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Tanto riso

domingo, 9 de junho de 2013

un goût bizarre

Sou acordada às 5h30 e não há muito o que fazer.
Visto a roupa de ontem, do show que não fui, e saio.
Passa por mim um carro – anda devagar e tem som alto.
De repente, correndo e tropeçando no asfalto, um rapaz.
Tutu verde no pescoço, maquiagem que brilha no escuro.
Nariz verde limão, olheiras brancas, terceiro olho vemelho
Corre e tropeça sem perder a graça de palhaço amador.
Sabe-se lá de onde veio, mas sei para onde vai: para o colo da mamãe.

Depois de um café bem amargo, saio de carro por uma São Paulo ensolarada e (sempre fria).
As ruas – vazias – adaptadas para receber bicicletas de gente que acorda bem tarde no domingo.

Vejo a capa das revistas.
A violência tomou conta.
A crise.
A falta de graça.

Voltando para casa, um bando de adolescentes faz algazarra.
Virar a noite tem gosto de picolé de uva sabor cabo de guarda-chuva.

Eu tenho inveja de palhaço.

Vidro azul

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Equanto o mundo aspira futebol, estou aqui com meu vidrinho azul.
Lembrança de uma Dubai mais fria que a morte.
Ora misturo com gelo e tudo fica branco.
Ora vai puro mesmo.
Fico circulando pelos mesmos sites.
Vejo meus livros – limpos, imaculados e intocados.
Tudo tão igual e minhas horas cada vez mais curtas.
Dizem que, quando você vai virar outra coisa, é assim mesmo.

Cabeceira