troca, François deveria ter um emprego estável e teria que abandonar o cine-clube. Mas o garoto descumpriu o acordo, e o padrasto o internou em um reformatório juvenil, além de passar sua custódia para a polícia. Os psicólogos do reformatório contactaram Andre Bazin, que prometeu dar um emprego a François no “Travail et culture”. Sob liberdade condicional, Truffaut foi internado em um lar religioso, mas seis meses depois foi expulso por mau comportamento.

Independência
Secretário pessoal de Andre Bazin, aos 18 anos, François Truffaut obteve a emancipação legal dos pais. Bazin continuou a lhe dar a formação adequada em cinema, introduzindo-o no “Objectif 49”, um seleto grupo de jovens estudiosos do novo cinema da época, como Orson Welles e Roberto Rossellini. Mais tarde, integrariam o “Objectif 49” nomes como Jean-Luc Godard, Suzanne Schiffman e Jean-Marie Straub. Em abril de 1950, François Truffaut foi contratado como jornalista pela revista Elle e passou a escrever seus primeiros textos. Também fazia contribuições regulares para outras publicações.
Mas, em decisão que só faz sentido para quem tem coragem de chutar o balde (eu me incluo aí no quesito profissão), Truffaut largou a profissão e alistou-se nas Forças Armadas francesas. Arrependido, tentou escapar, mas acabou preso por tentativa de deserção. Novamente, Andre Bazin intercedeu por ele e Truffaut livrou-se do serviço militar depois de dois anos, em fevereiro de 1952. Desempregado, foi morar com a família de Bazin e dedicou-se a ver filmes e escrever artigos como freelancer.

Cahiers du cinéma
Em abril de 1951 – época em que François Truffaut estava preso -, uma nova revista sobre cinema nascia. A “Cahiers du cinéma”, fundada por André Bazin, Jacques Doniol-Valcroze e Joseph-Marie Lo Duca, tornaria-se a mais influente públicação sobre o assunto na França. Em 1953, Bazin ajudou Truffaut a entrar para a “Cahiers”. E logo com seu primeiro artigo, “Une Certaine tendance du cinéma française” (“Uma certa tendência do cinema francês”, em portugês) – um manifesto contra “a tradição da qualidade” do cinema francês -, Truffaut causou polêmica no meio cinematográfico, seja para defendê-lo ou criticá-lo.
Além das críticas contundentes de François Truffaut, a “Cahiers” contava com outros jovens promissores, a saber, Claude Chabrol, Eric Rohmer, Jacques Rivette e Jean-Luc Godard. Ao longo de seis anos na revista, Truffaut publicou 170 artigos, a maioria deles críticas de filmes ou entrevistas com diretores, alguns dos quais se tornariam seus amigos, como Jean Renoir, Max Ophuls e Roberto Rossellini (criticar os amigos e publicar = !).

A Nouvelle Vague
Como crítico, François Truffaut desenvolveu sua famosa “Politique des auteurs” (teoria autoral, em português). Neste conceito, o filme é considerado uma produção individual, como uma canção ou um livro. Truffaut defendia que a responsabilidade sobre um filme dependia quase que exclusivamente de uma única pessoa, em geral o diretor. Para ele, o grande representante de sua teoria era o diretor inglês Alfred Hitchcock.
A “Politique des auteurs” foi a base para o surgimento de um movimento que revolucionaria o cinema francês. Criada por jovens cineastas franceses, a Nouvelle Vague defendia tanto a produção autoral como também uma produção intimista e a baixo custo. Alguém falou em cinema indie? Esta nova geração era formada principalmente por jovens críticos das publicações especializadas. E a dúvida que pairava era: será que um crítico é capaz de fazer um filme? François Truffaut foi um dos primeiros a tentar provar que era possível. Ele realizou três curtas-metragem. Ainda naquele ano, Truffaut publicou o conto “Antoine et l’Orpheline” na “La Parisienne” – onde também era colaborador – e fez sua primeira entrevista com Alfred Hitchcock, em Paris, para a “Cahiers”.
Em 1956, Truffaut foi assistente de produção de Rossellini e, no ano seguinte, fundou sua própria companhia de cinema, a Les films du Carrosse. Em 1957, casou-se com Madeleine Morgenstern, filha do rico distribuidor Ignace Morgenstern (COCINOR). O casamento com Madaleine garantiu plena independência artística-financeira para os trabalhos de François Truffaut. Com ela, o cineasta teve duas filhas: Laura (1959) e Eva (1961). Durante a produção de “Os Incompreendidos”, Truffaut viu, em 11 de novembro, o “pai” Andre Bazin falecer, vitimado pela leucemia.

Carreira consolidada
Com as gravações de “Jules et Jim” (meu preferido!), o cineasta teve um caso de amor com a atriz francesa Jeanne Moreau, casada na época com o costureiro Pierre Cardin (Que tem aquela casa fenomenal em Cannes e está vivo até hoje). O casamento de Truffaut já havia sofrido um sério abalo, quando ele teve um curto relacionamento com uma atriz de 17 anos, Maria-France Pisier, protagonista de “Antoine et Colette”. Em 1964, Truffaut decidiu romper seu casamento com Madeleine Morgenstern, e manteve o romance com Moreau, recém-separada de Cardin.
Com Beijos Proibidos (páreo forte com Jules et Jim), Truffaut se apaixonou por Claude Jade e os dois chegaram a ficar noivos, mas romperam logo. No fim dos anos 1960, o diretor e Godard rompem uma longa amizade. A ruptura seria para sempre, embora Godard tentasse uma reconciliação nos anos 1980. (Godard, sempre um chato de galocha)
Em 1973, depois do sucesso com A Noite Americana (um filme quase inteiro em plano sequência!!!), com o qual ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro, François Truffaut recusou proposta da Warner Brothers para refilmar Casablanca. Quatro anos depois, o cineasta atuou em Contatos Imediatos do Terceiro Grau, do diretor norte-americano Steven Spielberg. Em outubro de 1979, François Truffaut aceitou o cargo de presidente da “Federação International dos Cine-clubes”.

A morte
Truffaut apoiou a eleição do socialista François Mitterrand para a presidência francesa. No poder, Mitterrand quis condecorá-lo com a “Legião de Honra”. Em 1983, nasceu a terceira filha do cineasta, Joséphine Truffaut. Na época, Truffaut queixava-se de intensas dores de cabeça. Descobriu mais tarde que estava com câncer no cérebro. Pensava em fazer sua autobiografia, com o amigo Claude de Givray, mas os problemas de saúde o impediram de finalizá-la. Em 21 de outubro de 1984, François Truffaut faleceu, no Hospital Americano de Neuilly-sur-Seine, vítima de um tumor cerebral, causado pelo vício do cigarro. (Fonte nada confiável, mas adorável: Wikipedia)

Ai, ai.

Evento começando a esquentar

sexta-feira, 10 de julho de 2009

invitaciac2b3n-prensa-1

Já temos 11 jornalistas estrangeiros confirmados: 1 TV do Chile, Rádio do México, Lá Nación, Clarín, o jornal (tipo Metro) de maior circulação de Nova York… Bacana!

E os convidados ilustres são interessantes. Um já me deu um follow no Twitter – o que prova que a rede social é poderosa porque não falei com ele diretamente…

Vejam aí o perfilzinho (e não escrevam o nome errado porque é mico)

kate-walsh-b_0Kate Walsh: Kate Walsh is currently starring as Dr. Addison Forbes Montgomery on the ABC drama “Private Practice,” a spin-off of the hit show “Grey’s Anatomy” where Walsh made her first appearance in 2005 as the unfaithful wife opposite Patrick Dempsey’s character, Derek Shepherd. The enormous success of her character on “Grey’s” led ABC, along with writer and creator Shonda Rimes, to create a spin-off based solely on Addison leaving Seattle to reunite with old friends and begin a new life and career in Los Angeles.

Gavin Hood (é GÁVIN e não Geivin): In 2003 Gavin was approached by UK based producer Peter Fudakowski to write a screenplay based on the novel Tsotsi by South Africa’s most acclaimed playwright, Athol Fugard.gavinhood The film was shot in South Africa in late 2004. Tsotsi was released by Miramax in February 2006. In addition winning the 2006 Academy Award for Best Foreign Film, Tsotsi received a Golden Globe nomination, won Top Prize at the AFI Film Festival, Toronto Film Festival, and the Edinburgh Film Festival, and seven other film festivals. Gavin also directed RENDITION (New Line Cinema 2007) staring Reese Witherspoon, Meryl Streep, and Jake Gyllenhaal and “X-Men Origins: WOLVERINE” which is currently in release with international box office rapidly approaching $400,000,000.

matthew_fraserMatthew Fraser: Matthew Fraser is a media business specialist with long experience as both a practitioner and academic. His research focuses on the economic, political and cultural impact of new media. His most recent work specifically examines the influence of Web 2.0 platforms such wikis and social networks like Facebook, Twitter and YouTube. A Senior Research Fellow at the INSEAD business school in France, Dr Fraser also teaches at the American University of Paris and the Institut d’Etudes Politiques de Paris.

Além desses convidados, executivos e VPs da Samsumg, RIM-Blackberry@, 20th Century Fox e outros irão participar. Promete ser bem interessante.

Os anos 80 são impagáveis

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Hoje, saindo da academia e vindo para o trabalho ouvi uma das milhares de músicas de Michael Jackson que agora são obrigatórias nas rádios, televisões, sites e o escambau. E a música, hit total em 1983, foi feita em parceria com Paul McCartney. E eu me lembro de cantar a música, feliz da vida – do alto dos meus 8 anos. Óbvio que eu não falava inglês, não entendia picas da letra e enrolava na cantoria. Hoje, ouvindo de novo a música eu tive um ataque de riso. Só mesmo os anos 80 com seu excesso de cores e sua inocência meio fake:

Say, say, say what you want,
But dont play games with my affection.
Take, take, take what you need,
But dont leave me with no direction.
All alone, I sit home by the phone,
Waiting for you, baby.
Through the years,
How can you stand to hear,
My pleading for you dear?
You know Im crying ooh ooh ooh ooh.

Go, go, go where you want,
But dont leave me here forever.
You, you, you stay away,
So long girl, I see you never.

What can I do
Girl to get through to you?
Cause I love you baby.
Standing here, baptisted in all my tears,
Baby through the years,
You know Im crying ooh ooh ooh ooh.

You never worry,
And you never shed a tear.
You saying that my love aint real,
Just look at my face,
These tears aint drying

You, you, you can never say,
That Im not the one who really loves you.
I pray, pray, pray every day
That youll see things, girl like I do.

What can I do girl, to get through to you? cause I love you baby.
Standing here baptised in all my tears, baby through the years,
You know Im crying, ooh ooh ooh ooh ooh

Só para não escrachar muito: ele fica em casa, sentado ao lado do telefone. Hoje eu fico louca, com dois telefones celulares e não sento nem para comer. Mas tenho direção: meu celular tem GPS.

Batizado por lágrimas… Michael sempre dramático, e Paul sempre barango!

Enfim, estou chateada de não estar podendo escrever no blog diariamente. Mas é que estamos preparando o evento anual do Terra. 400 pessoas de 7 países. Gringos feras irão falar. Já posso anunciar dois: Matthew Fraser (do vídeo acima) e Bashar Masad da RIM (leia-se Blackberry, o smartphone mais vendido do mundo – e como todo mundo sabe, o meu preferido).

Digamos que até dia 14 esse blog vai estar meio estranho.

Fui!

Transparência e touch screen

sexta-feira, 29 de maio de 2009

no-apple-iphone
Tenho um iPhone há cerca de um ano. É meu celular particular. E tenho um blackberry corporativo.
Meu iPhone é um péssimo telefone. Sem querer, encosto na tela e deixo em mute. Ou ele desliga. E o aparelho tem vontade própria: eu desligo e, minutos depois, ele se liga sozinho. É ótimo quando vc está num avião… Super seguro.

Sobre o blackberry, é o feinho que satisfaz. Agora quero testar um Nokia N-series…
E aposentar de vez o meu iPhone.

———
Ontem não escrevi porque fui “abduzida” por um seminário de comunicação corporativa.

Uma paletra, sobre redes sociais, foi vergonhosa. Uma agência mostrou claramente como o simples “blábláblá” sobre medias eletrônicas e redes sociais pode enganar os clientes mais desavisados. A moça não trouxe uma novidade, não falou coisa com coisa e as pessoas anotavam, anotavam, anotavam…
Eu fugi…
E caí numa palestra do responsável pela comunicação da Tam. Resumo da ópera: o cara é super lento. Percebe-se a lentidão, tendo em vista que, depois de uma turbulência num vôo Miami-SP, a companhia simplesmente tentou sair de fino da história… E depois de 3 acidentes em pouco mais de uma década, a Tam continua fingindo que não é com ela.
Depois, grand finale, palestra da TetraPak.
E uma consideração sobre transparência e adversidades.

tetrapak A moça – responsável pela comunicação – faz muitas gracinhas, parece simpática e mostrou um case… de Marketing!
A campanha da empresa para aumentar os índices de reciclagem no Brasil. Como eles transformam a vida de mendigos, drogados e moradores de rua. E ainda protegem o meio ambiente.
Assunto politicamente correto, do bem, certo?

Mais ou menos.
Se você dá um google na Tetra Pak, você encontra a história de sucesso da Secretaria de Meio Ambiente do Paraná.

Em 2007, o governo paranaense iniciou grande pressão sobre a Tetra Pak, argumentando que a empresa coloca no Estado uma imensa quantidade de embalagens longa vida, que depois vão parar no meio ambiente. A embalagem Tetra Pak é constituída de seis camadas: uma de papelão, uma de alumínio e quatro de plástico (polietileno de baixa densidade). Esses três elementos são prensados à quente formando um único produto. A reciclagem destas embalagens é complexa e depende de sistemas específicos de tratamento para a separação do papelão, do plástico e do alumínio.
A Secretaria do Meio Ambiente do Paraná ameaçou proibir a comercialização desse tipo de embalagem no Estado. Afirmou também que a Tetra Pak não teria um sistema eficaz para coletar as embalagens que coloca no mercado. A empresa tem uma fábrica em Ponta Grossa.
A Tetra Pak se defendeu da forma usual, dizendo que “não sofre nenhum tipo de restrição nos 165 países onde atua e que é referência global em sustentabilidade, por suas práticas em prol da preservação ambiental, tais como utilização de matéria-prima renovável, como a compra de papel de madeira certificada” .
Com essa resposta, a empresa provou desconhecer a gestão ambiental avançada, em que as ações estratégicas e pró-ativas são fundamentais. Hoje certificados ISO e políticas para fazer o “basicão” (destinação adequada de resíduos, usar materiais recicláveis, etc.) são apenas obrigação, não criam valor sustentável para as empresas.
Menos de uma semana após o Governo ter endurecido as ações, a Tetra Pak voltou atrás e assumiu compromisso de elaborar, em 60 dias, um projeto de logística de recolhimento e destinação de embalagens em todo o Estado. O vice-presidente da empresa para a América Latina, Nelson Findeiss, quando percebeu o dano à imagem corporativa, admitiu que as conversas foram mal conduzidas. “Tivemos um problema de comunicação, até porque em Ponta Grossa não temos área administrativa. O diretor responsável foi infeliz.”

Voltando à palestra. A menina cheia de graça tentou desconversar quando perguntei sobre esse caso. Disse que a atual campanha (eles têm budget de 10 milhões de reais) nada tem a ver com as pendengas com o Paraná. E que eles são do bem, assim, gratuitamente.
Se você tivesse uma empresa, gastaria 10 milhões de budget de marketing para ser bonzinho?
Vamos falar sério. A empresa tenta antecipar soluções para um problema que, ela sabe, é de responsabilidade dela mesma. E vai virar lei – isso é questão de tempo.

A moça, na apresentação, mostrou o merchandising que fizeram nas maiores redes de TV do Brasil. E achou lindo quando pode “editar” e “fechar” o texto de uma matéria da Record.
Eu quase tive um troço: cliente editando matéria de editorial… Que falta de ética. De ambos os lados. Ao ver o programa, vi que era “uma matéria-comercial”. Prática que eu condeno.

O esforço da Tetra Pak limita-se em parecer responsável ao indicar sistemas de reciclagem. Ora, isso por si só não é ruim. Mas não entendo por que a empresa não abre o jogo. Esse é um problema criado por ela, mas que pode ser resolvido por todos.
Mas não venha fazer pose de boazinha, de gente fina.
Assuma: isso não é lei, eles não têm obrigação, mas acham que têm que fazer um esforço pois é bem possível que, num futuro próximo, sejam responsáveis legalmenhte pelo Ciclo de Vida do produto. Não basta fazer a embalagem e entregar e deixar para o Estado e os cidadãos a tarefa de despoluir o meio ambiente.

Na palestra, a fofa falou que não entende por que o Paraná só se voltou contra eles e não contra outras empresas. Ora, só a Tetra Pak está no Paraná. As outras empresas de embalagens ou são gringas ou estão em São Paulo e outros Estados.
Mas, ao questionar o governo do Paraná, ela quis colocar uma pulga atrás da orelha da audiência… Ato que pode ser até considerado difamação (imputação ofensiva de fato(s) que atenta(m) contra a honra e a reputação de alguém, com a intenção de torná-lo passível de descrédito na opinião pública), passível de punição pela justiça.

Atualmente só 7 indústrias de reciclagem específica de Tetra Pak estão em operação no Brasil: em São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Pernambuco. Para um país de dimensões continentais, este número é insignificante. Isso quer dizer, portanto, que a grande maioria das embalagens acaba mesmo é de maneira inadequada, nos lixões. (infos técnicas pesquisadas em ongs e sites da internet)

Enfim, a moça é engraçadinha, mas fraca.
E – graças ao meu ceticismo atávico – não fui enganada por suas belas palavras.
E tenho uma opinião: se a empresa tivesse sido mais transparente (inclusive nessa palestra), eu e milhares de consumidores teríamos outro conceito dela.