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Confesso tudo

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Em caso de emergência (...)

Depois de um fim de semana de pura esbórnia para menores no Rio de Janeiro, arrastei comigo, em corrente de prata meu bode.
Primo distante da vaca profana, conhecido da turma do terreno baldio, ele veio apertando o peito já no Santos Dumont.
Seria o excesso de champagne e de conversas proibidas em Santa Teresa?
Todas as noites mal dormidas?
Tudo o que poderia ser?
Tudo o que não se pode contar?
Com cara plácida, mastigando sei lá o quê… o Bode chegou devagar.
Sentou-se ao meu lado na 1E.
Nem o encontro com o amigo querido de São Gonçalo do Riacho das Pedras o afastou.
Lá pelas tantas, um balido.
Teve gente pensando que era turbulência.
São Paulo cinza, fria.
Mil emails sem ler.
Mensagens.
Decisões de segundo – tudo, tudo esperando, pressionando, exigindo resposta.
– Bééééé…
Bodejo de velho entediado.
Casa nova, emprego para decidir, carro, gato doente, menino, regime, conta.
-Béééééééé…
Confesso que quase fiquei na escolinha para que me fizessem brincar, para que me dessem banho e jantar.
– Bééééé…

Devagar e arredondando

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Fiquei.
Sabendo que a poeira não baixou, querendo fugir da realidade, adiando a vida real.
E fui mais longe ainda, sob chuva – duas ações muito minhas.
Hoje, pela primeira vez em 3 semanas, pisei na areia em frente de casa.
Desta fuga, chega.
Não entrei.
Tubarão sou eu.
Caminhei.
A sensação de ter um corpo que não é seu é algo que torna as mulheres peculiares.
Um peso grande que traria problemas e dores para os homens mortais.
E um jeito engraçado de desapegar – para as quase imortais.
Caminhei e comi Pernambuco com gosto.