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Portas, janelas e cardumes

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Inspiração

Há momentos em que você mergulha num livro.
Há os das grandes viagens.
Também há para praia e vadiagem.

O meu atual é de janelas.
Uma analogia para o computador – em que trabalhos, bobagens, agenda, uma foto, uma frase – todos aqueles que povoam as janelas se abrem e se fecham ao nosso bel prazer.

Minha janela da alma se escancarou na segunda adolescência.
Ela não tem muita certeza
E tudo começou com janelas de outrem se abrindo para viagens, carreira solo e grana.
As janelas da primeira adolescência.

De prático posso dizer que ir ao samba e tomar uma caipirinha em plena segunda-feira tem lá seu charme.
Passar pela Paulista com Augusta e lembrar do movimento da cidade a cada madrugada.
Chegar em casa e ser recebida com gritos e sussurros pela cachorra de madame.

E acordar empolgada às 7h da matina com uma simples terça feira…
Ah se todo dia fosse domingo de carnaval…

Ciganices

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Caminhante

O que eu já esperava – ou já tramava – aconteceu… Perdi o metrô ontem.
Mas não o choppinho ao lado do cemitério das estrelas, não perdi a exposição incrível de Takeshi Kitano na Fondation Cartier… Nem a feijoada com franceses que me fez perder o metrô ontem de noite.

Antes, uma pausa.
Hoje fiquei presa na lavanderia do meu prédio. A porta fechou e lá fiquei eu com duas máquinas de lavar e duas de secar, sem grana (eu tinha colocado as roupas na máquina e ia sair para trocar minha notinha de cinco… quando a porta bateu). Primeiro, risos.
Depois um pânico de leve. No fim, entreguei os pontos.
Sentei e esperei por algum barulho no corredor.
E o concierge apareceu e me mostrou onde fica o botão que abre a porta e salva os brasileiros tontos que não sabem usar lavanderias comunitárias que ficam trancadas e têm porta eletrônica.

Takeshi Kitano.
Fui mais para conhecer a Fondation Cartier. Essa coisa de prédio moderno com jardim verde exuberante é sensacional. Niemeyer que me perdoe, mas um Burle Marx é essencial.
Cheguei e pensei que a exposição do dia era para crianças. Dinossauros, desenhos infantis, máquinas manipuláveis.
E eis que a brincadeira era para gente graúda.
Gosse de Peitre Beat Takeshi Kitano é imperdível.
Um artista japonês que tira sarro da própria cultura e que é apresentador de programa de TV. Um cara que questiona a arte e a própria sociedade de massa.
É como se o Faustão tivesse humor e soubesse desenhar.
E fosse japonês. Imagina!

Clique no site e veja o vídeo da exposição. É sensacional!

Garatujas

Choppinho sozinha.
Ao lado de Père-Lachaise enquanto escrevia postais, pensava na continuação de um conto que cismei de escrever e brincava de internet no celular.
Num fazer tudo ao mesmo tempo e em lugar estrangeiro foi tão gostoso.

Do cemitério para o enterro dos ossos.
Feijoada de franco-brasileiros para francês ver.
E o negócio estava para lá de bom.
Uma moça que trabalha na Coca-Cola; outro com Christian Louboutin, o sapateiro que faz brasileiras ricas pagarem 2300 reais por um par, entre tantos outros ilustres deconhecidos.
Comemos (muito, bien sûr!), bebemos como não deveríamos (absolument!) a caipirinha de limão com maracujá e a cerveja. Alguns dançaram, outros, falaram pelos cotovelos e terminamos (quase) todos na casa de um amigo para uma saideira.
Eu fui 1h30 da manhã racionalmente de pileque esperar Godot na estação porque o metrô só chegaria às 5h30.
Acabei atravessando o cemitério – com almas penadas e gente estranha – a procura de um táxi.
Já estava imaginando a manchete “Brasileira dá sapatada em mendigo bêbado e acaba na cadeia” quando um haitiano me salvou.
Eu bem disse para ele: quem sobrevive a terremoto paga mico com brasileiro em Paris.
Paguei um mico e dez contos, descobri que moro muito mais perto da área em questão do que pensava, e voltei para casa tontinha às 2h da matina.

Hoje, ciganices por Paris, depois de ter aula às 8h da manhã.
Isso sim é que é disposição. Por que saúde…

Sem açúcar

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Vem cá, Miriam Leitão, tirando doce de criança? Olha bem a nota que você publicou:

Caipirinha fica 51% mais cara para o consumidor
A inflação não poupa nem a caipirinha. Segundo cálculos da FGV, a bebida brasileira subiu, em média, 51,78% nos últimos 12 meses, pesando no bolso – e na ressaca – do consumidor. Isso significa que ela está muito acima dos 4,42% registrados pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no período.
De acordo com o economista André Braz, da FGV, o aumento está relacionado às altas observadas nos preços dos ingredientes: limão (8,93%), aguardente (17,94%) e açúcar (69,81%).

Opa, opa! Esses números têm que ser avaliados com frieza (e muito gelo):

Caipirinha– qual é a porcentagem usada de cada ingrediente para fazer uma caipirinha ? Afinal, tem que calcular essa alta no tempo gasto para consumir o produto (e, também, se vc bebe um litro por dia tem impacto diferente do impacto de quem bebe um litro por ano – é uma espécie de amortização);

– Com os dados acima esclarecidos, quanto custa cada um dos produtos em valores absolutos? Porque um aumento de oito por centro sobre um real é diferente de um aumento de 70% sobre 5 reais. 

Fui no Pão de Açúcar na Web e esclareci tudo – porque isso é assunto de segurança nacional em época de pré-carnaval. Veja o que o oráculo dos supermercados me disse:

Açúcar refinado DA BARRA (1KG) = R$2,24 (com o aumento vai para R$3,80)
Cachaça Branca SAGATIBA (Garrafa 700ml) = R$ 12,90 (vai para R$15,21)
Limão Tahiti Pacote (1Kg) = R$ 1,87 (com o aumento vai para R$2,18)
Total: R$17,01 (com a inflação, a conta fecharia em R$21,19)

 Alto lá! Em pleno carnaval jogar água no nosso chopp e urubuzar a caipirinha por conta de QUATRO REAIS…  Com isso não pago nem uma cerveja de ambulante… Por favor!

Chama o Roniquito para refazer essa conta! Ou então, para simplificar, tira o açúcar da capirinha e passa a régua!Miríam Leitão, não estou te reconhecendo!

Roniquito de Chevalier, meu filho, manda uma mensagem da adega do céu porque tão querendo fazer quizumba no Antonio´s e vão cortar minha cota de confete e serpentina!

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo

Mudando da cachaça para o vinho de Champanhe…
Li ontem que vai rolar “barraquinha” de degustação de caviar e champagne (com “g” para ficar mais chique) no Shopping Cidade Jardim.
A partir de R$150, você já pode mandar ovas de esturjão para dentro…
Que coisa mais sem senso: “Vou ao shopping degustar uma borbulhante champanha (com “A” mesmo) e comer uma colher de chá de caviar”. Oh! Ah! Uh!

Como protesto silencioso, vou tomar uma caipirinha sem açúcar no Mercado Central de Belo Horizonte.
Para acompanhar, pão com jiló acebolado.

E passa a régua!!!