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Sobre o teatro

segunda-feira, 25 de abril de 2011

 

O gato preto cruza seu caminho

Buenos Aires anda mais pobre e fazendo arte como nunca.
Livrarias e Feira do Livro com filas de dobrar o quarteirão.
Zoológico caindo aos pedaços e com brasileiros cheios de opinião.
Circuito broadway porteño lotado de peças, musicais, dramas e comédias.
Assisti uma releitura do teatro de revista. Muita nudez, os corpos em mutação… Vedetes musculosas, peitos explodindo. Homens minguadinhos.
Cenário e figurinos com custo zero.
Coreografias que deixariam Madonna de queixo caído.
Comédia?
Aqui, rir de si mesmo é profissão remunerada.
A verborragia e o gestual frenético me encantam.

Os dois lados da moeda – riqueza e pobreza – saltam aos olhos.
Num asado com algumas das maiores fortunas do país, simplicidade pois não é tempo de exibição.
Pelas ruas, o melhor que se pode fazer com dólar a 4 por 1 é jogar um brilho nos tecidos.

E eu fico me perguntando por que prefiro essa cidade a Recife.
Síndrome de cão vagabundo ou rebeldia?
Memorias del subdesarrollo.

Stoned!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Olheiras de felicidade (e uma certa boemia)

Olheiras de felicidade (e uma certa boemia)

Eu adoro fazer várias coisas ao mesmo tempo. Sempre foi assim. Tem uma cena da minha infância que é divertidíssima: às sexta-feiras, quando eu não fazia ballet, natação e aula de artes (!), eu passava a tarde na banheira ouvindo música, lendo gibi e comendo biscoitinho. Saía do banho igual a uma uva-passa. Tudo ao mesmo tempo agora. Só não era digital.

E nem precisa dizer que nasci para esta época louca de smartphones, TV com internet, muito aeroporto e muitos outros gueriguéris. (estou me perguntando se gueriguéri tem ou nao hífen segundo a nova gramática e provavelmente errando…).
Pois hoje eu estava de banho tomado, roupa posta, maquiada. Só faltava colocar meu sapato para sair e tomar meu late brunch. Bate na porta o conciérge com mil caixas. O micro novo que eu comprei. Um MacBook-pro com tela maior que o do meu micro atual, feita de led e com anti-reflexo. Além disso uns programetes (office e outros) + caixinhas micro-mínimas-minúsculas de som com um bom design…

Pronto! Fiquei chapada na hora! Botei a camisola, são 13h50 e ainda nao comi… (só fui comer às 15h40 e parecendo uma bárbara, uma “Kasper Haus”)
Ontem, depois de emendar 2 restaurantes, um bar de hotel e uma boate, fiquei pensando: será que virei nerd? HAHAHAHAHA. Uma nerd party monster?

O garçon do segundo restaurante (Bagatelle), é um francês atacadíssimo. Laurent. Ao me ver twittando, pegou meu celular e não devolveu mais. E vamos dançar, falar francês (e o meu melhorou muito), comer doces com milhares de calorias. Esqueça dos widgets. Mas com tudo isso e mais um celular… Twittei as fotos do Laurent. Il est tres mignon!

Nem contei que fui a Broadway para ver Hamlet. É a peça mais longa de Shakespeare e primeira que li. Roubei um livro do meu avô e so devolvi sete anos depois… Amei como amei os gregos que ele primeiro me apresentou. Ésquilo sempre foi meu predileto.
Bom, Jude Law é realmente bonito e bom ator. A peça me pareceu um tanto irregular, mas o resultado final foi positivo. Valeu. Agora, bonito mesmo é o cara que interpreta Horatio, de nome Matt Ryan. Meninas, olho no inglês porque é um achado!

Enfim… Muito blablablá e tenho que me desgrudar desse computador lindo e superpoderoso e sair para trabalhar… E bater perna por aqui é minha especialidade.
Chega de ficar no quarto.

Ah! E para quem também se descubriu nerd com mais de 30: http://technology.timesonline.co.uk/tol/news/tech_and_web/article6868818.ece