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Bumaiê

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Nocked out

Eu não sei qual é a sensação de um caminhão passando por cima.
Mas eu sei o que é ser nocauteado todos os dias por dois anos seguidos.

A primeira vez, inconseqüentemente, você se levanta assim que abre os olhos.
As pernas, pura manteiga.
O sangue escorrendo e formando rios pelo nariz, entre os lábios, descendo pelo pescoço.
Os cabelos sujos e colados nas têmporas.

No dia seguinte, você se levanta mais rápido.
Urra por dentro, mas ainda se segura em pé.

Ao final de um mês…
Você nem abre os olhos mais.
Fica ali, deitado, esperando o zumbido no ouvido deixar de ser um iiiiiiiiiiiiiiiih contínuo.

Depois de um ano.
Você sabe que vai acordar e POW!
Um soco vai te derrubar, você vai ficar estendido no chão meio zonzo, vai sentir um gosto metálico de sangue na boca…
Uma ducha, um band aid, e dia que segue.

Hoje, pouco mais de dois anos se passaram. Você escova os dentes, coloca um pijama velho que anda meio apertado…
Escovando os dentes antes de dormir, surpresa: o supercílio ferido denuncia o golpe.
E você percebe, pela última vez, que um dia acordou e foi a nocaute.

Indolor.
Apenas mais um dia.

(A partir de amanhã, nem os socos te acordarão. Muito menos a memória)

A pluma do ganso

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

CACHU

Decidido: é nesse local nos confins do centro-oeste que meu ano vai virar.
Esse negócio de ficar para lá e para cá em avião é muito bom. Mas o Brasil é que é o meu lugar. E não gosto de agito na virada. Gosto de sombra e água fresca.
Alice, a cachorra destrambelhada, nem sabe a aventura que a espera. SP-BH-Chapada dos Veadeiros…
De carro.

A dura vida de uma coelha da Playboy

As remadoras britânicas Mel King, de 37 anos, e Annie Januszewski, de 40, pretendem atravessar nuas o oceano Atlântico.
Inicialmente, a dupla pretendia remar 15 horas por dia usando biquíni. Mas as inglesas decidiram remar completamente nuas para reduzir o atrito com a roupa.

Enquanto isso, em Nova York, duas professoras estão comendo o pão que o diabo amassou porque foram flagradas peladonas dentro de uma sala de aula.
O zelador virou delator.
Deixa as teachers namorarem, povo careta.

Y, o chapeleiro maluco

“Eu, que sou uma leitora de Proust, sei que a vulgaridade tem o seu valor, sim.”

frase de Fernanda Young para contestar o publicado encalhe das Playboys

Proust que não era bobo nem nada, antes de morrer deixou uma resposta pronta para Fernanda.

“De même nos intonations contiennent notre philosophie de la vie, ce que la personne se dit à tout moment sur les choses. ”
(Nosso jeito de dizer as coisas contem nossa filosofia de vida, o que sempre estamos dizendo a nós mesmos sobre as coisas)

http://www.page2007.com/news/proust/0420-ce-n-etait-pas-seulement-une-matinee-mondaine

Tiger

Meninas, não fiquem com raiva. Não estou defendendo o Tigrão.

Estou só questionando as louras suecas que atacam só os negões ricos e depois contam a história de que não sabiam de nada.
Claro que não sabiam: estavam concentradas em garantir o caixa quando deveriam investir em conhecer melhor o cara.

Tranca X Troncoso

Romário e família foram obrigados a deixar a cobertura onde moravam no luxuoso Golden Green – aquele onde Ronalducho morou, o que tem campo de Golf, na Barra da Tijuca.
O baixinho simplesmente não desocupou o imóvel que foi leiloado por 8 milhões de reais para pagar dívidas que ele tem com os próprios vizinhos.
Segundo testemunhas, o apê foi lacrado e a fechadura do apartamento trocada enquanto o casal estava em Trancoso, na Bahia. Os filhos, que estavam no imóvel, foram para a casa de familiares.

Veneno 1: a casa de familiares deve ser em algum bairro simples porque o jogador nunca foi chegado em favorecer a parentada.

Veneno 2: eu, que já fui vizinha de chinês, fico pensando que não deve ser mole ser vizinho de jogador de futebol.

Salvem os ídolos nacionais!

Falando grossosorry

Amo os irônicos.

Os que lêem.
Os que falam mal dos outros.
Detesto histéricas.
Egocêntricos.

Tenho dúvidas com relação aos mentirosos.
Porque eu minto.

Odeio os sorrateiros.
Os covardes.
E mulher bonita.

Ontem, queria ser um sabiá comendo coquinho vermelho na Vila Madalena.
Hoje quero ser Alice correndo atrás do Sabiá na Vila.

Brincando de casinha

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

stuckwrong

Gosto da composição acima.
Ela parece uma declaração de amor.
Se você prestar atenção, descobre que não é bem isso.

Hoje foi um dia de finalmentes.
O Festival ferve – literalmente. São Paulo, 37 graus.
Engraçado foi de manhã. Tava 40 graus dentro do escritório e com ar ligado. E não estou falando de temperatura.
A revista, fechamos. Agora é só ano que vem.

Mas esse post é sobre brincar de casinha.
Quantos casais você conhece?
E eles são iguaizinhos ao seu desenho do maternal?
Papai, mamãe, filho e filhinha? Um gatinho talvez?
Vou fazer um panorama do que vejo ao meu redor:

1) Trabalho um: dois moços descasados. Um casou pela segunda vez. O outro tem dois filhos lindos e está solteiro.
Das 7 meninas, 5 casadinhas. 3 com filhos. 1 esperando. Ao que tudo indica, todas são família de comercial de margarina.

2) Trabalho dois: 3 meninas, 2 meninos.
1 casada – mas o marido vive fora (Europa-Salvador-SP) e tem filhos do primeiro casamento.
2 solteiras.
Dos meninos, um é gay, casado ha 20 anos. O outro é novinho e tem uma filhinha. Trabalha na redação de dia e toca de noite. Não se encaixa no padrão papi,mami, filha.

3) Trabalho três: quatro meninos.
Todos casados. Na verdade, juntados.
Só um tem filha. E casou com a cunhada.

De 18, cinco se encaixam no padrão. 27,7%.
Não é uma pesquisa científica. É uma amostra do meu universo mais próximo.
E não me incluí na contagem. Se me incluo vai para 26,3%

Quem inventou essa história de felicidade em caixinha? De família feliz? Casinha com chaminé?
Olha, fiz antropologia e não vou ficar aqui discursando sobre a importância de modelos e arquétipos.
Mas eu tenho a leve desconfiança que o modelo foi criado para fugir da realidade. Para enquadrar no impossível.

Se somos tão diferentes e vivemos num mundo tão misturado, um modelo só não dá conta da diversidade.

Mas tá cheio de gente com culpa católica. Sofrendo porque não mora na casinha feliz.

Olha, eu sou Pollyanna com limão.
Eu sou feliz quando dá para ser.
Mas não sofro muito pelos 3 kg (6?) que tenho em excesso.
Por não ter casa com chaminé.
Por ter chulé.

Na boa?
Ter filhos hoje é obrigação.
Eu toda semana tenho que dar uma explicação.
A que eu mais gosto é a de que o problema não é comigo.
Porque meu amigo Dante logo avisou:
O inferno são os outros.
No caso, os que perguntam.

E a gente ri de criança que acredita no Papai Noel.

PS: Acho que nos próximos 3 dias esse blog vai ficar meio sem novidades. No twitter eu já apostei: vou falar tanto que vou perder pelo menos 1/3 dos meus seguidores.
Mas é que o Festival agora vai ser meu dono.

While a clock full of butterflies on the hour

Releases a thousand moths

You say “leave” and I’ll be gone

Without any remorse
No letters, faxes, phones, or tears
There’s a difference between bad and worse